PALAVRA DO ECONOMISTA

Macro Alerta | Produção industrial avança, mas cenário prospectivo ainda é de baixa

Veja o relatório em PDF aqui

A produção industrial de janeiro, divulgado pelo IBGE nesta manhã, avançou, na série livre de sazonalidade, 0,9% na comparação contra dezembro, recuperando-se parcialmente de dois resultados negativos consecutivos. Em relação ao mesmo mês de 2019, o índice apresentou queda de -0,9%. Tal resultado foi pouco abaixo do esperado por nós (-1,0% YoY) e em linha com o mercado (-0,9 YoY). Na comparação do trimestre terminado em janeiro contra o trimestre imediatamente anterior não coincidente, o índice cai 1,1%.

Fonte: IBGE – Elaboração: Daycoval Asset

Na análise por grandes categorias, destaca-se, do ponto de vista positivo, Bens de Capital e Bens de Consumo Duráveis que na comparação contra o mesmo período do ano passado avançaram 3,9% e 1,7% e, na série dessazonalizada, 12,6% e 3,7% contra dezembro, respectivamente. No entanto, a despeito de uma leitura pouco melhor na margem, na comparação do trimestre terminado em janeiro contra o trimestre imediatamente anterior, não coincidente, o índice passou de -5,0% para -5,8%.

Bens de Capital e Bens de Consumo Duráveis são componentes importantes do investimento e das decisões de longo prazo que dependem, de forma geral, da expectativa dos empresários em relação à demanda futura e da confiança dos consumidores. Além disso, a rápida deterioração do cenário internacional com o surto de COVID-19 tem gerado relevantes choques de oferta, demanda e financeiro e agrega incertezas sobre o impacto econômico tanto global quanto na economia doméstica.

Desta forma, a indústria que vinha apresentando desempenho pouco pior que outros indicadores de atividade econômica vistos até o momento, ganha agora contornos de maior incerteza devido ao cenário externo. Soma-se também a este processo, os dados do produto interno bruto do quarto trimestre que efetivou a perda de dinamismo da economia brasileira após os choques exógenos do segundo semestre de 2019. Este último ponto, nos levou a revisar nossa estimativa de crescimento para 2020 de 2,1% para 1,8 e 2021 com 2,5%.

Rafael G. Cardoso, economista-chefe

rafael.cardoso@bancodaycoval.com.br

Antônio Castro, analista econômico

antonio.castro@bancodaycoval.com.br

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