PALAVRA DO ECONOMISTA

Agenda Econômica – 29/04 à 03/05

Principais Eventos e Indicadores

Veja aqui os eventos da próxima semana

Destaque da semana

Nesta semana os destaques da agenda econômica foram as divulgações da Produção Industrial de março e o IGP-M de abril.

A produção industrial divulgada hoje mostrou queda no volume de produção da indústria em março contra fevereiro de -1,3% na série com ajuste sazonal. Na comparação contra o mesmo período do ano anterior a queda foi ainda maior de 6,1%.

O desempenho bastante negativo foi impulsionado pelo efeito calendário com carnaval em março. Entretanto, a fraqueza do dado não é explicada somente por tal fator. O dado de forma geral, excluindo o efeito calendário, continuou mostrando o baixo dinamismo verificado ano longo dos últimos meses e, além disso, voltou a ser fortemente impactado pela indústria extrativa mineral devido ao desastre de Brumadinho-MG. Para mais detalhes sobre a publicação veja nosso relatório completo aqui.

O IGP-M, por sua vez, mostrou avanço de 0,92% em abril ante 1,26% em março. Tal resultado foi pouco acima do esperado por nós de 0,90%.

Na abertura vimos que o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) variou 1,07% em abril, após alta de 1,67% em março. E o destaque na análise por estágios de processamento ficou para a categoria de Bens Finais variou 1,25% em abril, contra 1,93% no mês anterior. A principal contribuição para este resultado partiu do subgrupo alimentos in natura, cuja taxa de variação passou de 14,72% para 0,97%, no mesmo período.

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), por sua vez, subiu 0,69% em abril, ante 0,58% em março. Seis das oito classes de despesa componentes do índice registraram avanço em suas taxas de variação. A principal contribuição partiu do grupo Transportes (0,82% para 1,06%). Nesta classe de despesa, vale citar o comportamento do item gasolina, cuja taxa passou 1,30% para 2,92%. Tal comportamento reflete os destaques do IPCA-15 da semana anterior.

Para a próxima semana o destaque será a divulgação dados de atividade como os dados da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC) e de Serviços(PMS), assim como os relacionados à inflação com o IGP-DI e a IPCA de abril e, por fim, teremos a decisão de política monetária pelo Copom.

Próxima Semana

No que tange à atividade, os dados do comercio varejista será divulgado na quinta-feira e nossa expectativa é de crescimento do volume de vendas em 0,9% em março contra fevereiro na série com ajuste sazonal. Por outro lado, na comparação contra o mesmo período do ano anterior, a expectativa é de queda de -3,1%.

Para o varejo ampliado, que inclui vendas de veículos e materiais de construção, a expectativa é pouco melhor, com um crescimento marginal de 1,9% na comparação contra fevereiro, também na série com ajuste sazonal. Porém, na comparação contra o ano anterior a expectativa também é de queda de 2,1%.

Parte deste desempenho negativo do comércio varejista e ampliado é justificado pelo efeito da sazonalidade da alteração do carnaval, tipicamente comemorado em fevereiro, para março neste ano.

Em relação à inflação, na próxima semana conheceremos os dados o IGP-DI de abril na quarta-feira e nossa expectativa para o índice é de taxa de inflação de 0,83% na margem. Parte do arrefecimento ante o mês anterior (1,07%) fica para a desaceleração da categoria de Bens Finais ao produtor, verificado no IGP-M, comentado acima, por exemplo.

Outro indicador relevante será o IPCA de abril a ser divulgado na sexta-feira. Nossa projeção é de 0,64% na comparação contra o mês anterior e 5,01% no acumulado em 12 meses. O número mais elevado na margem incorpora parcialmente o choque da última publicação do IPCA-15 que apresentou choques centrados em Alimentação no Domicílio e Transportes, assim como algum efeito não recorrente em Vestuários e Cuidados Pessoais. No entanto, esperamos que para os próximos meses estes impactos em alimentação no domicílio, cuja característica é de choques de oferta, sejam revertidos, conforme é possível ver nos índices de preço ao produtor (IGP-M destacado acima). Com isso, continuamos a esperar um cenário benigno para inflação em 2019, apesar da pressão na margem, com expectativa de fechamento do ano em 3,9%.

Por fim, para o cenário de juros e a decisão de política monetária da próxima semana, não esperamos alteração no nosso cenário base de manutenção da taxa Selic até julho, quando esperamos que o Banco Central do Brasil inicie um novo ciclo de queda da taxa SELIC levando para 5,5% no final de 2019.

 

Rafael G. Cardoso, economista-chefe

rafael.cardoso@bancodaycoval.com.br

 Antônio Castro

antonio.castro@bancodaycoval.com.br

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