Siga o sol! Viaje para João Pessoa

Praia de Cabo Branco João Pessoa

Quando o sol nasce em João Pessoa, boa parte do Brasil ainda está dormindo. É que a cidade está no ponto mais oriental das Américas e, antes da cinco da manhã, o astro-rei joga seus raios sobre o mar verde das praias e ilumina lindas piscinas naturais da costa da cidade.

João Pessoa nutre uma relação especial com o sol, uma certa intimidade. Tanto que os moradores, todos os dias, tratam de homenageá-lo. Na Praia do Jacaré, o pôr do sol é um espetáculo que acontece ao som de “Bolero de Ravel”, uma tradição que começou há mais de vinte anos e segue firme até hoje.

Para o visitante, a capital da Paraíba reúne uma combinação perfeita para férias no Nordeste. Tem lindas praias urbanas, passeios bem divertidos (a bordo de bugues e catamarãs) e preços mais em conta nos hotéis e restaurantes se comparado ao de outras capitais, como Fortaleza ou Natal. Quem vai para lá pode sentir vontade de se mudar de vez. E não apenas pela beleza do mar cintilante, mas também pela atmosfera tranquila da cidade.

Com cerca de 800 mil moradores, João Pessoa nem parece uma capital. Tem ritmo de interior. O urbanismo é exemplar. Uma lei local proíbe construções com mais de quatro andares na orla para que os prédios não projetem sombra na areia das praias, o que garante o banho de sol até mais tarde.

 O calçadão é bem cuidado, com coqueirais, ciclovia e quiosques padronizados; e pela manhã, entre 5h e7h, a avenida litorânea é fechada para veículos para a caminhada matinal dos moradores. Sem contar que essa é uma das cidades mais arborizadas do mundo, graças à Mata do Buraquinho, uma grande reserva de Mata Atlântica que está em plena área urbana e funciona como parque de lazer.

Muita história para contar de João Pessoa

A qualidade de vida é um traço importante dessa cidade, que é uma das mais antigas do Brasil, fundada em 1585, com o nome de Nossa Senhora das Neves. Em 1634, com a passagem dos holandeses, virou Fredrikstad. Posteriormente passou a ser Parahyba, como o próprio nome do estado, até se tornar João Pessoa em 1930 em homenagem ao governador da época, que foi assassinado.

Parte desse longo passado está presente na fachada dos casarões do centro histórico, onde despontam as torres das igrejas do Carmo e de São Francisco. Esta última, de 1779, é decorada com paredes de azulejos portugueses e tem altares barrocos cobertos de ouro, tais como as igrejas de Ouro Preto ou Salvador. Vale reservar uma tarde para passear pela região a partir do Largo de São Pedro Gonçalves.

É na orla, porém, que está a essência turística de João Pessoa. A maioria dos hotéis se encontra ao longo das praias centrais: Tambaú, Cabo Branco, Manaíra e Bessa. Todas têm mar calmo e verde, com águas mornas. São vazias e bem sossegadas, mesmo em feriados. Para o turista é uma comodidade pois basta atravessar a rua para ganhar o calçadão e curtir
um grande visual.

Tambaú é a mais central. Dela partem lanchas e catamarãs rumo às piscinas naturais do Picãozinho, um conjunto de arrecifes a 2 km da costa onde o mar volta a ficar raso com a água pouco acima da cintura. Já a vizinha Cabo Branco é mais elitizada. Ali, está o metro quadrado mais caro de João Pessoa e o bar mais famoso também: o Bar do Cuscuz, tradicionalíssimo, com um batalhão de garçons servindo chope e porções de carne de sol na nata.

A casa pode acomodar até 1.100 pessoas ao mesmo tempo e conta até com um kid’s club com monitores para as crianças. No final da praia, uma
falésia guarda o Farol do Cabo Branco, que tem formato de estrela, e um mirante de onde se avista a Ponta do Seixas, o ponto leste mais extremo do continente brasileiro.

Para o norte, a primeira praia é Manaíra, que tem faixa de areia estreita e calçadão singelo. É menos interessante para o banho de mar. A água é mais turva e não há quiosques por ali, apenas ambulantes que alugam cadeiras. Apesar disso, Manaíra é o bairro comercial mais bacana da cidade, com shoppings e bons restaurantes, como o Mangai, o Nau e o Tábua de Carne. Bem melhor é a Praia do Bessa, logo na sequência, com coqueirais e bons quiosques, como o Oceania Praia Clube.

A lista de boas praias aumenta no município vizinho de Cabedelo, que fica colado à capital. Lá estão as praias de Intermares, Poço e Camboinha. Esta última é a melhor de todas, tem o mar calmo feito piscina, com uma incrível coloração azul-clara que, sem exagero, faz lembrar o Caribe. Há grandes restaurantes pé na areia para curtir o dia por lá, como o Gigante do Mar
(prove o caldinho de peixe).

