PALAVRA DO ECONOMISTA

Morning Call – Bolsas avançam com expectativa de balanços positivos nos EUA

No exterior, as bolsas asiáticas fecharam em alta nesta segunda-feira e as da Europa operam com viés positivo retomando o otimismo recente com a recuperação da economia global e à espera da nova temporada de balanços dos EUA, apesar de preocupações com o avanço do coronavírus pelo mundo.

Investidores vão ficar atentos nesta semana à temporada de balanços dos EUA, que amanhã trará informes trimestrais de alguns dos maiores bancos do país. É possível que as empresas americanas surpreendam positivamente, uma vez que indicadores da maior economia do mundo têm superado as expectativas e sugerido uma retomada mais rápida do que se imaginava do violento choque do coronavírus.

A doença, no entanto, não tem dado trégua. Ontem, a Organização Mundial de Saúde (OMS) relatou mais um recorde global de casos confirmados de covid-19 num período de 24 horas, de mais de 230 mil. Os EUA permanecem como o maior foco de preocupação. Apenas a Flórida registrou mais de 15 mil novas infecções, o maior total diário de qualquer estado americano desde o começo da pandemia.

Na Oceania, a bolsa australiana seguiu a Ásia, e o índice S&P/ASX 200 avançou 0,98% em Sydney, a 5.977,50 pontos, também reagindo à disseminação mais lenta do coronavírus no estado de Victoria, no sudeste do país.

As tensas relações entre EUA e China também permanecem no radar. No fim da madrugada, a Bloomberg noticiou que o governo chinês vai impor sanções a quatro autoridades dos EUA, incluindo os senadores republicanos Marco Rubio e Ted Cruz, num gesto simbólico de retaliação contra legislação americana que tem o objetivo de punir Pequim por supostas violações de direitos humanos na região de Xinjiang.

Ficarão no radar também nos próximos dias a primeira leitura do Produto Interno Bruto (PIB) da China no segundo trimestre, a reunião da Opep+ e a decisão de política monetária do Banco Central Europeu.

No Brasil, os destaques na semana são o IBC-Br de maio, o IGP-10 de julho e a divulgação dos novos parâmetros para a Economia.

Na pauta política, o Congresso deve analisar na quarta-feira os vetos do presidente Jair Bolsonaro às leis já aprovadas, que podem criar uma despesa de R$ 83 bilhões em 2020 e de R$ 22,39 bilhões no próximo ano, de acordo com levantamento do governo. Uma das medidas mais preocupantes para a equipe econômica é a ampliação do benefício de prestação continuada (BPC), porque custaria R$ 20 bilhões ao ano e seria uma medida permanente, agravando o quadro fiscal do governo.

Como a derrubada dos vetos depende de maioria absoluta da Câmara e do Senado, este será o primeiro grande teste que mostrará se a distribuição de cargos pelo governo aos políticos do Centrão vai se traduzir ou não em votos no plenário. A consultoria política Arko Advice apurou que 377 deputados e 39 senadores são favoráveis à derrubada do veto à desoneração da folha, um placar bem próximo dos votos necessários (257 deputados e 41 senadores).

Uma ala do governo defende deixar o debate sobre a desoneração para a reforma tributária, com a troca dos encargos sobre a folha de salários por um tributo sobre transações digitais, nos moldes da antiga CPMF. Mas o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse ao Estadão/Broadcast acreditar que há “muita chance” de o veto ser derrubado e defendeu a discussão nesse momento.

Rafael G. Cardoso, economista-chefe

rafael.cardoso@bancodaycoval.com.br

Antônio Castro, analista econômico

antonio.castro@bancodaycoval.com.br

Fonte: Broadcast e Bloomberg

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