PALAVRA DO ECONOMISTA

Agenda Econômica – 22/04 à 26/04

Principais Eventos e Indicadores

Veja aqui os eventos da próxima semana

Destaque da semana

Nesta semana houve dois destaques na agenda econômica. Pelo lado da atividade econômica houve a divulgação do IBC-BR de fevereiro, ultimo indicador do conjunto de dados referente à atividade econômica do primeiro bimestre após PIM, PMC e PMS. E, pelo lado da inflação, houve a divulgação do IGP-10 de abril.

O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-BR) apresentou queda no mês de fevereiro de 0,73% pouco acima do esperado por nós que foi de 0,83%. O mercado esperava queda de 0,31%. Conforme comentamos em publicações anteriores, o mês de fevereiro foi mercado por um efeito sazonal atípico dada o deslocamento do carnaval para março, contribuindo para que o mês tivesse mais dias úteis. Nas publicações da Produção Industrial e do Comércio o IBGE informou o impacto correspondente a este fenômeno. Para o IBC-Br por sua vez, não há tal informação, mas podemos inferir, retirado esta contribuição positiva da sazonalidade o desempenho do indicador teria sido pior.

Tal movimento negativo nos indicadores de atividade econômica, nos levou a revisar nossa projeção de crescimento do produto (PIB) em 2019. Nossa estimativa anterior, que já estava em viés de baixo era de 2,3%. Agora esperamos um crescimento menor para 2019, de 1,8%. Para o primeiro trimestre nossa projeção é de crescimento de 0,3% contra o trimestre imediatamente anterior.

O IGP-10 por sua vez, avançou 1,00% em abril contra 1,40% em março, desacelerando na margem frente ao mês anterior. Nossa expectativa era de avanço de 0,82% e do mercado de 0,87%. Na abertura do indicador vemos que o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) variou de 1,93% em março para 1,19% em abril. Com um recuo forte em alimentos in natura em Bens Finais (de 19,90% para 4,73%). Corroborando com a expectativa de devolução nos choques vistos nas publicações dos últimos IPCA e IPCA-15.

Próxima Semana

Para a próxima semana, as atenções da agenda econômica estarão voltadas para o IPCA-15 de abril que será publicado na quinta-feira. Nossa expectativa é de 0,65%. O número mais elevado na margem incorpora parcialmente o choque da última publicação do IPCA, que apresentou taxa de inflação de 0,75%, no entanto, esperamos que para os próximos meses estes impactos em alimentação no domicílio e combustíveis, cuja característica é de choques de oferta, sejam revertidos, conforme é possível ver nos índices de preço ao produtor. Com isso, continuamos a esperar um cenário benigno para inflação em 2019, apesar da pressão na margem, com expectativa de fechamento do ano em 3,9%.

 

Rafael G. Cardoso, economista-chefe
rafael.cardoso@bancodaycoval.com.br

Antônio Castro
antonio.castro@bancodaycoval.com.br

 

Privacy Settings
We use cookies to enhance your experience while using our website. If you are using our Services via a browser you can restrict, block or remove cookies through your web browser settings. We also use content and scripts from third parties that may use tracking technologies. You can selectively provide your consent below to allow such third party embeds. For complete information about the cookies we use, data we collect and how we process them, please check our Privacy Policy
Youtube
Consent to display content from Youtube
Vimeo
Consent to display content from Vimeo
Google Maps
Consent to display content from Google
Spotify
Consent to display content from Spotify
Sound Cloud
Consent to display content from Sound