PALAVRA DO ECONOMISTA

Agenda Econômica – 29/04 à 03/05

Principais Eventos e Indicadores

Veja aqui os eventos da próxima semana

Destaque da semana

Nesta semana o destaque da agenda econômica foi a publicação do IPCA-15 de abril. Nossa projeção era de 0,65%, no entanto o realizado foi um pouco superior, marcando avanço da inflação no período de 0,72%. Conforme destacado na publicação anterior deste semanal, esperávamos um contágio do choque do IPCA de março na leitura deste mês, e de fato, os principais impactos altistas ficaram concentrados nas categorias de transporte (0,24 p.p.) e alimentação no domicílio (0,23 p.p).

Nossa expectativa de reversão do choque de alimentação, conforme verificado em indicadores coincidentes no atacado, ainda não se materializaram para o consumidor. Entretanto estes efeitos tendem a se efetivar nos próximos meses na ausência de novos choques.

Houve também outras pressões pontuais, como o avanço dos preços em categorias como como cuidados pessoais (0,07 p.p.) e Vestuário (0,03 p.p.), porém acreditamos que se trata de uma normalização dos descontos provenientes da Black Friday em novembro de 2018 e imediatamente após. A soma dos impactos do período (novembro a abril) é próxima de zero.

As métricas com viés mais qualitativo, por sua vez, mostraram certo avanço na margem, mas ainda em patamar bastante confortável. No mais não há grandes alterações para o cenário inflacionário corrente e prospectivo durante o ano. Em maio a inflação acumulada em 12 meses, segundo nossas projeções, deverá permanecer nos patamares atuais, entretanto, já em meados de julho deverá ceder para próximo a 3,2%. Para o fechado do ano de 2019 mantemos nossa expectativa de 3,9% de taxa de inflação (IPCA). (para ler a publicação sobre IPCA-15 completa clique aqui)

Próxima Semana

Para a próxima semana os destaques ficam para a publicação do IGP-M de abril na segunda-feira (29) e a produção industrial na sexta (03).

Para o IGP-M nossa expectativa é avanço de taxa de inflação de 0,90% contra 0,89% no mês anterior. Com este valor o avanço no ano será de 8,62%.

A produção industrial, por sua vez, tem viés negativo e nossas projeções apontam para queda de 0,9% contra o mês imediatamente anterior, na série com ajuste sazonal. Contra o mesmo período do ano anterior a queda é mais acentuada, de 5,3%. Vale ressaltar que o efeito sazonal da mudança do carnaval de fevereiro para março neste ano, favoreceu os dados de fevereiro em detrimento da leitura de março. Desta forma, o efeito sazonal explica alguma parcela da queda nos dados da indústria de março.

 

Rafael G. Cardoso, economista-chefe
rafael.cardoso@bancodaycoval.com.br

Antônio Castro
antonio.castro@bancodaycoval.com.br

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