PALAVRA DO ECONOMISTA

Macro Alerta | PNAD: Taxa de desemprego permanece elevada, mas sinaliza avanço do emprego formal

Veja o relatório em PDF aqui

A taxa de desemprego apresentada pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) para o trimestre terminado em setembro foi de 11,8%, mesmo patamar do trimestre terminado no mês imediatamente anterior. No entanto, na análise da série com ajuste sazonal houve aumento do desemprego de 11,8% para 11,9%. A taxa de subutilização[1] da economia brasileira, por outro lado, caiu de 24,3% para 24,0%, na série original e de 24,3% para 24,2% na série sazonalmente ajustada.

A população ocupada apresentou crescimento superior ao registrado na publicação de agosto (0,04% contra -0,09%, em termos dessazonalizados) porém em ritmo bastante gradual. Dentre as categorias de criação de vagas, vagas com carteira assinada cresceu 0,07% em setembro, primeira variação positiva desde maio. Esperamos que para os próximos meses esta categoria passe a apresentar desempenho pouco melhor dado as surpresas positivas na criação de vagas formais apresentadas pelo Caged.

Porém o que nos chama atenção é o rendimento médio do trabalho que no acumulado do ano registra queda de -1,2% na série original e -0,6% em termos dessazonalizados, fenômeno compatível com uma composição mais precária da população ocupada devido à grande participação de trabalho informal, cuja principal característica é a de rendimentos flexíveis.

Desta forma, a despeito da relativa estabilidade na margem da taxa de desemprego, os dados sobre a qualidade das vagas e de rendimento médio retratam que a fragilidade do mercado de trabalho está se reduzindo gradualmente. Neste sentido, não altera de forma substancial nosso cenário prospectivo de retomada gradual da atividade econômica brasileira, mas, juntamente com outros indicadores econômicos (especialmente varejo e crédito) dá respaldo a nossas projeções de crescimento conservadoras (0,9% para 2019 e de 1,8% para 2020).

Rafael G. Cardoso, economista-chefe

rafael.cardoso@bancodaycoval.com.br

Antônio Castro

antonio.castro@bancodaycoval.com.br


[1] A taxa de subutilização é a composição das pessoas desocupadas, subocupadas e desalentados. Os desocupados são aqueles que estão à busca de emprego, mas não encontram. As pessoas subocupadas, são aquelas que trabalham menos de 40 horas por semana e gostariam de trabalhar mais. E por fim, os desalentados, são pessoas que gostariam de trabalhar, mas por não conseguirem trabalho acabam por desistir ou estão temporariamente indisponíveis.

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