PALAVRA DO ECONOMISTA

Agenda Econômica – 26/08 a 30/08

Veja aqui os eventos da próxima semana

Destaque da semana

Nesta semana o destaque da agenda econômica foi a divulgação do IPCA-15 de agosto. O índice de preços ao consumidor apresentou taxa de inflação de 0,08% na leitura deste mês abaixo do esperado por nós (0,22%) e do mercado (0,16%) segundo a mediana das expectativas de Bloomberg.

Nesta leitura o destaque foi a volta da deflação em alimentação no domicílio. Os efeitos deflacionários em alimentos in natura que se materializaram nos indicadores de preços ao produtor nas leituras de finais de julho e início de agosto, nos surpreenderam quanto a velocidade de transmissão ao consumidor. Nossa expectativa era de defasagem de pouco mais de um mês para que estes efeitos se materializassem, porém já nesta leitura do IPCA-15 foi possível notar uma queda nestes produtos, com um impacto negativo de 0,07 p.p..

Já as métricas com viés mais qualitativo, como os núcleos que são mais sensíveis à política monetária e ciclo econômico, continuaram a mostrar retração na margem e comportamento benigno no acumulado em 12 meses.

Para o ano, após os últimos resultados do IPCA que surpreenderam para baixo as projeções, revisamos nossa expectativa para 3,6% tanto 2019 quanto em 2020.

Neste cenário, de retomada gradual da atividade econômica, baixa inflação e apoiado na mais recente comunicação do Banco Central do Brasil, alteramos nossa expectativa para taxa SELIC de 5,5% para 5,0% no final do ano, patamar que deverá permanecer até final de 2020.

Próxima Semana

Para a próxima semana, as atenções estarão voltadas para a divulgação do PIB brasileiro na quinta-feira. Em linha com os outros indicadores de atividade econômica já conhecidos do 2T19, o PIB deverá mostrar crescimento marginal de 0,1% frente ao primeiro trimestre e de 0,5% frente ao mesmo trimestre do ano anterior. Mais do que a divulgação dos números do 2T19, nos preocupa os dados já disponíveis do terceiro trimestre que demonstram perda adicional de dinamismo na margem colocando nossa projeção de 0,8% em cheque.

Rafael G. Cardoso, economista-chefe

rafael.cardoso@bancodaycoval.com.br

Antônio Castro

antonio.castro@bancodaycoval.com.br

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