PALAVRA DO ECONOMISTA

Agenda Econômica – 04/11 a 08/11

Veja aqui os eventos da próxima semana

Destaque da semana

Nesta semana os destaques locais da agenda econômica foram a decisão de política monetária do Banco Central do Brasil (BCB) e os dados de atividade econômica, como a PNAD e a produção industrial, ambos referentes ao mês de setembro.

No exterior destaque para a continuidade das discussões em torno da Guerra Comercial e para a decisão do FED sobre a taxa de juros norte-americana. Sobre a Guerra comercial, desde o anúncio de um possível acordo entre Estados Unidos e China, chamado pelo presidente americano, Donald Trump, de Fase 1, a volatilidade derivada do tema arrefeceu consideravelmente. Em relação ao FED, apesar do corte de 0,25 p.p. levando a o FED-fund para o intervalo de 1,5%-1,75%, o comunicado trouxe alterações significativas e sugerem que cortes adicionais serão dependentes de piora adicional dos indicadores de atividade/emprego e inflação.

Os desdobramentos para o Brexit também se tornaram menos incertos. Na última semana o Parlamento Britânico aprovou as linhas gerais do acordo do Primeiro Ministro Boris Johnson, mas disseram não à dar celeridade ao processo para que fosse cumprido o prazo de 31 de outubro de saída da União Europeia. Com isso o Parlamento Europeu aprovou uma postergação do prazo para janeiro do próximo ano. Após estes eventos o Primeiro Ministro inglês conseguiu apoio para antecipar as eleições gerais, marcada para 12 de dezembro, o Partido Conservador, de Johnson, espera obter o apoio da população para conquistar a maioria no Parlamento.

Retornando ao Brasil, no final da tarde de quarta-feira (30) o BCB decidiu por reduzir a taxa básica da econômica brasileira em 0,5 p.p. levando a taxa Selic à 5,00% a.a. No comunicado após a reunião, a Autoridade Monetária, destacou alguns pontos que em nossa opinião merecem destaque, como a inclusão do ano calendário de 2021 no horizonte relevante para a decisão de política monetária, ainda que em menor grau, e as projeções apresentadas para 2019, 2020 e 2021 mostrando inflação abaixo da meta em todos os anos mesmo considerando que a taxa SELIC atinja 4,5% ao final de 2019 e 2020. Além de sinalizar com um novo corte de 0,50 p.p. para dezembro (para saber mais leia nosso relatório completo aqui)

Sobre a PNAD, a taxa de desemprego da economia brasileira ficou estável em setembro (11,8%), no entanto, a taxa dessazonalizada apresentou leve alta de 12,0% ante 11,9% no mês anterior. A despeito da uma estabilidade, nos chamou atenção a queda da subtilização de 24,3% para 24,0%, na série original e de 24,3% para 24,2% na série sazonalmente ajustada, além de um tímido crescimento de vagas formais e destruição de vagas informais, sugerindo uma diminuição, ainda que gradual, da fragilidade do mercado de trabalho (leia mais aqui).

Por fim, hoje pela manhã, o IBGE divulgou os dados da produção industrial de setembro que apresentou aumento de 0,3% em relação ao mês imediatamente anterior, na série ajustada sazonalmente. Na comparação contra o mesmo período do ano anterior, o avanço foi de 1,1%. O destaque desta leitura foi o desempenho positivo de bens de consumo e bens de consumo duráveis vis a vis a uma estagnação de bens de capital. Sugerindo uma composição frágil da indústria pautada menos nos avanços de bens de capital e mais em consumo dependente da renda e efeitos cíclicos de consumo, como exemplo, Semana do Brasil e Black Friday.

Próxima semana

Para a próxima semana o destaque da agenda doméstica será o leilão de excedentes da cessão onerosa (06), que poderá movimentar até R$106,5 bilhões a serem divididos entre Petrobrás, estados e municípios e União. Também teremos a publicação da Ata do Copom (05). E por fim, os dados de inflação com o IGP-DI e IPCA de outubro (07). Para o IPCA nossa expectativa é de elevação de 0,12% e para o IGP-DI de 0,38%.

Rafael G. Cardoso, economista-chefe

rafael.cardoso@bancodaycoval.com.br

Antônio Castro

antonio.castro@bancodaycoval.com.br

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