PALAVRA DO ECONOMISTA

Agenda Econômica – 05/11 à 09/11

Principais Eventos e Indicadores

Veja aqui os eventos da próxima semana

Próxima semana

Na próxima semana o IBGE divulgará o IPCA de outubro. Nós projetamos variação mensal de 0,53% e 4,63% no acumulado em 12 meses. As principais variações deverão vir dos grupos Alimentação e Bebidas (0,70%) e Transportes (1,10%) com impacto de 0,17p.p. e 0,20p.p., respectivamente. Apesar da leitura mensal relativamente alta, as métricas qualitativas (núcleos, serviços e etc.) deverão continuar apresentando comportamento benigno com variação abaixo do índice cheio tanto no mês quanto no acumulado em 12 meses. Segundo nossas projeções, novembro e dezembro deverão apresentar taxas de inflação significativamente menores levando a inflação de 2018 ficar próxima a 4,0%.

Semana anterior

Nesta semana houve a decisão de política monetária do Copom, divulgação do IGP-M de outubro e de dados de atividade (PNAD e Pesquisa Mensal da Indústria).
Na quarta-feira, o Copom decidiu por manter a taxa Selic em 6,50% conforme esperado por nós e pelo mercado. Em nossa avaliação, houve três destaques no comunicado divulgado pelo BCB. Em primeiro lugar, os modelos explicitados sugerem não haver necessidade de alta de juros em 2019. Em segundo lugar, o BCB ampliou o horizonte relevante para a política monetária. E, por fim, explicitou a avalição de que o balanço de riscos ficou menos assimétrico. Para maiores detalhes ler nosso relatório sobre o tema clicando aqui.

Já o IGP-M de outubro apresentou taxa de inflação de 0,89%, pouco abaixo da nossa projeção de 0,95%, mas bem menor do que leituras recentes dos IGP’s. Tal desaceleração é devido a menor taxa de variação de combustíveis e também pela deflação de matérias-primas brutas, primeiros sinais da apreciação do câmbio. Em nossa avaliação, tais efeitos da apreciação cambial deverão começar a se fazer mais perceptíveis nas próximas leituras especialmente no atacado e, posteriormente, nos preços ao consumidor.

Por último os dados de atividade divulgado essa semana reforçaram nossa perspectiva de retomada muito gradual da atividade econômica. Os dados da produção industrial de setembro apresentaram resultado abaixo da expectativa. Estimava-se queda de 1,0% na comparação com o mês anterior e de 0,8% com o mesmo período do ano anterior, no entanto o resultado bem maior, foi de -1,8% e -2,0% respectivamente. Vale ressaltar que nos últimos meses a indústria vem performando pior que as vendas varejistas, acreditamos que tal fato é justificado pelo saque do PIS/Pasep no montante de quase R$ 16 bilhões por parte da população.

A taxa de desemprego, por sua vez, caiu 0,2p.p chegando a 11,9%. Mas, em termos dessazonalizados a queda foi bem menos intensa de 12,18% para 12,09%. Em nossa avaliação, o destaque continua sendo o aumento da população ocupada (PO), fenômeno que voltou a ocorrer a partir de maio em termos dessazonalizados, mas baseado em ocupações informais e, portanto, com menores e mais flexíveis rendimentos. Tal aumento da PO também tem resultado em redução do desalento e crescimento da população economicamente ativa (PEA) em menor ritmo frente a PO. Neste sentido, os dados de emprego tem mostrado comportamento um pouco mais benigno do que o verificado no primeiro semestre, mas tal melhora é insuficiente para alterar substancialmente o cenário adiante.

 

Rafael G. Cardoso, economista-chefe
rafael.cardoso@bancodaycoval.com.br

Antônio Castro
antonio.castro@bancodaycoval.com.br

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