PALAVRA DO ECONOMISTA

Agenda Econômica – 02/09 a 06/09

Veja aqui os eventos da próxima semana

Destaque da semana

Os destaques da agenda econômica desta semana foram a divulgação do PIB, os dados de emprego da PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) e de inflação pelo IGP-M de agosto.

O PIB do 2º trimestre deste ano cresceu 0,4% contra o trimestre imediatamente anterior na série sem ajustes sazonais. Tal resultado foi pouco acima do esperado por nós (0,1%) e do mercado (0,2%). Em comparação contra o mesmo período do ano anterior o resultado foi de crescimento de 1,0% e em quatro trimestres acumula alta de 1,2%. O crescimento, apesar de surpreendente no trimestre, de forma mais geral ainda ocorre em ritmo bastante baixo, especialmente se comparado com a intensidade da crise recente. Incorporando a surpresa positiva do PIB no segundo trimestre, revisamos nossa projeção de crescimento para 2019 de 0,8% para 0,9%.

Sobre os dados da PNAD, a taxa de desemprego da economia brasileira recuou 0,1 p.p. na leitura do trimestre terminado em julho, registrando 11,8% na série sem ajuste sazonal. Em termos dessazonalizados o recuou foi pouco maior de 0,2 p.p. saindo de 12,0% em junho para 11,8% em julho.

Por fim, o IGP-M de agosto apresentou deflação de 0,67%. Tal resultado foi pouco abaixo do esperado por nós (-0,70%) e levemente acima da mediana de mercado (-0,65%). Na abertura do indicador, o destaque ficou para o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) caiu 1,14% em agosto, após alta de 0,40% em julho e na análise por estágios de processamento, a taxa do grupo Bens Finais variou -0,48% em agosto, contra -0,09% no mês anterior. A principal contribuição para este resultado partiu do subgrupo alimentos in natura, cuja taxa passou de 0,58% para -3,92%, no mesmo período, e conforme informamos na semana anterior, a deflação em alimentos já foi verificada ao consumidor no IPCA-15 de agosto e esperamos que o mesmo movimento seja verificado no IPCA.

Próxima Semana

Para a próxima semana, os destaques são os dados de inflação do IPCA de agosto e a Produção Industrial de julho.

Para o IPCA, nossa projeção é de taxa de inflação de 0,07% que conforme destacado acima incorpora efeitos baixistas tanto de alimentação no domicílio devido à deflação de tais itens no produtor quanto de combustíveis para veículos. Além destes efeitos, a manutenção da bandeira tarifária de energia elétrica para o período também deixará de contribuir positivamente para o indicador.

A Produção Industrial, a ser divulgada na terça-feira (03), pode apresentar desempenho de positivo na margem de 1,2% em julho, segundo nossos modelos. No entanto, na comparação contra o mesmo período do ano anterior o resultado é de queda de -0,6%.

Rafael G. Cardoso, economista-chefe

rafael.cardoso@bancodaycoval.com.br

Antônio Castro

antonio.castro@bancodaycoval.com.br

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Privacy Settings
We use cookies to enhance your experience while using our website. If you are using our Services via a browser you can restrict, block or remove cookies through your web browser settings. We also use content and scripts from third parties that may use tracking technologies. You can selectively provide your consent below to allow such third party embeds. For complete information about the cookies we use, data we collect and how we process them, please check our Privacy Policy
Youtube
Consent to display content from Youtube
Vimeo
Consent to display content from Vimeo
Google Maps
Consent to display content from Google
Spotify
Consent to display content from Spotify
Sound Cloud
Consent to display content from Sound