INVESTIMENTOS

Plataforma aberta de investimentos é sinônimo de diversificação – Parte 2

No post anterior, que você pode conferir aqui, conversamos sobre o quanto uma plataforma de investimentos, com seus inúmeros parâmetros pode ajudar a diversificar sua carteira de aplicações financeiras. Explicamos também como você deve dividir as fatias das aplicações, em opções Conservadoras, Moderadas ou Arrojadas, dependendo de seus objetivos.

Mas agora é hora de conversar sobre um segundo “filtro”: o prazo das aplicações, que pode variar muito.

Muito mesmo!

 

O que é prazo?

Todas as aplicações têm um prazo mínimo de resgate (por exemplo, 90 dias após o investimento, que também poderia ser chamado de carência, ou vencimento). E este é uma informação que você deve levar em conta antes de decidir onde aplicar.

Embora não exista receita de bolo, há uma regra de ouro: para aplicações de emergência, ou seja, aquelas que formam o pé-de-meia para eventos imprevistos, como doença ou desemprego, prefira investimentos Conservadores, com prazos mais curtos e que tenham liquidez, ou seja: possam ser sacados a qualquer momento, sem perda de rentabilidade.

Mas considere também investimentos conservadores que têm prazos de vencimento variáveis, como LCIs (Letras de Crédito Imobiliário), LCAs (Letras de Crédito do Agronegócio) e LFs (Letras Financeiras). No Daycoval Investe, essas aplicações são oferecidas com prazos de vencimento que podem variar do curto prazo (90 dias) a longo prazo, como a LFT com vencimento em 1461 dias (4 anos). Quanto maior o prazo, melhor a rentabilidade. Assim, ao aplicar, escolha a opção que melhor combina com o tempo em que você pretende utilizar o dinheiro.

 

E prazo de resgate (o tal D+)?

Além do prazo de carência para sacar o investimento, é importante ficar de olho no prazo de resgate. Isto porque algumas aplicações, embora possam ser sacadas a qualquer momento, podem ter prazos de resgate longos. E o que é o prazo de resgate? É o tempo em que o dinheiro volta para a sua conta corrente ou investimento a partir da ordem de resgate que você deu ao banco ou gestora.

O prazo de resgate é sempre representado pela sigla D (que significa o dia em que foi dada a ordem de resgate) + determinado número. Assim, em um investimento com prazo de resgate D+0, o dinheiro volta para a sua conta no mesmo dia. Já em uma aplicação D+64, demora 64 dias úteis para voltar para a conta, a partir da ordem de resgate (sendo que o dia da ordem, representado pelo D, não conta).

 

E o que isso quer dizer?

Muita gente deve estar pensando agora que um fundo de investimentos com prazo de resgate D+64 deve ser uma péssima opção. E aí está um grande engano. Fundos com prazos de resgate mais longo costumam ser os mais arrojados, como os Fundos de Ações de Multimercados, que no médio e longo prazo tendem também a ter as melhores rentabilidades. Os prazos de resgate longo existem justamente para proteger os investidores de grandes oscilações no mercado financeiro.

Vamos explicar melhor: imagine que você seja o gestor de um fundo de ações, com uma carteira formada por excelentes papéis da B3.

Em determinado dia, a bolsa brasileira começa a despencar, em função de uma crise mundial. Desesperados e no impulso, sem raciocinar que as ações de empresas com bons fundamentos tendem a se recuperar, os investidores começam a dar ordens de saque. O que aconteceria se o prazo de resgate fosse em D+0? O gestor seria obrigado a vender milhares de ações a preço de banana, realizando um prejuízo enorme para os investidores que decidiram tirar o dinheiro no susto e, também, para os que confiaram na recuperação dos ativos e decidiram permanecer.

Ou seja: o prazo de resgate é como um “mandato” para o gestor. Existe para que ele tenha tempo de fazer o que você o contratou quando entrou no fundo: gerir a carteira da forma mais eficiente e rentável para os investidores, calibrando risco e retorno.

Veja agora exemplos de investimentos com diferentes prazos de carência ou resgate, que também têm diferentes perfis.

 

Conservador com muita liquidez (prazo de resgate D+0)

FUNDOS DI: A carteira desses fundos é formada por títulos públicos e privados considerados de baixo risco. Os rendimentos são pós-fixados e tentam sempre acompanhar a evolução das taxas de juros. A grande vantagem é que o dinheiro pode ser sacado a qualquer momento. Ou seja: se entrou no Daycoval Investe e pediu o resgate do Fundo DI, o dinheiro cai na mesma hora em sua conta. Por isso, é ideal para emergência.

A rentabilidade, porém, no médio e longo prazo, costuma ser inferior a investimentos moderados e arrojados, ou mesmo a investimentos conservadores com prazo de vencimento mais longo. Como todo fundo de investimentos, os Fundos DI pagam Imposto de Renda sobre a Rentabilidade. Também podem ter desconto de Imposto de Operações Financeiras em aplicações de curtíssimo prazo, caso de resgates em prazo inferior a 30 dias.

 

Conservador com menos liquidez (resgate apenas no vencimento)

LCIs e LCAs: Também são investimentos considerados Conservadores. Já fizemos aqui um post explicando o que são esses investimentos e todas as suas vantagens. Em termos de rentabilidade, tendem a superar outras aplicações conservadores, como os Fundos DI. Além disso, LCIs e LCAs têm como benefício a isenção de Imposto de Renda, o que é, por si só, uma grande vantagem. Mas é importante, na aplicação, escolher o prazo de vencimento que vem ao encontro de seu objetivo, pois o dinheiro só poderá ser resgatado na data fixada no momento da aplicação.

O Daycoval oferece esses títulos com prazos entre 90 dias e 1.080 dias, no caso das LCIs e LCAs. Quanto maior o prazo de vencimento, maior a rentabilidade. Essas aplicações podem ser uma excelente opção para objetivos de longo prazo. No momento da contratação, escolha uma aplicação com o prazo compatível com o momento em que você pretende resgatar.

 

Arrojado com pouca liquidez (prazo de carência variável e resgate com prazo elevado)

Há fundos bastante arrojados, como os Multimercado, que exigem tanto um período mínimo para a aplicação quanto um prazo longo de resgate (exemplo D+ 64, conforme já explicamos). Como o regulamento desses fundos é bastante flexível, há casos, inclusive, em que se exige uma taxa do investidor caso queira sair antes do prazo acordado.

Isso quer dizer que esses fundos são ruins? De forma alguma. No longo prazo eles tendem a oferecer uma rentabilidade muito acima das aplicações conservadoras. E as regras mais duras para resgate existem justamente para proteger os investidores de saques no impulso, conforme já explicamos.

Fundos arrojados com prazos de carência e resgate longos podem ser uma opção excelente para aumentar a rentabilidade da sua carteira de investimentos. O importante é que você combine opções conservadoras, moderadas e arrojadas de acordo com seus objetivos e seguindo a regra da diversificação. Pois, como diz o ditado, quem não arrisca não petisca!

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