PALAVRA DO ECONOMISTA

Agenda Econômica – 07/10 a 11/10

Veja aqui os eventos da próxima semana

Destaque da semana

O destaque da agenda econômica desta semana foram os dados de atividade relacionados à produção industrial de agosto. Segundo o IBGE, a produção industrial cresceu 0,8% em relação ao mês de julho na série ajustada sazonalmente. Na comparação contra o mesmo período do ano anterior, no entanto, o índice apresentou queda de 2,3%.

O resultou positivo na margem se deu, principalmente, pelo bom desempenho da categoria de indústrias extrativas que avançou no mês 6,6% na comparação contra o mês anterior na série livre de sazonalidade. Toda via, outras categorias que vínhamos acompanhando, tais como, bens de capital e bens de consumo duráveis que apresentavam tendência de crescimento nas ultimas leituras desaceleraram na margem.

Desta forma, a despeito de dados de atividade melhores como os dados de emprego publicados na semana anterior, a indústria ainda patina. O cenário prospectivo para a indústria é mais adverso que para o varejo, por exemplo, que contará com a injeção de renda do FGTS. Além disso, a chamada guerra comercial tem impactado, notadamente, a indústria global com reflexo em diversos países, fenômeno do qual não estamos imunes dada a maior integração internacional do setor industrial.

Neste sentido, os dados da produção industrial não alteram de forma substancial nosso cenário prospectivo de retomada gradual da atividade econômica brasileira e de fragilidade da indústria. Projetamos crescimento do PIB de 0,9% para este ano e de 1,8% para 2020.

Próxima Semana

Para a próxima semana os destaques serão os dados do comércio varejista, o índice de atividade econômica do Banco Central (IBC-BR), o IGP-DI e o IPCA de setembro.

Para os dados do comércio, nossos modelos apontam para estabilidade em agosto na comparação contra o mês anterior (0,0%), na série ajustada sazonalmente. No entanto, em relação ao mesmo período do ano anterior, esperamos um crescimento de 1,3%. Para o varejo ampliado, que inclui as vendas de veículos e materiais de construção, nossa expectativa é de crescimento de 0,5% em agosto e de 2,4% na comparação contra o mesmo período anterior.

Para o índice de atividade econômica do Banco Central (IBC-BR), principal proxy do PIB, nossa expectativa de crescimento é pouco mais robusta de 0,9% em agosto contra o mês imediatamente anterior. Na comparação interanual, nossa projeção é de crescimento de 0,6%.

Por fim, para o IPCA de setembro, projetamos taxa de inflação de 0,05%. Tal projeção incorpora os efeitos baixistas em alimentação no domicílio, verificado no IPCA-15 de setembro e de certo modo um arrefecimento na pressão sobre energia elétrica residencial.

Rafael G. Cardoso, economista-chefe

rafael.cardoso@bancodaycoval.com.br

Antônio Castro

antonio.castro@bancodaycoval.com.br

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