PALAVRA DO ECONOMISTA

Macro Alerta | PMC: Vendas de veículos avançam em janeiro, mas ritmo ainda é bastante gradual

Veja o relatório em PDF aqui

Em janeiro, o volume de vendas no varejo, medido pela Pesquisa Mensal do Comércio (PMC) realizada pelo IBGE, apresentou retração de 1,0% na comparação contra o mês de dezembro na série livre de sazonalidade. Tal resultado foi em linha com o esperado por nós. Na comparação contra o mesmo período do ano anterior o avanço foi de 1,3%.

No conceito ampliado, que inclui as vendas de veículos e materiais de construção, o índice avançou 0,6% em janeiro em relação a dezembro, também na série dessazonalizada. Tal resultado nos surpreendeu positivamente, nossa expectativa era de queda de 1,5%. Na comparação interanual, o avanço foi de 3,5%.

O destaque desta leitura foi o desempenho acima do esperado do grupo Veículos, motocicletas, partes e peças que avançou 8,5% na comparação contra o mês imediatamente anterior e 10,2% em relação ao mesmo período do ano passado. A surpresa é devido ao fato de tal resultado contrastar fortemente com os dados da Fenabrave que apresentou queda de 3,4% em relação a janeiro de 2019.

Fonte: IBGE (Elaboração: Daycoval Asset)

A despeito do melhor desempenho na margem do varejo no conceito ampliado, a composição do índice ainda é bastante aquém do esperado. Na última publicação deste relatório destacamos que a retomada mais vigorosa da atividade econômica fomentada, principalmente, pela liberação dos saques do FGTS em meados o segundo semestre de 2019 havia ficado para trás e a leitura dos dados de janeiro mostram que a tendência do início deste ano ainda é de retomada bastante gradual e mostra algum efeito “rebote” em categorias como Móveis e Eletrodomésticos.  

Para os próximos meses a tendência é deterioração dos dados de atividade econômica devido ao impacto econômico derivado das medidas de contenção da COVID19. Com os dados mais recentes em mãos revisamos nossa projeção de PIB deste ano para -0,2%. Dada a incerteza e magnitude do choque acreditamos que tal número tem viés fortemente negativo a depender a duração das medidas de contenção. Em um cenário mais pessimista vislumbramos que a retração do PIB pode chegar a 4%. Em relação a recuperação subsequente as incertezas também são grandes. As retiradas das medidas de contenção deverão ser realizadas gradualmente de forma que a recuperação não seja muito vigorosa. Além disso ainda não está claro se haverá projetos de recuperação econômica domesticamente, uma vez que as medidas anunciadas até aqui têm viés emergencial. Desta forma, com alto nível de incerteza, esperamos crescimento de 2% em 2020.

Rafael G. Cardoso, economista-chefe

rafael.cardoso@bancodaycoval.com.br

Antônio Castro, analista econômico

antonio.castro@bancodaycoval.com.br

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