PALAVRA DO ECONOMISTA

Morning Call – Balanços corporativos no foco externo e pauta fiscal no destaque local

No exterior, as bolsas asiáticas fecharam em alta nesta terça-feira, seguindo comportamento de ontem do Nasdaq, embora as bolsas de Nova York tenham ficado mistas no pregão de ontem. E com investidores à espera de mais balanços corporativos dos EUA. Na semana passada, a temporada de balanços dos EUA teve um início bastante promissor, com vários resultados superando expectativas de lucro.

Na Europa, as principais bolsas da região operam perto da estabilidade na manhã desta terça-feira, após oscilarem nas primeiras horas de negócios, com investidores à espera de mais balanços corporativos dos EUA.

A agenda de indicadores é esvaziada na Europa e com isso as atenções se voltam para os balanços de grandes empresas americanas, como destacado anteriormente. Hoje, estão previstos resultados de Netflix, Johnson & Johnson, Procter & Gamble e United Airlines.

Também no radar estão eventuais comentários sobre política monetária ou perspectiva econômica de dirigentes do Banco Central Europeu (BCE), do Banco da Inglaterra (BoE) e do Federal Reserve (Fed, o BC dos EUA), que participam de eventos ao longo desta terça.

Há várias semanas, o Fed vem sinalizando que pretende começar a retirar estímulos monetários antes do fim do ano. Também há especulação de que o BoE poderá elevar seu juro básico já em novembro, após seu presidente, Andrew Bailey, afirmar no fim de semana que o BC inglês “terá de reagir à alta da inflação”, se houver riscos no médio prazo.

Nos EUA, os índices futuros das bolsas de Nova York têm alta modesta e o mercado ainda acompanha o debate sobre o teto da dívida americana. Ontem, a secretária do Tesouro dos Estados Unidos, Janet Yellen, pediu que o Congresso do país eleve ou suspenda o teto para emissão de dívida no longo prazo.

No Brasil, também com uma agenda econômica esvaziada, o foco recai para a participação de dirigentes do Banco Central brasileiro em eventos e a expectativa de votação do parecer da PEC dos Precatórios concentrarão as atenções dos investidores domésticos.

Na seara política, a possibilidade crescente de extensão do auxílio emergencial até dezembro de 2022 fora do teto, pelo menos parcialmente, deve gerar desconforto nos mercados locais.

Em outro front, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), defendeu o projeto que muda a cobrança do ICMS sobre combustíveis, aprovado pelos deputados na semana passada. O Impasse sobre o projeto permanece no fato que os Estados poderão ter perda de receita em até R$ 32 bilhões com o projeto.

Fonte: FGV, Bloomberg e Broadcast

Rafael G. Cardoso, economista-chefe

rafael.cardoso@bancodaycoval.com.br

Julio Mello de Barros, economista

julio.barros@bancodaycoval.com.br

Antônio Castro, analista econômico

antonio.castro@bancodaycoval.com.br

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