INVESTIMENTOS, VÍDEOS

BDR: como investir em ações de empresas estrangeiras (e reduzir a exposição ao risco Brasil)

Faz apenas duas semanas que as pessoas físicas passaram a ter a opção de comprar e vender na B3 os BDRs, como são conhecidos os recibos de ações de empresas estrangeiras negociados na bolsa local. A mudança amplificou as alternativas de diversificação de portfólio para um universo de mais de 3 milhões de investidores – e com a redução da exposição ao risco Brasil como um de seus principais atrativos.

Criados em 2001, os Brazilian Depositary Receipts não são um produto recente, mas o acesso a eles estava restrito a investidores de grande porte. Isso mudou quando a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) aprovou as alterações no regulamento da B3 necessárias para as corretoras oferecerem esses papéis também às pessoas físicas. A novidade passou a valer no dia 22 de outubro.

Na prática, os BDRs permitem que os investidores façam aportes em papéis de grandes companhias, como Apple, Google e Amazon, por exemplo, por meio da B3. A dinâmica é a mesma da que já é adotada para comprar e vender ações de empresas nacionais negociadas na bolsa local: é preciso ter conta em uma corretora, por meio da qual são dadas as ordens de compra e venda.

“Essa é uma forma muito simples de repensar a diversificação das nossas carteiras”, diz Giacomo Diniz, economista formado pela FEA-USP, com especialização em mercado de capitais, e professor de finanças. Na edição da série Conexão Daycoval exibida nesta quinta-feira (5/11), Diniz conversou sobre o tema com Marcos Lyra e Enrico Cozzolino, respectivamente gerente e estrategista de renda variável da Daycoval Investimentos.

Ao aplicar recursos em papéis de empresas listadas em mercados de ponta, os investidores podem aproveitar o potencial de valorização de companhias de atuação global. Além disso, com a formação de renda em dólar, o investidor consegue atenuar os efeitos de momentos de estresse do mercado, ocasiões em que a cotação da moeda americana costuma subir. “São alocações menos indexadas no risco Brasil”, afirma Diniz.

Como em qualquer produto de investimentos, o BDR não é livre de riscos. A liquidez, por exemplo, ainda não se compara à das principais empresas nacionais da B3, mas a tendência é que isso mude muito rapidamente, acredita o professor. “E há também o risco do negócio”, diz. “Já há mais de 600 BDRs à disposição dos investidores. É preciso escolher bem.”

A íntegra da conversa com Giacomo Diniz está disponível abaixo. Assista:

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