PALAVRA DO ECONOMISTA

Agenda Econômica – 01/04 à 05/04

Principais Eventos e Indicadores

Veja aqui os eventos da próxima semana

Destaque da semana

Nesta semana os destaques da agenda econômica foram as publicações do IPCA-15 de março; o Relatório Trimestral de Inflação; Ata do Copom; e PNAD de fevereiro.

Conforme havíamos destacado na publicação anterior deste semanal, nossa expectativa para o IPCA-15 era 0,52%, no entanto, o índice apresentou elevação de 0,54%. Na abertura do indicador vemos que os principais impactos foram centrados em alimentação no domicílio (0,30 p.p) e Transportes (0,09p.p.) como era esperado.

Os impactos altistas em transportes refletem os efeitos da variação do câmbio e petróleo sobre o preço de combustíveis dada a política de preços da Petrobras e de reajustes de tarifas de transporte público, já alimentação no domicílio tem mostrado bastante resiliência deste o final do ano passado. As pressões ficaram centralizadas em Cereais, leguminosas e oleaginosas; Tubérculos, raízes e legumes; Hortaliças e verduras; e Frutas. No entanto, a despeito do impacto inflacionário verificado nos últimos meses acreditamos que a causa deste fenômeno seja de oferta e deverá se normalizar nos próximos meses. (falamos mais sobre isso aqui)

Ainda sobre inflação e juros tanto a Ata do Copom quanto o Relatório Trimestral de Inflação reforçaram o comunicado da última semana do BCB após a decisão de política monetária do COPOM de que a Autoridade Monetária passará a acompanhar a atividade econômica e que busca avaliar a economia durante um período isento de choques.

Por fim, os dados de emprego divulgados hoje pela manhã continuam a corroborar com o cenário de baixa atividade e retomada gradual da atividade econômica. A taxa de desocupação (desemprego) medida pela PNAD ficou em 12,4% em fevereiro, frente 12,0% em janeiro e 12,6% no mesmo período do ano passado. Mas, em termos dessazonalizados, houve relativa estabilidade em 12,2%. Em relatórios passados vínhamos destacando que o mercado de trabalhos apresentava baixo dinamismo e as vagas criadas eram de baixa qualidade. Tal fenômeno se repetiu na leitura divulgada hoje, pois, apesar da queda da taxa de desemprego em relação ao mesmo período do ano passado, houve alta da taxa de subutilização do mercado de trabalho de 24,2% para 24,6%.

Dado este cenário de retomada gradual da atividade econômica, baixa inflação e apoiado na mais recente comunicação do Banco Central do Brasil esperamos que o COPOM inicie um novo ciclo de queda da taxa SELIC em julho a levando para 5,5% no final de 2019.

Próxima Semana

Para a próxima semana o destaque será a publicação da produção industrial de fevereiro cuja expectativa é aumento na margem de 1,25%, na série com ajuste sazonal e de crescimento de 2,86% ante o mesmo período do ano anterior.

 

Rafael G. Cardoso, economista-chefe
rafael.cardoso@bancodaycoval.com.br

Antônio Castro
antonio.castro@bancodaycoval.com.br

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