Da Praia de Camboinha zarpam os catamarãs que levam à Ilha da Areia Vermelha, um banco de areia, a 1,5 km da costa, que só aparece durante o período da maré baixa, formando uma inusitada praia em pleno alto-mar.

 Os barcos ficam cerca de três horas ancorados na ilha, tempo para nadar, mergulhar com snorkel nas piscinas naturais ou matar a sede no bar do próprio catamarã. O único problema é que a Ilha da Areia Vermelha tem hora para “abrir” e “fechar”, pois quando a maré sobe a água encobre
tudo e é preciso voltar.

Ravel ao pôr do sol

Nos finais de tarde, o ponto de encontro é a Praia do Jacaré, uma praia fluvial às margens do Rio Paraíba, onde acontece a cerimônia mais tradicional de João Pessoa: o pôr do sol ao som do Bolero de Ravel.

Todos os dias à tardinha, uma figura vestida de branco sobe em uma canoa e, em pé, com o saxofone nas mãos, começa a tocar a música. Essa figura é o Jurandy do Sax, a pessoa mais famosa de João Pessoa, que ficou conhecida justamente por fazer a mesma coisa todo santo dia desde 1999: tocar o Bolero de Ravel ao pôr do sol. Já são mais de oito mil apresentações. É emocionante, pois os últimos acordes da música coincidem com o sol se escondendo no horizonte.

As pessoas assistem com respeitoso silêncio a partir da margem do rio, onde construíram um calçadão cheio de lojinhas de artesanato e espalharam caixas de som para ecoar a música. Não se paga nada para ver a apresentação, a menos que você queira embarcar nos catamarãs que
ficam mais pertinhos da canoa do Jurandy e ainda fazem um passeio pelo rio uma hora antes do pôr do sol.

Passeios ao sul

Com 130 km de extensão, o litoral da Paraíba só é menor do que o do Piauí, mas guarda inúmeras praias belíssimas que em nada ficam a dever para as mais bonitas do Nordeste, com a vantagem extra de muitas delas estarem em áreas de proteção ambiental e preservarem matas e falésias. As melhores estão no rumo do litoral sul, onde é bem fácil chegar seguindo pelo asfalto da rodovia PB008, que corre rente à costa.

Esse é o caminho para chegar à Praia de Coqueirinho, uma enseada de águas mansas emoldurada por falésias avermelhadas. É bastante visitada, o que forma uma certa confusão na estradinha de acesso. Ali, você pode alugar um quadriciclo e fazer um passeio guiado por caminhos no alto das falésias que levam a mirantes de nomes poéticos: Dedo de Deus e Castelo da Princesa. Outra opção é caminhar até a vizinha Praia de Tabatinga, que é selvagem e cercada de falésias áridas e íngremes.

Seguindo na direção sul, a 45 km de João Pessoa, surge a grande joia do litoral paraibano, a Praia de Tambaba, que ficou muito conhecida por ter sido a primeira praia de nudismo do Brasil, onde os peladões ficam bem à vontade desde 1991. Até hoje, um trecho da praia é reservado para os turistas com vocação para Adão e Eva.

E um fiscal da Sonata, a Sociedade Naturista de Tambaba, fica na entrada da trilhazinha para garantir que ninguém passe sem tirar a roupa. Para sorte dos conservadores, Tambaba não se resume só ao trecho de naturismo. O início da praia é aberto ao público em geral, e é até mais bonito que o trecho de nudismo, com duas pequenas baías e um simpático bar na areia.

Já a Praia Bela não ganhou esse nome à toa. Tudo por conta de um
rio que corre paralelo ao mar formando uma estreita faixa de areia
com água de ambos os lados. Há muitos bares que colocam mesas em
deques à margem do rio ou mesmo dentro d’água, o que torna possível
beber e petiscar enquanto se refresca. O único problema da Praia Bela é que o mar neste pedaço é bem agitado e com correnteza. Mas ninguém
liga para esse detalhe diante da beleza do cenário. João Pessoa e o litoral
paraibano são uma grata surpresa.

Onde comer em João Pessoa

Bar do Cuscuz

O maior bar de praia de João Pessoa. Tem ambiente animado e lounges vip com chopeira privativa. O carro-chefe do cardápio é a carne de sol na nata.
Na orla de Cabo Branco

Canoa dos Camarões

Famoso pelo rodízio de camarão servido em 14 opções. Na orla de Tambaú.

Gigante do Mar

Bar com mesas na areia da Praia de Camboinha, a melhor para o banho de mar entre as praias urbanas.

Mangai

Um clássico da cidade, sempre lotado. O bufê variadíssimo serve todo
tipo de comida do nordeste, da costa ao sertão. Fica em Manaíra.

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