PALAVRA DO ECONOMISTA

Morning Call – Exterior em cautela e agenda da semana no destaque local

No exterior, a Ásia mostra liquidez menor e a Bolsa de Hong Kong fechou em forte baixa nesta segunda-feira, em meio a feriados. E os problemas financeiros da gigante do setor imobiliário chinês Evergrande continuam pesando nos negócios. As ações da incorporadora despencaram mais de 10%, arrastando papéis de outras empresas do ramo imobiliário.

Na Europa as bolsas europeias operam em baixa significativa na manhã desta segunda-feira, com perdas de mais de 2% em algumas praças, à medida que os mercados financeiros globais se retraem antes do anúncio de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA), no meio da semana.

Com isso, o clima no mundo tende a ser de cautela até quarta-feira (22), quando o Fed decidirá sobre a possível retirada de estímulos monetários. A grande questão é se o BC americano sinalizará ou não o início do tapering, como é conhecido o processo de gradual redução de suas compras de ativos financeiros.

Em relação aos EUA, preocupa ainda a questão do teto da dívida pública americana. Na semana passada, a Casa Branca alertou que o país poderá enfrentar uma recessão se o teto não for elevado.

Os índices futuros das bolsas de Nova York também têm queda significativa e os juros dos Treasuries cedem, revertendo movimento de alta da sessão anterior.

Na agenda de indicadores, dados publicados durante a madrugada mostraram que a taxa anual da inflação ao produtor (PPI) na Alemanha atingiu 12% em agosto, maior nível desde o fim de 1974. O avanço da inflação global vem pressionando o Banco Central Europeu (BCE) e outros grandes BCs a rever a agressiva postura acomodatícia que adotaram em reação aos impactos da pandemia de covid-19.

No Brasil, o foco também recairá para a decisão de política monetária do Banco Central do Brasil na quarta-feira e na divulgação do IPCA-15 de setembro. Antes, porém, os olhares do mundo se voltam para a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), cuja abertura será amanhã, com discurso do presidente Jair Bolsonaro.

Além disso, o espalhamento da variante Delta do coronavírus continua elevando preocupações quanto ao ritmo de crescimento global.

A postura defensiva dos mercados internacionais deve contaminar os ativos domésticos temerosos em relação aos efeitos na economia do aumento do IOF para empresas e consumidores, cuja medida começa a valer hoje.

Neste ambiente de dúvidas fiscais e de constante aumento das preocupações com a crise hídrica, o Banco Central deverá elevar a taxa Selic para 6,25% ao ano e indicar novos aumentos do juro básico de mesma magnitude.

Na seara política, o presidente Jair Bolsonaro entrou pela porta dos fundos do hotel Intercontinental Barclay, em Nova York, onde irá participar da Assembleia Geral da Organização Geral (ONU). Alguns poucos manifestantes contrários ao governo aguardavam Bolsonaro com faixas na porta do hotel. Sem poder entrar em restaurantes da cidade por não estar vacinado, ele e ministros comeram pizza na rua.

Fonte: FGV, Bloomberg e Broadcast

Rafael G. Cardoso, economista-chefe

rafael.cardoso@bancodaycoval.com.br

Julio Mello de Barros, economista

julio.barros@bancodaycoval.com.br

Antônio Castro, analista econômico

antonio.castro@bancodaycoval.com.br


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