PALAVRA DO ECONOMISTA

Agenda Econômica – 21/10 a 25/10

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Destaque da semana

Nesta semana os destaques da agenda econômica doméstica foram as divulgações dos dados de atividade econômica como o IBC-BR (proxy do PIB medida pelo Banco Central) de agosto e de emprego do Caged de setembro, além de dados de inflação como o IGP-10 de outubro.

No exterior os dados de atividade econômica também foram destaque nesta semana e realimentaram temores de uma desaceleram pouco mais aguda do PIB global.

No Brasil, o IBC-BR apresentou crescimento marginal de 0,1% em agosto ajustado sazonalmente. Tal resultado foi levemente abaixo do esperado pelo mercado (0,2%), mas pior do que esperado por nós (0,4%). Na comparação contra o mesmo período do ano anterior, no entanto, o índice apresentou queda de 0,7%.

Já os dados de emprego do Caged continuam numa tendência positiva, após criar 137 mil vagas em agosto, setembro surpreendeu novamente com uma criação líquida de 157,2 mil postos formais de trabalho. Feito o ajuste sazonal, o número de setembro de 2019 mostra aceleração em relação ao resultado de agosto. Pelo critério da média móvel de três meses dessazonalizada do saldo, o indicador também mostrou avanço em setembro, quarto mês consecutivo de aceleração, refletindo uma recuperação mais consistente da geração de vagas formais no país, compatível com crescimento do PIB em torno de 1,5% nos primeiros meses do segundo semestre, o que dá conforto para a nossa projeção de crescimento do PIB de 0,9% este ano.

Para os dados de inflação, o IGP-10 de outubro (coleta de preços entre os dias 11 de setembro e 10 de outubro) apresentou elevação em relação ao mês anterior. Em outubro o índice apresentou taxa de inflação de 0,77% ante -0,29% registrado no mês anterior. No entanto, a despeito de um valor mais elevado, foi em linha com o esperado pelo mercado (0,75%) e por nós (0,74%).

Os destaques positivos ficaram centrados nos preços ao produtor amplo (IPA) e principalmente em produtos industriais como derivados da indústria extrativa e produtos derivados do petróleo e biocombustíveis.  Por outro lado, o índice de preços ao consumidor (IPC) apresentou deflação de 0,06%, cujos principais impactos negativos foram centrados em Alimentação e Habitação, este último derivado da alteração de bandeira tarifária em energia elétrica.

No exterior, os destaques de atividade econômica foram dois: (i) a divulgação do World Economic Outlook (WEO) pelo FMI e (ii) e o produto interno bruto da China.

O FMI, na terça-feira (15), divulgou o WEO cuja principal mensagem foi a revisão de crescimento da atividade global de 3,3% para 3,0% em 2019 e de 3,6% para 3,4% em 2020. Acendendo sinais de alerta sobre uma desaceleração mais intensa do que esperado da atividade econômica global. Mesmo um possível acordo parcial entre EUA e China não deverá reverter os altos níveis de incerteza corrente.

Na esteira deste processo, os dados do PIB chinês chamaram atenção ao registrarem crescimento pouco abaixo do esperado pelo mercado para o terceiro trimestre. Os dados oficiais do país registraram crescimento de 6,0% frente a expectativa de crescimento de 6,1%. No entanto, a despeito do número ser o mais baixo da série histórica iniciada em 1992, o “novo-normal” chinês de crescimento mais próximo a 6% ao ano está relativamente em linha com o comunicado pelo próprio governo há algum tempo. Em contrapartida a estes dados, a produção industrial chinesa de setembro subiu 5,8% na comparação anual, superando de longe a projeção de crescimento de 4,9%. Já as vendas no varejo avançaram 7,8% em setembro ante igual mês do ano passado, como se previa. Os investimentos em ativos fixos, por sua vez, aumentaram 5,4% entre janeiro e setembro ante o mesmo período de 2018, resultado que também veio em linha com as expectativas.

Próxima Semana

Para a próxima semana, o destaque da agenda econômica local será a divulgação do IPCA-15 de outubro, que segundo nossas projeções apontam para estabilidade em relação ao mês anterior (0,0%). Nesta projeção estão inseridos os efeitos baixistas para habitação, notadamente redução de tarifa de energia elétrica e em alimentação no domicílio, derivada da deflação de alimentos in natura observados em indicadores coincidentes. Pelo lado positivo os destaques serão os efeitos dos reajustes de preço de combustíveis dada a política de preços de Petrobras e alguns itens relacionados a Habitação. Com a materialização deste valor, o índice acumulará 2,63% em 12 meses.

No Exterior, os destaques da agenda serão os dados do PMI industrial da Zona do Euro e dos EUA na quinta-feira em conjunto com a decisão de política monetária do Banco Central Europeu (ECB na sigla em inglês).

Rafael G. Cardoso, economista-chefe

rafael.cardoso@bancodaycoval.com.br

Antônio Castro

antonio.castro@bancodaycoval.com.br

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