Dinheiro & Negócios

Agronegócio: o que você precisa saber sobre o Plano Safra 21/22?

O Agronegócio é o carro chefe de uma economia de vasta extensão fundiária como a nossa. Por outro lado, o Governo liberou recentemente o Plano Safra do Biênio 21/22, que teve seu volume de recursos muito maior, crescendo 6,3%, chegando a 251,2 bilhões de reais. Para o custeio e comercialização, não mudou nada – 177 bilhões. Já para novos investimentos, o aumento foi de 29%, chegando a 73,4 bilhões de reais para a próxima safra, já que o mercado está demandando mais.

Um ponto negativo do projeto foi os juros, que ficaram mais caros, por conta da inflação: para o grande produtor a taxa passou de 6 para 7,5%, para o médio de 5 para 5,5% e para o pequeno de 4 para 4,5%.

E uma novidade: serão financiadas propriedades de biofertilizantes e bioinsumos, que são uma parcela importante na agricultura regenerativa e na sustentabilidade, além da contemplação da geração de energia renovável como água, energia e biogás.

E o interessante é o aumento de crédito para milho e sorgo. Isso dará oportunidade para o aumento da área de cultivo dessas culturas, que são base da produção de carne, frango, suínos e leite, sendo no geral um trabalho razoável da Ministra Tereza Cristina, que poderia ser melhor, pois a pandemia chegou não apenas para o governo, mas também para empresário /produtor. O campo é responsável por grande parcela do PIB e jamais devemos nos esquecer disso.

Para o produtor, a conta é cara. Com o aumento do dólar frente ao real, os insumos ficam mais caros e, com os juros do crédito maior e produzindo menos a um custo maior, o repasse seguirá uma tendência de alta, pressionando a explosiva inflação.

Um outro ponto é a baixa precipitação no baixo MATOPIBA, que faz com que a área plantada seja menor, e, consequentemente, tenha uma menor produção. Sem contar os custos de transporte, que, com o diesel e derivados de petróleo com preços mais altos, o produtor sofre e o repasse é inevitável.

Resumindo: o custo maior em todas as pontas prejudica todo o mercado, que, entre trancos e barrancos, não se consolida e permanece cambaleando.

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