PALAVRA DO ECONOMISTA

Agenda Econômica – 11/03 à 15/03

Principais eventos e indicadores

Veja aqui os eventos da próxima semana

Destaques da semana

Nesta semana a agenda econômica foi reduzida e o destaque doméstico ficou para o IGP-DI de fevereiro que avançou 1,25% contra o mês anterior. Na abertura do indicador os principais impactos para o produtor amplo, cuja taxa variou de -0,19% para 1,79%, foram alimentos in natura (de 2,60% para 23,32%), combustíveis para produção (de -1,98% para 5,69%) e minério de ferro (de 2,53% para 12,26%). Por outro lado, o indice de preços ao consumidor (IPC-DI) desacelerou na margem saindo de 0,57% em janeiro para 0,35%. Contribuiu para o recuo a categoria Educação, Leitura e Recreação (3,13% para -0,65%). Nesta classe de despesa, vale mencionar o comportamento do item cursos formais, cuja taxa passou de 5,79% para 0,00% que reflete o efeito sazonal das revisões de preços de mensalidades das universidades e escolas.

Próxima semana

Para a próxima semana, no entanto, a agenda será bastante carregada com a divulgação do IPCA de fevereiro na terça-feira (12), Pesquisa Industrial Mensal (produção industrial) de janeiro na quarta (13), Pesquisa Mensal do Comércio (vendas no varejo) na quinta (14) e Pesquisa Mensal de Serviços na sexta (15), todas referentes a janeiro, e o IGP-10 de março também na sexta.

Para o IPCA nossa projeção para o mês de fevereiro é de 0,34% na comparação contra o mês anterior e de 3,79% no acumulado em 12 meses. Conforme destacado em publicações anteriores, nos chamava atenção o comportamento do núcleo de serviços e serviços subjacentes que mostravam trajetória ascendente nas ultimas publicações, no entanto, no IPCA-15 de fevereiro foi possível verificar que tais núcleos já apresentam arrefecimento na média trimestral anualizada, com isso reduzindo nossas preocupações. Além disso, nossos modelos econométricos sugerem arrefecimento da inflação de serviços nos meses à frente. Já para o IGP-10 de março, nossa expectativa de inflação é de 1,32%.

Em relação a atividade econômica, nossa projeção para a Produção Industrial é de queda de 0,6% em comparação ao mês imediatamente anterior, na série com ajuste sazonal e de queda de 2,0% contra o mesmo período do ano anterior, na série sem ajuste sazonal. Para as vendas no varejo esperamos um crescimento de 0,1% na comparação contra o mês anterior, na série com ajuste sazonal e de expansão de 0,9% na comparação interanual. Já para a vendas do varejo ampliado, que incluem vendas de veículos, peças e parte e material de construção, nossa expectativa é de queda de 0,1% na comparação contra o mês anterior, na série com ajuste e de crescimento de 1,8% contra o mesmo período do ano anterior.

Vale ressaltar que os dados de atividade mais recentes tem corroborado com nossa percepção de recuperação extremamente gradual. Para 2019 revisamos nossa projeção de 2,5% para 2,3% após a divulgação dos dados fechados de 2018.

 

Rafael G. Cardoso, economista-chefe
rafael.cardoso@bancodaycoval.com.br

Antônio Castro
antonio.castro@bancodaycoval.com.br

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