PALAVRA DO ECONOMISTA

Agenda Econômica – 04/02 à 08/02

Principais eventos e indicadores

Veja aqui os eventos da próxima semana

Destaques da semana

Essa semana teve como destaque doméstico dados de atividade econômica como a PNAD e a Produção industrial de dezembro. Em nossa opinião, ambos corroboram com nossa percepção de que a atividade econômica acelerará somente de forma moderada em 2019. Nós projetamos crescimento de 2,5% do PIB para este ano.

A produção industrial divulgada hoje mostrou crescimento na margem de 0,2%, pouco acima do esperado pelo mercado, entretanto ainda em ritmo moroso. Nesta leitura destacamos novamente o comportamento negativo dos bens de capital e de bens duráveis na margem com queda de 5,7% e 2,1%. Tais categorias são mais atreladas a decisões de longo prazo, fato que nos deixa receosos quanto à transmissão da melhora da confiança dos agentes em relação à atividade econômica até então.

Os dados de emprego da PNAD, por sua vez, continuaram retratando fragilidade do mercado de trabalho. A taxa de desemprego divulgada pelo IBGE manteve-se em 11,6%, entretanto em termos dessazonalizados apresentaram a quarta alta consecutiva, desta vez de 12,1% para 12,2%. A abertura dos dados dessazonalizados retratam a fraqueza do mercado de trabalho com queda da população ocupada (-0,3%), devolvendo parte da alta dos últimos meses, e também da população ocupada, que passou de 61,8% para 61,7%. Neste sentido, dezembro marcou mais um mês de mercado de trabalho com baixo dinamismo.

Externamente o foco ficou por conta da decisão de política monetária do FED que manteve a taxa de juros em 2,25 – 2,50%. Em nossa opinião, tal decisão trouxe um novo ingrediente para a discussão. Diversos membros do FED, inclusive o presidente Jerome Powell, já vinham sinalizando com a possibilidade de altas da taxa de juros mais reduzidas em 2019, como ficou retratada nas projeções dos membros do FOMC divulgadas na reunião anterior. Entretanto, na decisão dessa semana foi sinalizado que, além da alteração na trajetória provável para a taxa de juros, a redução do balanço patrimonial poderá ser revista. Neste sentido, a comunicação do FED aponta para condições menos contracionistas para este ano e, portanto, retira a principal pressão para a apreciação do dólar.

Próxima Semana

Para próxima semana a agenda doméstica tem dois destaques, são eles: (i) a reunião do Comitê de Política Monetária do Banco Central do Brasil e a (ii) divulgação do IPCA de janeiro medido pelo IBGE.

Em relação a decisão do COPOM, esperamos manutenção da taxa de juros em 6,5% e o reconhecimento por parte do BCB da melhora marginal do balanço de riscos, tanto devido ao cenário externo menos adverso, quanto ao cenário inflacionário corrente/prospectivo e a maior possibilidade de andamento das reformas econômicas. Em nossa opinião, o cenário já justificaria a sinalização de manutenção da taxa de juros durante período relevante, entretanto dada a proximidade da troca de diretoria, acreditamos que o BCB se absterá de dar maiores indicativos dos próximos passos. De qualquer forma, nosso cenário base contempla manutenção da taxa SELIC em 6,5% até o primeiro trimestre de 2020.

Já o IPCA de janeiro, segundo os dados mais recentes, deverá ser pouco menor do que vínhamos esperando e bem abaixo do que sugere a sazonalidade. Nós projetamos variação mensal de 0,32% o que levaria o acumulado em 12 meses para 3,83%. O principal impacto deverá vir do grupo Alimentação e Bebidas, enquanto grupo Transportes ainda deverá corresponder pela maior contribuição negativa dada a queda dos combustíveis. Para os próximos meses esperamos continuidade do cenário de inflação benigna (para fevereiro projetamos 0,44%) e que o IPCA em 2019 fique em 3,9%.

 

Rafael G. Cardoso, economista-chefe
rafael.cardoso@bancodaycoval.com.br

Antônio Castro
antonio.castro@bancodaycoval.com.br

 

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