ENTRETENIMENTO

Costa Amalfitana: O litoral chique da Itália

Com charmosas cidades milenares, ótima infraestrutura e paisagem estonteante, a região é perfeita para férias inesquecíveis.

 

A Costa Amalfitana une o encantamento do mar cristalino com o charme histórico de pequenas cidades erguidas sobre imponentes falésias. Sua natureza é desenhada por montanhas rochosas de encostas quase verticais, que se debruçam sobre o azul do Mar Tirreno, no sul da Itália. Nessa geografia escarpada, surgem cidadezinhas milenares de simpáticas casinhas brancas que se equilibram no alto dos penhascos, interligadas por uma estrada estreitíssima e sinuosa que segue rente às falésias muitos metros acima do mar. O resultado não poderia ser mais belo.

A Costa Amalfitana, localizada entre as cidades de Sorrento e Salerno, tem apenas 50 quilômetros de extensão. Mas, apesar de pequena, é de uma beleza sem tamanho. A região tem mesmo o dom do encantamento. E é assim desde os tempos do Império Romano, quando os imperadores de Roma fizeram da região seu principal balneário de luxúria e lazer no litoral.

Ao longo de décadas, muitas celebridades buscaram refúgio nas cidades da Costa Amalfitana. Uma das primeiras foi a atriz Greta Garbo, que caiu de amores pelos jardins de Ravello na primavera de 1938. Grandes artistas em busca de inspiração também passaram pela região, como o pintor Pablo Picasso e o compositor Richard Wagner, que, deslumbrado pelo recorte daquele litoral, teria composto ali uma de suas óperas mais famosas, “Parsifal”.

O único problema é que a Costa Amalfitana não costuma se encaixar em uma viagem tradicional pela Itália. Primeiro, porque fica no sul do país, a cerca de 400 quilômetros de Roma, não sendo caminho para outras paradas. A principal referência para chegar à região é Nápoles, que está a 50 quilômetros de distância. Além disso, é preciso uma semana inteira – no mínimo – para desfrutar do charme de suas principais cidades da melhor forma possível, ou seja, sem pressa alguma. Em uma semana é possível apaixonar-se por Positano, perder-se nas vielas de Amalfi, tomar o barco para a Ilha de Capri e cair de amores pelos canteiros de flores de Ravello.

 

Banhistas aproveitam o dia de sol em Positano: o chão de pedrinhas e a água gelada são compensados pela vista estonteante do litoral recortado por montanhas

Rumo a Positano

 A melhor forma de explorar a Costa Amalfitana é de carro, para ter liberdade de circular e parar sempre que quiser à beira da estrada para apreciar a vista. Para quem vem de Nápoles, o ideal é seguir rumo a Sorrento, onde a estrada ganha os penhascos e oficialmente se transforma na Costa Amalfitana. Aí começa o espetáculo.

A estrada, por si só, já é um show à parte, cheia de túneis, pontes e mirantes, equilibrando- se nos paredões. O primeiro trecho até Positano tem apenas 17 quilômetros. Mas esse caminho pode levar horas, porque é impossível resistir à tentação de parar o carro a todo momento. A estrada tem diversas áreas de acostamento para quem quer curtir a paisagem – e que paisagem! Só que todo mundo tem a mesma ideia. Na alta temporada, em julho, há até engarrafamento na estrada.

Os italianos armam o maior buzinaço na pista e fica difícil encontrar vaga para estacionar nos mirantes. Nesse período, uma boa alternativa, para quem sabe pilotar, é fazer o roteiro de scooter, com a vantagem extra de o aluguel ser mais barato do que o do carro.

O grande momento da viagem é o encontro com Positano, a mais bela e charmosa cidade do litoral amalfitano. Erguida quase verticalmente nas encostas rochosas, com alegres casas coloridas, Positano tem uma única rua, com quatro quilômetros de extensão, que segue em um só sentido em forma de caracol e não passa rente ao mar. O restante são vielas e escadarias construídas em uma época em que não existiam carros. Positano tem cerca de dois mil anos de história e foi declarada Patrimônio Histórico pela Unesco. Não há, portanto, como ir de um lugar a outro a não ser subindo e descendo escadas, muitas escadas.

