Dinheiro & Negócios

Incertezas nos mercados nacional e internacional

Nos últimos meses, os principais investidores em todo o mundo vêm vivendo a espera do novo capítulo na economia global. Com o aparente fim da pandemia, pelo menos em uma escala macroeconômica, os olhos de todo o mundo acompanham com cautela indicadores como inflação, juros e câmbio, além dos seus impactos nas economias globalizadas.

Na China, ainda parece um tanto incerto se realmente é possível contar a pandemia de COVID-19 como passado. Apesar da forte ação por conta do governo chinês para conter os focos da doença nos últimos 3 anos, novas escaladas na contaminação ainda são recorrentes, mesmo com os lockdowns mais restritivos do planeta. Essas ondas de contaminação afetam internamente a China e favorecem o fechamento de cidades e fábricas, afetando a oferta de diversos produtos comercializados em todo o mundo.

Este processo associado ao ainda crescente choque de oferta provocado pela pandemia continua causando um forte impacto nas cadeias produtivas e no comércio global. O que, por consequência, vem cada vez mais criando uma forte pressão inflacionária em todo o mundo.

Por sua vez, os mercados, cada vez mais globalizados, se defendem da escalada nos preços utilizando majoritariamente o aumento dos juros a fim de conter a inflação. Mercados emergentes como o Brasil, mais sensíveis e geralmente os primeiros a serem afetados por este novo desafio, já elevaram seus juros de forma rápida e forte nos últimos dois anos. Já as economias mais desenvolvidas como as da União Europeia e os EUA iniciam seus respectivos processos de escalada dos juros somente agora, provocando resultados imediatos e aumentando a pressão sobre certos ativos no mundo todo.

O aumento dos juros favorece, de certa forma, investimentos de renda fixa, por seu baixo risco associado a uma melhor remuneração. Isso em detrimento de ativos como ações e outros mais arriscados, o que também vem provocando a queda de bolsas no mundo todo.

No Brasil, a lógica permanece a mesma. Investidores estão com o foco nos dados da inflação. A cada nova medição da alta de preços, os principais players do mercado nacional aguardam a posição do Banco Central sobre até aonde seria possível continuar com a escalada de juros. O motivo da apreensão é o fato de o aumento nos juros estar totalmente atrelado ao endividamento, possibilidade de investimento e principalmente na atividade econômica de um país. Com um juro muito alto é esperado que haja uma redução na atividade econômica e diminuição do crescimento do PIB.

Além disso, o Brasil, sendo um mercado emergente, tem pela frente um 2022 repleto de desafios. Se por um lado a alta de juros que pode frear a inflação afeta o crescimento econômico, a alta dos juros nos EUA pode esvaziar a oferta de dólares no país, fazendo com que o câmbio seja fortemente prejudicado e o real perca força contra o dólar.

Por fim, toda a geopolítica global foi desestabilizada após a invasão russa à Ucrânia. Por um lado, o temor da guerra e os ataques comerciais como reação, impactam de forma contundente uma economia global, que acaba de sair da mais longa pandemia do século. Em contrapartida, momentos como este, de forte volatilidade, podem significar uma boa oportunidade a mercados como o Brasileiro.

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