PALAVRA DO ECONOMISTA

Agenda Econômica – 29/06 a 03/07

Veja aqui os eventos da próxima semana

Destaques da semana

Nesta semana, o destaque da agenda de indicadores local ficou para a publicação do IPCA-15 de junho. O índice apresentou taxa de inflação de 0,02% em frente ao mês anterior, levemente acima do esperado por nós (-0,06%). Com este resultado o acumulado em 12 meses passou de 2,0% na leitura de maio para 1,9% em junho.

O destaque da publicação continua sendo o comportamento benigno dos núcleos (métricas de inflação com maior correlação com o ciclo econômico) e da inflação de serviços.

Desta forma, revisamos nossa projeção para o IPCA de 2020 para inflação próximo a 1,5% frente a meta de 4%. Já para 2021, apesar de alguma aceleração, esperamos que o IPCA siga bem abaixo da meta, com alta de 2,9% frente a meta de 3,75%.

No exterior, conhecemos nesta semana os dados preliminares do índice de gerente de compras (PMI, na sigla em inglês) que apresentaram resultados acima do esperado, principalmente para os Países da Europa. O índice composto (indústria e serviços) da zona do euro subiu de 31,9 para 47,5 em junho, ante expectativas de avanço para 40,9. Na Alemanha, a maior economia do continente, a alta foi de 32,3 para 35,8 ainda que em menor magnitude, o período também ficou acima das previsões. Da mesma forma, o PMI composto britânico registrou elevação de 30 para 47,6.

Sobre politica monetária no exterior, o Banco Central Europeu (BCE) anunciou esta semana um instrumento de acordo de recompra (repo) para fornecer liquidez a autoridades monetárias que estão fora da zona do euro, o que melhorou o otimismo da região. No Japão, o presidente do Banco do Japão (BoJ, na sigla em inglês), Haruhiko Kuroda, prometeu manter o balanço da instituição mesmo depois que o pico da pandemia de covid-19 passar. Por outro lado, o presidente do Banco da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês), Andrew Bailey, sinalizou que, antes de voltar a elevar os juros, a autoridade monetária britânica deveria limpar o seu balanço.

Por fim, outro destaque no Exterior foram os avanços de novas contaminações de COVID-19 nas principais desenvolvidas, como EUA e Alemanha.

Este aumento no número de novos casos levou ao Estado do Texas, nos EUA, a interromper o processo de reabertura e na Alemanha, o avanço, por ser focado em apenas um distrito, forçou as autoridades a aplicar medidas de contenções locais para evitar a proliferação da doença.

Próxima semana

Para a próxima semana, os destaques locais serão os dados de atividade econômica com a produção industrial e a taxa de desemprego da economia brasileira, ambos referente ao mês de maio.

Em linha com uma recuperação gradual em maio, esperamos o volume de produzido pela indústria cresça 12,2% em maio frente ao mês anterior, na série ajustada sazonalmente, mas com queda de 18,8% em relação ao mesmo período do ano anterior.

No exterior, teremos a publicação da ata do FOMC na quarta-feira (01) e a taxa de desemprego tanto da Europa quanto dos EUA referente ao mês de maio, indicando o impacto da pandemia nas economias desenvolvidas.

Rafael G. Cardoso, economista-chefe

rafael.cardoso@bancodaycoval.com.br

Antônio Castro, analista econômico

antonio.castro@bancodaycoval.com.br

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