Dinheiro & Negócios

Aversão do mercado ao risco doméstico e internacional

A semana vem sendo difícil para o todo o mercado. Apreciação forte do dólar, com altas sucessivas e expressivas sobre o real. Quedas na bolsa de valores em praticamente todos os setores. Inclinação fortíssima da curva de juros futuros. Este resultado reflete uma série de cenários que os investidores vêm acompanhando. Tanto aqui no Brasil como no exterior.

Não é segredo para ninguém que a pandemia foi um forte catalisador de diversos acontecimentos nos últimos um ano e meio. Saúde pública, política e a própria interação social foi bastante prejudicada. E a economia não foi exceção.

Já tivemos várias idas e vindas do dólar nesse meio tempo. Inicialmente, refletindo um risco global e mais tarde demonstrando o enfraquecimento da própria economia brasileira. No dia de ontem, o dólar voltou a superar os 5,45, depois que autoridades do FED reiteraram que o final do ciclo de estímulos está cada dia mais próximo. Talvez até já em 2021.

No bolsa de valores, o Ibovespa chegou a operar abaixo dos 115 mil pontos. Já bem distante das máximas alcançadas em junho, onde o índice superou os históricos 130 mil pontos. Parte deste movimento deriva do momentâneo, declínio das commodities, além do fim dos estímulos monetários fornecidos pelos EUA, que fortalecem a busca pelo risco nos mercados emergentes, como o Brasil

A curva de juros futuro, desde antes do início do ciclo de aumento começar, após atingirmos a menor taxa básica de juros já registrada, já demonstrou sua silenciosa escalada ao longo dos meses. Em mais um dia de forte volatilidade, nas máximas, se chegou a observar os juros acima de 10% já a partir de 2025. A curva deve continuar escalando, dada a sinalização do BC para continuar elevando os juros pelo menos até o final deste ano.

Além da postura do FED referente a juros e auxílios econômicos outro ponto vêm repetidamente sendo sinalizado como responsável por azedar o clima no mundo todo. A variante Delta. Mesmo que pouco ainda se saiba sobre esta nova cepa, pesquisas preliminares já demonstram que esta variedade do vírus, além de ser mais contagiosa, possui maior resistências as vacinas que vem sendo distribuídas no mundo todo. Investidores se preocupam se desta cepa um novo COVID possa, nos cenários mais graves, resetar a pandemia à estaca zero.

Domesticamente, predomina os riscos ficais e institucionais. Os grandes players no mercado brasileiro se preocupam com a situação política do país e a falta de entendimento, principalmente entre executivo contra o legislativo e o judiciário. A falta de resolução em votações e assuntos importantes como a reforma tributária, a questão dos precatórios entre outros, também complica a visão do Brasil.

Apesar de Índices macroeconômicos como PIB e inflação apresentarem pioras seguidas, ainda há muito por vir. O mercado parece ter se cansado de aguardar o trabalho do poder público e já começa a buscar novos tetos para seus ativos.

De qualquer jeito, o fim da pandemia para o país com toda certeza criará oportunidades para importadores e também para exportadores. O ano de 2022, mesmo sendo ano eleitoral, já deve contar com a economia de volta à normalidade. E quem sabe um cenário mais calmo e favorável ao crescimento do Brasil.

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