Os turistas, no entanto, ficam quase todos concentrados no mesmo lugar, na ruazinha que leva à praia, a Via dei Minelli, tomada por lojas de roupas e galerias de arte. O caminho conduz ao largo da Igreja de Santa Maria Assunta e à beira-mar. Mas a praia em Positano é quase um mero detalhe, um luxo extra. Com certeza, não será a mais bela faixa de areia que você já viu na vida. Aliás, nem areia tem, o chão é de pedrinhas. A água é bastante gelada e é preciso ter coragem para entrar no mar. Curtir a praia em Positano significa, sobretudo, sentar-se para almoçar nos restaurantes da orla e depois tomar um sorvete vendo os barcos de passeio que partem rumo à Ilha de Capri.

No canto esquerdo da praia, há uma área reservada para quem quiser alugar guarda-sol e espreguiçadeiras por 15 euros a diária. No canto direito, ficam a área pública, o cais e o início do caminho que segue beirando o costão até a praia vizinha, a Praia do Fornillo, bem mais vazia e reservada, praticamente dominada pelo Hotel Pupetto, que tem um grande restaurante de frente para o mar, com mesas ao ar livre entre limoeiros. Lanchas-táxi oferecem transporte para algumas praias mais afastadas, a partir de 10 euros por pessoa.

 

Coleção de paisagens | Acima, a estrada que liga as cidades de Praiano e Amalfi, separadas por apenas 15 minutos de distância de carro: a vista para o mar justifica cada parada.
Abaixo, duas das atrações de Positano: as vielas repletas de construções históricas e o o saboroso sorvete italiano

 

Le Sirenuse

O Le Sirenuse é um dos mais badalados hotéis da Europa, com diária a partir de 500 euros. Tem quartos com vista para o mar, banheiros de mármore e champanhe no gelo à espera dos hóspedes em frente à sacada. Mesmo que você não se hospede lá, faça uma extravagância: vá jantar no restaurante com mesas no terraço, à luz de velas, vendo Positano iluminada ao fundo.

 

As belezas de Amalfi

Entre Positano e Amalfi está o trecho mais belo da Costa Amalfitana, com diversas praias ao longo do trajeto. A maioria delas são pequenas enseadas escondidas entre os paredões rochosos, com acesso por uma longa escadaria. Não há placas indicativas e, da estrada, não é possível ver as praias, só mesmo debruçando-se no parapeito da pista e olhando para baixo. Mas quando você notar muitos carros estacionados no acostamento, pode ter certeza de que há uma praia perto. O que torna as praias da Costa Amalfitana especiais é a paisagem rochosa e o contraste entre o cinza das falésias e o azul cristalino da água. Algumas nem isso têm. Na cidade de Praiano, por exemplo, a “praia” é uma plataforma cimentada, onde foi instalado um bar e há espreguiçadeiras para alugar. Dito assim, pode até parecer desinteressante. Mas não é, pois daquele ponto, não obstruído pelos paredões, a vista que se tem da costa com Positano e Capri ao fundo da paisagem, é, provavelmente a melhor da região.

Menos de 15 minutos separam Praiano de Amalfi, a segunda cidade mais visitada do roteiro. Amalfi também ganhou o traçado com vielas estreitas, mas sem as longas escadarias. Fica em um terreno relativamente plano, de frente para um porto e cercado pelas escarpas dos Montes Lattari, um obstáculo natural que por séculos protegeu a cidade de invasores. Apesar de minúscula, Amalfi tem uma grande história. No século 11, chegou a ser uma das principais cidades comerciais do Mar Tirreno, disputando a supremacia com Veneza e Gênova. Era a capital da poderosa e rica República Amalfitana e tinha sua moeda própria, aceita da Grécia à África.

