PALAVRA DO ECONOMISTA

Agenda Econômica – 06/07 a 10/07

Veja aqui os eventos da próxima semana

Destaques da semana

Nesta semana, os destaques da agenda econômica local ficaram a cargo da taxa de desocupação da economia brasileira e a produção industrial, ambos referente ao mês de maio.

A taxa de desemprego mostrou aumento de 12,3% no trimestre terminado em abril para 12,9% no trimestre termina em maio. No conceito dessazonalizado o avanço foi de 12,0% para 12,5% no mesmo período.

No entanto, alta da taxa de desemprego parece modesta frente o choque econômico devido a pandemia do COVID-19. Desta forma, um olhar mais detalhado nos dados nos mostra que desde fevereiro, mais de 7,5 milhões de pessoas perderam suas ocupações, o que não está refletido na taxa de desemprego oficial devido a saída simultânea de montante semelhante de pessoas da força de trabalho. Ao ajustar a série considerando as pessoas que saíram da força de trabalho neste período como desempregados, a taxa de desemprego “real” é de 20%, patamar mais condizente com o tamanho do choque atual.

Em relação à produção industrial, o desempenho do mês de maio foi melhor que o anterior, mostrando que o pior da pandemia ficou realmente em abril, mas a recuperação ainda é frágil.

O índice avançou 7% em relação a abril, na série ajustada sazonalmente e caiu 21,9% frente ao mesmo período do ano anterior, refletindo uma grande lacuna ainda a ser recuperada.

No exterior, os indicadores macroeconômicos também foram positivos, em sua maioria. O principal deles foi o índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) de diversas regiões que mostrou certa retomada da indústria no mês de junho.

Alguns Países, inclusive, já ultrapassam a marca de 50 pontos, indicando expansão da atividade manufatureira como China, França e Austrália.

Além do PMI, também foi destaque o relatório de emprego americano (Payroll) que surpreendeu positivamente os agentes econômicos com uma criação de 4,8 milhões vagas em junho e queda da taxa de desemprego, de 13,3% para 11,1%.

No entanto, outro ponto de destaque que pesou para o lado negativo, foram os avanços das contaminações, principalmente nos Estados Unidos, onde alguns estados foram decidiram por parar ou até mesmo reverter algumas medidas da reabertura da economia.

Desta forma, ficou no radar a possibilidade de uma segunda onda na principal economia do mundo.

Próxima semana

Para a próxima semana, os destaques da agenda serão tanto os dados de atividade econômica referente ao comércio com a Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), que será divulgada pelo IBGE na quarta-feira (08) quanto os dados de inflação, com o IPCA de junho a ser divulgado na sexta-feira.

Para as vendas no comércio varejista, esperamos alta de 4,3% em relação a abril, na série ajustada sazonalmente e queda de 15,4% na comparação contra igual período do ano anterior.

Já as vendas varejo ampliado, que incluem vendas de veículos e material de construção, esperamos alta de 6,7% em maio frente ao mês anterior e queda de 23,5% em relação a maio de 2019.

Por fim, a inflação de junho, segundo nossos modelos, aponta para um valor de 0,28% frente ao mês anterior. Com este resultado o índice acumularia alta de 2,15% em 12 meses, a leitura anterior havia apontado alta de 1,88%. Esperamos que a pressão altista nesta leitura fiquei concentrada principalmente em combustíveis devido ao reajuste derivado dos efeitos da variação do câmbio e petróleo dada a política de preços da Petrobras.

No exterior, destaque também para as vendas no varejo tanto na região da zona do Euro quanto dos EUA. Estes dados serão interessantes para observar se a recuperação deste setor também será descompassada nas economias desenvolvidas.

Rafael G. Cardoso, economista-chefe

rafael.cardoso@bancodaycoval.com.br

Antônio Castro, analista econômico

antonio.castro@bancodaycoval.com.br

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