Dinheiro & Negócios

IPCA acima do esperado

A inflação brasileira tem sido pressionada nas últimas leituras do principal indicador de inflação do país, o IPCA.

A sigla, acrônimo para Índice de Preços ao Consumidor Amplo, mede as variações de preços de uma cesta de consumo do brasileiro médio, definida pela Pesquisa de Orçamento Familiar, a POF.

O IPCA é monitorado pelo Banco Central do Brasil e um dos objetivos da autoridade monetária é manter as variações acumuladas em 12 meses deste indicador dentro da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional, que, para 2022,é de 3,5% e para 2023 de 3,25%.

No entanto, as últimas leituras têm mostrado pressão inflacionária derivada de diversos choques. Os principais são as altas nos preços de commodities agrícolas e energéticas por conta da guerra entre Rússia e Ucrânia, pressões de custo derivado da desorganização das cadeias globais de valor e pressão de demanda após a reabertura da economia com a diminuição das restrições da pandemia.

A combinação destes vetores com outros fatores da economia brasileira e global têm resultado em uma onda inflacionária tanto no Brasil quanto no mundo.

Em abril, o IPCA acumulou alta de 12,13% em 12 meses, bem acima do teto da meta do Banco Central para 2023 e acreditamos que para 2022 o indicador irá desacelerar para o patamar de 8,2% e continuará se reduzindo até 4,3% no final de 2023, também acima da meta de 3,25%, mas dentro de seu limite superior de 4,75%.

Os motivos atuais para a pressão inflacionária são de uma resistência maior à desinflação doméstica. Bens industriais têm mostrado redução gradual devido às pressões de custos, enquanto alimentos são pressionados por eventos climáticos e alta de preços de commodities por conta da percepção de redução da oferta de grãos com o conflito na Ucrânia, além da pressão da reabertura da economia e avanço do consumo represado pelas medidas de restrição sanitária.

Porém, essa desaceleração esperada é devida, principalmente, ao esforço da política monetária em elevar os juros a patamares contracionistas, com a finalidade de reduzir a pressão de demanda sobre os bens e serviços da economia brasileira.

Atualmente, a SELIC se encontra em 12,75%, mas com as pressões inflacionarias atuais, esperamos o que Banco Central realize ajuste adicional de 0,50 p.p., levando a SELIC ao patamar de 13,25% e permanecer neste patam.

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