 

Refúgio estelar | Em Ravello, fica a a encantadora Villa Cimbrone (acima e abaixo, à esquerda): a mansão já hospedou personalidades como a atriz Greta Garbo, a escritora Virginia
Woolf e o ex-primeiro-ministro britânico Winston Churchill. Abaixo (à direita), o convidativo bistrô Bar Klingsor: parada perfeita para um drinque refrescante na cidade

 

A maioria dos turistas que chegam à cidade vem nos barcos que saem de Positano e Salerno para passar o dia. O tempo é suficiente apenas para conhecer a bela catedral, caminhar pelas charmosas ruas com arcos, visitar a Gruta da Esmeralda (bem decepcionante, mas que as agências de turismo locais vendem como a última bolacha do pacote), além de almoçar e tomar um sorvete na Praça Duomo.

O bate e volta turístico, porém, não permite uma visita à bela vila pesqueira de Atrani, ainda pouco visitada, separada por dez minutos de caminhada de Amalfi. Também se perde um passeio em Ravello, localizado em um platô. O mais recomendado, portanto, é dormir duas noites em Amalfi para poder conhecer melhor as outras duas cidades, com a vantagem de que os preços dos hotéis e restaurantes de Amalfi são cerca de 30% menores do que os praticados em Positano. Alguns restaurantes cobram um valor fixo de 18 euros pelo menu composto de primeiro e segundo prato, além de sobremesa.

 

Fascinante Na Ilha de Capri, para testar o eco
da Gruta Azul (à direita), os canoeiros promovem uma divertida cantoria no interior da caverna.
Abaixo, a Piazzetta, ponto de encontro dos mais animados na cidade

Nos jardins de Ravell

A entrada para Ravello surge logo depois de Amalfi. Ao contrário das outras atrações

da Costa Amalfitana, essa cidade não fica à beira-mar. Está 400 metros acima, no topo de uma montanha. Para chegar lá, é preciso encarar uma subida íngreme por uma pista tão apertada que, para evitar acidentes, foram instalados até semáforos, de forma que o trânsito possa fluir em apenas um sentido de cada vez.

Ravello é uma paz só. Tem cheiro de flores, e o único barulho é dos passarinhos. Não há carros circulando, até porque não existem ruas, apenas caminhos para pedestres – os automóveis ficam nos estacionamentos na entrada da cidade. Em uma única tarde, é possível percorrer todos os cantos do vilarejo.

As principais atrações turísticas de Ravello são os jardins das suas duas principais mansões centenárias, a Villa Rufolo e a Villa Cimbrone. A primeira delas foi residência do compositor alemão Richard Wagner. Entre março e novembro, há concorridos concertos de música clássica quase todos os dias nos jardins da Villa Rufolo, em um palco montado ao ar livre.

Na Villa Cimbrone, um luxuoso hotel foi instalado na antiga mansão, cuja entrada exibe uma placa de mármore com uma mensagem sobre os momentos de felicidade que Greta Garbo passou ali na primavera de 1938, na companhia do então namorado, o regente inglês Leopold Stokowski. No final do jardim, há um terraço decorado com estátuas romanas, o Terrazzo dell’Infinito, um incrível mirante de onde se veem as cidades de Maiori e Salerno. Dizem que em Ravello a natureza se casou com a arte. Daquele ponto fica mais fácil entender isso.

 

Quem quiser esticar o passeio pode visitar uma das vinícolas nos arredores da cidade, como a Caruso ou a Sammarco, ou conhecer duas fábricas artesanais de limoncello (o famoso licor de limão característico do sul da Itália).

 

Mangia che te fa bene!

