PALAVRA DO ECONOMISTA

IPCA-15: pressão de alimentos dissipa-se e inflação volta a ceder na margem

IPCA-15 de maio/19

Veja o relatório em PDF aqui

O IPCA-15 de maio variou 0,35% em relação ao mês anterior, abaixo do esperado por nós (0,38%) e pelo mercado (0,41%). O índice fechado foi impactado por diversos fatores não recorrentes, por exemplo, está havendo a devolução do choque de alimentos, o que levou os preços livres a desacelerarem de abril para maio (de 0,63% para 0,05%), e pressão positiva em preços administrados (de 1,02% para 1,21%), especialmente devido a energia elétrica, gás de botijão e combustíveis.

As métricas com viés mais qualitativo, por sua vez, mostraram retração na margem (de 0,42% em abril para 0,27% em maio) e permanecem ainda em patamar bastante confortável no acumulado em 12 meses (de 3,26% em abril para 3,51% em maio). Já a inflação de Serviços e Serviços subjacentes apresentaram alta de 0,03% e 0,45% na margem e de 4,07% e 4,17%, respectivamente, no acumulado em 12 meses. Esperamos que a inflação de serviços acumulada em 12 meses ceda ao longo dos próximo meses e volte ao patamar próximo de 3,5% em meados de julho/agosto.

Em linhas gerais, o IPCA-15 de hoje confirmou a passagem do choque de preços de alimentos em ritmo maior que o imaginado anteriormente. Além disso, as pressões positivas ficaram centradas em preços administrados que tem comportamento menos atrelado a demanda, como por exemplo combustíveis e medicamentos. Já as métricas qualitativas continuam com comportamento benigno e devem continuar arrefecendo nos próximos meses.

Com isso não há grandes alterações para o cenário inflacionário corrente e prospectivo durante o ano. Em maio a inflação acumulada em 12 meses, segundo nossas projeções, deverá permanecer nos patamares atuais, entretanto, já em meados de julho deverá ceder para próximo a 3,5%. Para o fechado do ano de 2019 mantemos nossa expectativa de 3,9% de taxa de inflação (IPCA).

Neste cenário, de retomada gradual da atividade econômica, baixa inflação e apoiado na mais recente comunicação do Banco Central do Brasil esperamos que o COPOM inicie um novo ciclo de queda da taxa SELIC em julho a levando para 5,5% no final de 2019.

 

Rafael G. Cardoso, economista-chefe

rafael.cardoso@bancodaycoval.com.br

Antônio Castro

antonio.castro@bancodaycoval.com.br

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