PALAVRA DO ECONOMISTA

Agenda Econômica – 17/06 a 21/06

Principais Eventos e Indicadores

Veja aqui os eventos da próxima semana

Destaque da semana

Nesta semana os destaques da agenda econômica foram as publicações das vendas do comércio varejista e o índice de atividade econômica do Banco Central. Para além da agenda de indicadores outro fato relevante da semana foi a apresentação do relatório da previdência na Comissão Especial no Congresso.

Sobre as vendas no varejo, divulgada pelo IBGE na quarta-feira, o resultado foi de queda do volume de vendas em 0,6% em abril na comparação contra março na série com ajuste sazonal. Nossa expectativa era de queda pouco maior de 0,9%, e a projeção do mercado, segundo mediana das projeções da Bloomberg, foi de queda de 0,1%.

No varejo ampliado, que inclui as vendas de veículos, motocicletas, partes e peças e material de construção, o resultado foi nulo, ou seja, manteve o mesmo nível do mês anterior na série livre de efeitos sazonais.

A despeito do avanço contra o mesmo período do ano anterior de 1,7% no caso do varejo e de 3,1% no varejo ampliado, as vendas do mês de abril patinaram. Em relatórios anteriores enfatizamos o efeito calendário que alterou em alguma parcela a sazonalidade do período de fevereiro a abril, pois com o deslocamento do carnaval para março, houve também a postergação das vendas da páscoa de março para abril. Desta forma, esperávamos, certa força nas vendas no mês de abril que não se materializou.

Na análise das categorias que compõem o varejo, apenas três das oito categorias apresentaram desempenho positivo nesta leitura. No varejo ampliado as vendas de Veículos, Motos, Partes e Peças desacelerou na margem e cresceu apenas 0,2% este mês ante expansão 4,3% no mês anterior. Material de construção também avançou menos que no mês anterior com 1,4% na margem ante 2,4% do último mês.

Por outro lado, a surpresa positiva desta leitura foi o ganho de ímpeto, mesmo que de forma tímida, nas categorias mais atreladas à crédito. Setores ligados ao crédito têm relação próxima com decisões de longo prazo e atrelados à necessidade de expectativa de renda futura, acesso a crédito e confiança para realiza-las. Neste sentido, o melhor desempenho frente aos setores relacionados a renda nos surpreendeu.

Outro indicador relevante, publicado na manhã desta sexta-feira, foi o índice de atividade econômica do Banco Central, que apresentou queda de 0,47% em abril ante março na séria ajustada sazonalmente, consolidando o quarto resultado negativo consecutivo. Nossa projeção foi de queda pouco menor de 0,26% e próxima à expectativa do mercado de -0,20%. Com este resultado o índice acumula alta de 0,7% em 12 meses.

Com o IBC-Br concluiu-se a divulgação dos principais indicadores da atividade econômica de abril e os resultados reforçaram o cenário de baixa atividade econômica e de retomada gradual da economia. A produção industrial variou -3,9% a.a e -0,3% a.m, marcada por forte baixa do segmento extrativo e desempenho um pouco melhor da transformação; o volume de serviços variou -0,8% a.a e 0,3% a.m; e o comércio com 1,7% a.a e -0,6% a.m no  varejo restrito e 3,1% a.a e 0,0% a.m no ampliado. Desta maneira, nossa projeção para PIB do segundo trimestre atualmente é de crescimento nulo (0,0%).

Por fim, na quinta-feira, o relator da Reforma da Previdência, Samuel Moreira (PSDB-SP), apresentou seu relatório na Comissão Especial e, à primeira vista, tem economia de aproximadamente R$ 950 bilhões em 10 anos. Ainda existem possibilidades de desidratação tanto no Comissão Especial quanto no Plenário da Câmara, porém dado o esforço dos deputados em demonstrar que a reforma é um projeto de construção da Câmara, conforme declarações do Presidência da Casa, Rodrigo Maia, dificilmente haverá grandes impeditivos. Nenhum ponto importante foi contestado. É um sinal forte a favor da hipótese de que não haverá alterações significativas daqui por diante.

Próxima Semana

Para a próxima semana, o destaque recai sobre a decisão de política monetária da quarta-feira (19) e conforme exposto por nós em diversos relatórios, esperamos manutenção da taxa selic em 6,50% a.a nesta reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), mas que um ciclo de corte de juros se inicie na reunião de julho, levando a taxa básica de juros de economia brasileira para 5,50% no final de 2019.

 

Rafael G. Cardoso, economista-chefe

rafael.cardoso@bancodaycoval.com.br

 Antônio Castro

antonio.castro@bancodaycoval.com.br

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