PALAVRA DO ECONOMISTA

Macro Alerta | PMC: comércio varejista patina e retomada é gradual

PMC de maio/19

Veja o relatório em PDF aqui

O volume de vendas no comércio varejista referente ao mês de maio caiu 0,1% ante abril, na série ajustada sazonalmente, porém avançou em 1,0% na comparação contra o mesmo período do ano anterior. Nossa projeção para esta variável foi de avanço de 0,7% e o mercado de 0,1% segundo mediana das expectativas da Bloomberg.

O varejo ampliado, que inclui as atividades de material de construção e de veículos, avançou 0,2% na leitura de maio ante abril, na série com ajusta sazonal. Na comparação contra o mesmo período do ano anterior, a expansão foi de 6,4%. Nossa expetativa para a variação mensal era de avanço de 0,5% e a mediana do mercado era de expansão de 0,3%.

É importante destacar que os valores da publicação anterior foram revisados para cima pelo IBGE. Em abril o comércio varejista havia cedido 0,6% após a revisão o valor ficou em -0,4%. Para o varejo ampliado que anteriormente havia apresentado estabilidade, após revisão indicou crescimento de 0,2%.

Na análise das categorias que compõem o varejo, seis das oito categorias apresentaram desempenho positivo nesta leitura. No varejo ampliado as vendas de Veículos, Motos, Partes e Peças cederam na margem em 2,1% ante queda de 0,3% no mês anterior. Material de construção também cedeu 1,8% ante 1,6% do último mês.

Numa outra ótica, nas últimas publicações, vínhamos enfatizando a perda de dinamismo nos setores relacionados à crédito[1], especialmente pós-greve dos caminhoneiros em maio/18. Porém, na análise trimestral dos últimos dois meses é possível verificar ritmo de expansão semelhante ao início de 2018.

Setores ligados ao crédito têm relação próxima com decisões de longo prazo e atrelados à necessidade de expectativa de renda futura, acesso a crédito e confiança para realiza-las. Neste sentido, o melhor desempenho frente aos setores relacionados a renda nos surpreendem. Os setores mais relacionados a renda[2], por outro lado, apresentam tendência de crescimento muito tímida desde o início de 2017 atrelado à fragilidade do mercado de trabalho e ao consequente menor dinamismo dos ganhos salariais.

De modo geral, a leitura desta publicação é mais um dado que reforça o cenário de retomada bastante gradual da economia. Nossa expectativa de crescimento para este ano é de 1,0% e de 2,0% para 2020. Neste sentido, vislumbramos que 2019, assim como 2018, será caracterizado pelo baixo crescimento, inflação abaixo da meta, apesar da política de juros baixos praticada pelo Banco Central. Projetamos 3,9% para o IPCA e 5,5% para a taxa SELIC no final de 2019.


[1] Combustíveis e lubrificantes; Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo; Tecidos, vestuário e calçados; Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos; Livros, jornais, revistas e papelaria; Equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação; Outros artigos de uso pessoal e doméstico.

[2] Móveis e eletrodomésticos; Veículos, motocicletas, partes e peças; e Material de construção.

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