PALAVRA DO ECONOMISTA

IPCA de setembro avança e registra 0,48% de taxa de inflação

IPCA de setembro/18

Veja  o relatório em PDF aqui.

O IPCA fechou setembro com alta de 0,48%, ante um recuo de 0,09% em agosto, e bem acima da nossa projeção de 0,38%. Em 12 meses, o IPCA acumulou alta de 4,53%. Esta leitura tem três grandes destaques em nossa opinião: (i) forte impacto de combustíveis; (ii) manutenção de métricas sensíveis ao ciclo econômico e a política monetária próximos a banda inferior da meta e; (iii) dissipação dos efeitos da greve dos caminhoneiros em maio, especialmente nos bens comercializáveis.

Os combustíveis constituíram o maior impacto no IPCA de setembro como era esperado e retratado na média consolidada da gasolina vendida nacionalmente medida pela ANP (Agência Nacional de Petróleo). Tal categoria apresentou alta de 4,18% com impacto de 0,24p.p., representando metade da variação total do IPCA. Tal choque, em nossa opinião, tem pouca implicação para a política monetária por estar atrelado a depreciação do câmbio e não propriamente a um aumento da demanda.

As métricas mais sensíveis ao ciclo econômico, por sua vez, tem apresentando taxas maiores que no primeiro semestre e alguma normalização. Apesar de alguma aceleração na margem, a mesma tem ocorrida de forma um pouco mais lenta do que sugere nossos modelos. A média dos núcleos no acumulado em 12 meses, por exemplo, acelerou de 2,93% em agosto para 2,98%. Serviços e serviços subjacentes também permanecem próximos a 3% no acumulado em 12 meses.

Já os bens comercializáveis que foram fortemente impactados com a greve dos caminhoneiros em maio surpreenderam positivamente. Aparentemente o choque de preços tem se dissipado nos últimos meses. A média de 3 meses dessazonalizada e anualizada desta agremiação, que é uma forma de ver a inflação na margem, chegou a rodar acima dos 8% e atualmente já está a 3,4%.

Desta forma, acreditamos que o IPCA trouxe algumas boas notícias. Primeiro, os principais impactos inflacionários estão atrelados a oferta/câmbio. Por outro lado, os núcleos permanecem em patamares baixos, apesar dos sinais de normalização. Por fim, o impacto do câmbio de forma mais geral tem se mostrado mais fraco do que o antecipado. Neste sentido, mantemos nossa percepção de manutenção da taxa SELIC em 6,5% nas próximas reuniões do BCB. Vale dizer que as eleições podem configurar evento disruptivo de forma que os resultados podem influenciar os próximos passos da Autoridade Monetária.

 

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