PALAVRA DO ECONOMISTA

Copom abre possibilidade de corte de juros no médio prazo

Copom  – Março/2019

Veja o relatório em PDF aqui

Ontem o COPOM decidiu por unanimidade manter a taxa SELIC em 6,5%. Entretanto, a decisão no final do dia trouxe novidades importantes para a política monetária. As novidades têm viés baixistas para a taxa de juros, apesar da sinalização de que não deverá haver queda no curto prazo.
O comunicado cita que a recuperação econômica além de gradual está “aquém do esperado”. Este fato é relevante pois levanta dois pontos importantes: (i) talvez a taxa de juros corrente não seja tão estimulativa como imaginado e; (ii) o hiato do produto corrente é maior do que era esperado dado que o ritmo de atividade decepcionou.
O balanço de riscos, por sua vez, que anteriormente era “assimétrico” para o lado inflacionário, foi classificado como “simétrico”. Em nossa opinião, tanto o cenário externo se tornou menos arriscado com o posicionamento mais “dovish” dos principais bancos centrais, enquanto o interno com o início da tramitação da reforma da previdência e a surpresa negativa com a atividade econômica.
Além disso, como dissemos pouco acima, o BCB pela primeira vez coloca em dúvida explicitamente o quão estimulativa tem sido a política monetária no trecho que destaca que “julga importante observar o comportamento da economia brasileira ao longo do tempo, com menor grau de incerteza e livre dos efeitos dos diversos choques a que foi submetida no ano passado”. Neste sentido, o BCB abre a porta para revisões futuras na taxa de juros no caso de decepção com a inflação, especialmente.
Desta forma, dada nossa expectativa de atividade econômica morosa neste (2,3%) e no próximo ano (2,5%) e de inflação ainda em patamar baixo, vemos a inflação de serviços, por exemplo, que acelerou na passagem de 2018 para 2019 retornando para a banda inferior da banda (3,7%) nos próximos meses, acreditamos que o BCB entrará novamente em um ciclo de queda da taxa SELIC em julho deste ano com 0,25p.p.
Para o final do ano, nossa expectativa preliminar é de que a taxa SELIC esteja em 5,5%.

 

Rafael G. Cardoso, economista-chefe
rafael.cardoso@bancodaycoval.com.br

Antônio Castro
antonio.castro@bancodaycoval.com.br

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