Dinheiro & Negócios

A Petrobrás e sua possível privatização

O Presidente da República Jair Bolsonaro veio com um projeto de campanha que sinalizava privatizações em uma tentativa de enxugar a máquina pública.

Projetos surgiram  e agora um novo discurso ronda o mercado. O presidente citou em uma entrevista que conversou com o Ministro da Economia Paulo Guedes e começaram a pensar sobre a privatização da Petrobras.

Essa fala ocorre em um momento sensível com aumento dos combustíveis, que puxou a prévia do IPCA-15 e também em uma tentativa de acalmar os ânimos da população, com forte reação do mercado. A estatal, mesmo com anúncio de mudança da política de dividendos, teve queda no preço de negociação.

Observando os meandros econômicos, 2021 será de transição para a política de dividendos da Petrobras, já que a estatal atingiu a sua meta de reduzir a dívida bruta para menos de 60 bilhões de dólares e lembrando que a distribuição dos proventos não deve comprometer a alocação de capital da companhia, segundo Rodrigo Araújo, diretor financeiro e de relacionamento com investidores da empresa.

A fala do grande executivo acontece um dia depois a estatal anunciar uma nova antecipação de remuneração aos acionistas, no valor R$ 31,8 bilhões.

Já os anúncios de mudança de política de dividendos vieram em um momento em que o governo nomeia o novo secretário de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, o geólogo Rafael Bastos da Silva, que tornou-se uma peça-chave do governo nesse momento de tentar ajustar o preço dos combustíveis, que é o principal desafio da Equipe Econômica.

A alta do preço dos combustíveis é justificada pela liderança de mercado da estatal e grande demanda nacional.

Isso não quer dizer que caso ocorra a privatização, que depende da câmara dos Deputados, tirará a liderança da empresa no mercado brasileiro.

Na última semana, o mercado totalmente acalorado com desabastecimento de combustíveis, furo do teto de gastos e possível inicio de sondagens para privatização da Petrobras, deixou o investidor estrangeiro  receoso e o investidor nacional cauteloso, e no cenário atual, esses movimentos de mercado perdurarão por um bom tempo.

O que nos resta, é lembrar do que nos dizia o financista londrino Nathan Rothschild, “compre ao som de canhões, venda ao som de trombetas”.

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