Comer bem faz parte de qualquer viagem pela Itália, e não é diferente na Costa Amalfitana. Por se tratar de uma região litorânea, as massas e os risotos preparados ali têm os frutos do mar como ingredientes principais. A muçarela de búfala é de deixar saudade (a melhor de todas é servida no restaurante do Capri Palace Hotel, na Ilha de Capri). Para acompanhar, vinho da região de Campânia. O mais prestigiado é o branco de uva fiano, pouco conhecida no Brasil. Mas não se preocupe se pedir o vinho da casa, pois raramente ele desaponta e ainda custa mais barato que refrigerante.

O limoncello (foto) é outro clássico local, feito com o grande limão plantado nas encostas amalfitanas. Em Ravello, dá para comprar algumas garrafas do licor direto nas fábricas artesanais, como a Giardini di Ravello e Profumi della Costiera. Em Capri, os restaurantes servem uma sobremesa chamada Ana Caprese, uma torta de chocolate com amêndoas moídas. Já o sorvete é para todo momento. Aliás, o sorvete italiano é delicioso, cremoso. Não existe pretexto melhor para gastar suas moedinhas de euro. Em Positano, vale provar as massas divinas do restaurante Max. E para uma extravagância, o jantar no terraço do hotel Le Sirenuse, vendo a cidade iluminada a seus pés.

 

A Ilha de Capri

Os paredões rochosos que se erguem em pleno alto-mar, a 40 quilômetros da costa, parecem exercer um efeito hipnótico em quem está chegando de barco à Ilha de Capri, outra joia amalfitana.

Capri é uma ilha pequena, com seis quilômetros de extensão e dois quilômetros de largura, metade de Fernando de Noronha. O lugar é adorado pelos italianos desde o tempo dos romanos. O imperador Tibério, desconfiado de que tramavam sua morte em Roma, resolveu mudar-se para lá em 27 d.C. Tibério mandou erguer um castelo no alto da montanha mais alta da ilha e ainda espalhou outras 12 mansões em volta das praias. Subir até as ruínas do antigo imperador, chamada de Villa Jovis, exige um bocado das pernas, além de um mapa para andar pelas vielas. A ilha também herdou o estilo clássico de urbanismo de caminhos estreitos típico da Costa Amalfitana.

Cerca de quatro milhões de turistas visitam Capri a cada ano a bordo dos barcos que saem de Sorrento, Positano, Amalfi e Salerno. Há quem prefira os helicópteros ou os iates particulares. A maior parte vem só para passar o dia e vai embora depois de percorrer algumas trilhas e pegar uma praia na Marina Piccola. Poucos ficam na ilha, mesmo porque faltam hotéis para acomodar tanta gente, sem contar que os preços das diárias são tão altos quanto o velho castelo de Tibério. Carros não entram na ilha, e a única forma de se deslocar por lá é pegar os ônibus ou os táxis que circulam pela única rua que interliga as duas cidades: Capri, que fica à beira-mar, e Anacapri, erguida na montanha.

A ilha é tão bela que fica até difícil escolher sua principal paisagem. Alguns preferem o Arco Natural, um portal de pedra esculpido pela natureza. Outros adoram o visual de Punta Tragara, que dá de cara com os Faraglioni, três rochedos altos que brotam no meio do mar. Há ainda as ruínas romanas do Monte Solaro, que são acessadas por um teleférico, e os jardins da Villa San Michele, ambos em Anacapri.

Para ver tudo isso, o jeito é caminhar entre as multidões de turistas. O burburinho é intenso. Não somente em terra firme como também no mar, disputado por lanchas, iates e transatlânticos que congestionam a Marina Grande.

O principal passeio é fazer a navegação que contorna a ilha e tem uma parada na Gruta Azul. É onde o barco é trocado por uma canoa, para facilitar o acesso à fenda na rocha. Lá dentro, o túnel apertado abre-se num salão de rocha calcária cuja água do mar, iluminada por baixo pela luz que entra na caverna, ganha uma mágica tonalidade azul. Os canoeiros ainda promovem uma cantoria com músicas italianas para testar o eco da caverna e a transformam em uma espécie de feira-livre-marinho-espeleológica. É divertido. Já para o banho de mar, os pontos de mergulho mais recomendados são o Banho de Tibério, à direita da Marina Grande, e a praia rochosa de Marina Piccola.

