Dinheiro & Negócios

Início de alívio no mercado

Agosto vem chegando ao fim. E esse mês foi marcado pela volatilidade dos mercados de forma generalizada. Ativos locais sofreram pela especulação que ronda as diretrizes da recuperação global liderada pelos EUA com os subsídios do FED e o incessante apetite chinês, principalmente pelas commodities.

O cenário doméstico não foi menos volátil, marcado pelas indefinições e desentendimentos entre os poderes em Brasília e a situação nesta abertura da economia, saindo aos poucos das restrições impostas pela pandemia também impactam os preços de diversos ativos. E nessa toada de altos e baixos o mês vem terminando com alívio em diversas frentes. Entre terça e quarta o câmbio fechou em uma firme queda, a mais intensa desde maio, com o real liderando os ganhos nos mercados globais de câmbio em meio a uma melhora em temores fiscais domésticos.

Além disso a inflação alta vem levando os investidores a considerarem a possibilidade de um posicionamento ainda mais duro do Banco Central, o que poderia beneficiar a moeda brasileira. Outro ponto que contribui fortemente não só para a queda do dólar, mas também para os juros, é a resposta que o poder público trouxe para as incertezas fiscais. O presidente da câmara, Arthur Lira em evento ontem ressaltou que o congresso está comprometido com as diretrizes orçamentárias, e que não vai aprovar medidas que vão contra a reponsabilidade fiscal.

Ainda sobre Brasília, muita especulação e poucas certezas tomam o noticiário. Após o pedido de impeachment contra os ministros do STF Alexandre de Moraes e Luiz Roberto Barroso, o presidente Jair Bolsonaro ontem desistiu do processo contra Barroso, melhorando mesmo que parcialmente o mal-estar entre executivo, legislativo e judiciário.

O Ibovespa, que vem das máximas históricas de julho, chegou a patamares de próximos dos 116 mil pontos em mais uma queda brusca e retomou os 120 mil pontos após melhoras no clima local e, principalmente, pela influência positiva de mercados no exterior, particularmente de commodities como o minério de ferro.

Nos Estados Unidos, em Wall Street, o mercado vem de variações discretas, mas o tom positivo prevalece levando o mercado acionário americano, mais uma vez, a patamares recordes. O mundo todo na verdade aguarda as falas dos membros do FED, o Banco Central americano, na conferência em seu simpósio anual que ocorrera nesta sexta. A expectativa está justamente em até aonde serão mantidos os subsídios que vem sustentando a recuperação da maior economia do planeta, e claro, sua política de juros.

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