À noite, depois que os visitantes do dia partem de volta ao continente, Capri respira bem mais calma. Olhar as vitrines e caminhar pelas ruas do núcleo histórico de Anacapri vira um agradável programa. A ilha é cheia de lojas de grife: Versace, Dolce & Gabbana, Tiffany’s… Comprar é uma tentação, mas nada é mais perigoso para o limite do cartão de crédito do que fazer compras em Capri. Barato mesmo só as garrafinhas de limoncello nas barraquinhas de souvenir. O ponto de encontro noturno é a Piazzetta, que tem bares com mesas ao ar livre, ao lado da Igreja de Santo Stefano. Não há melhor lugar para ver Capri passar, ou melhor, desfilar, e finalizar um roteiro fantástico pela charmosa Costa Amalfitana.

 

SERVIÇO

QUANDO IR

Evite viajar entre o final de junho e o começo de agosto, pois a Costa Amalfitana está lotada, a estrada congestionada e os preços nas alturas. Prefira o período entre maio e o começo de junho, ou então espere até a segunda quinzena de agosto.

COMO CHEGAR

A Costa Amalfitana vai da cidade de Sorrento até Salerno, que está a cerca de 50 quilômetros ao sul de Nápoles. Para quem vem de Roma, ou do norte da Itália, a melhor forma de ir a Nápoles é alugar um carro.

ONDE FICAR

POSITANO

Le Sirenuse (sirenuse.it) –

É o mais luxuoso hotel da Costa Amalfitana. Tem localização central, quartos impecáveis, piscina e restaurante sobre um terraço debruçado para a melhor vista da cidade.

 

Hotel Buca di Bacco (bucadibacco.it) –

Estiloso, com localização central e quartos com vista para o mar.

 

Villa Mary (villamary.it) –

Excelente custo-benefício, um Bed & Breakfast novo e bonito. São apenas três quartos, com varanda privativa, onde é servido o café da manhã. Fica a cinco minutos de caminhada do centrinho.

 

Pensione Maria Luisa (pensionemarialuisa.com) –

Uma das poucas opções econômicas em Positano. Está a cinco minutos de caminhada da praia de Fornillo e a dez minutos do centrinho. Prefira os quartos com terraço.

 

AMALFI

Hotel Amalfi (hamalfi.it) – Fica no centro, a poucos passos da Catedral de Sant’Andrea. Tem quartos com decoração alegre e um agradável jardim interno.

 

Villa Lara (villalara.it) –

A pousada no final da rua principal de Amalfi tem bons quartos, decoração clean e é bem sossegada.

 

RAVELLO

Villa Cimbrone Hotel (villacimbrone.com) –

Um dos hotéis de charme mais prestigiados da Europa, está instalado em uma mansão centenária, em meio ao mais belo jardim de Ravello.

 

ILHA DE CAPRI

Capri Palace (capripalace.com) –

O hotel mais badalado de Capri é uma passarela de celebridades internacionais. A suíte mais cara, com terraço, jardim e piscina privativa, custa 5.600 euros a diária

na alta temporada. O destaque é o spa, moderníssimo e especializado em tratamentos para as pernas. Esportistas famosos, como Tiger Woods e Roger Federer, já testaram os serviços.

 

Bellavista (bellavistacapri.com) –

Hotel instalado em um casarão histórico em Anacapri. Os quartos são amplos, mas sem luxo.

 

MOEDA

A moeda da Itália é o euro. Antes de embarcar, procure o Daycoval Câmbio e adquira a moeda da comunidade europeia com as melhores condições. Seja dinheiro em espécie ou cartão pré-pago em moeda estrangeira, o Daycoval Câmbio tem a solução para você viajar tranquilo. Acesse: daycovalcambio.com.br ou ligue 0300 111 2009.

 

 

Texto e fotos Tales Azzi

 

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