PALAVRA DO ECONOMISTA

Morning Call – Exterior misto e agenda doméstica no destaque local

No exterior, as bolsas asiáticas fecharam sem direção única nesta segunda-feira, à medida que o recente rali do petróleo impulsionou alguns mercados e cortes de energia na China derrubaram ações locais. E segue no radar a crise de liquidez da Evergrande, gigante do setor imobiliário chinês.

Com preocupações sobre a possível falência da Evergrande, o banco central chinês (PBoC) fez hoje uma nova injeção de capital no sistema financeiro, com valor equivalente a quase US$ 15,5 bilhões. Ainda no País, os cortes de energia locais comprometerem a perspectiva de crescimento da segunda maior economia do mundo.

Por fim, as cotações internacionais do petróleo acumularam ganhos por quatro sessões consecutivas na semana passada e mantêm o tom positivo hoje, graças a um aperto na oferta e perspectiva de avanço da demanda com o alívio nas condições da pandemia de covid-19.

Na Europa, as bolsas operam em alta na manhã desta segunda-feira, enquanto investidores digerem o resultado das eleições parlamentares na Alemanha.

De centro-esquerda, o Partido Social-Democrata (SPD, pela sigla em alemão) venceu a eleição legislativa alemã do fim de semana por estreita margem, com 25,9% dos votos, enquanto o bloco de centro-direita da atual chanceler, Angela Merkel, conquistou uma fatia de 24,1%.

Mas as conversas para a formação de uma coalizão na Alemanha, que podem começar já nesta segunda, poderão exigir semanas ou até meses para ser concluídas.

Nas próximas horas, a atenção na Europa vai se voltar para discursos dos presidentes do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, e do Banco da Inglaterra (BoE), Andrew Bailey, assim como de dirigentes do Federal Reserve, ou Fed, como é conhecido o BC americano.

Nos EUA, os índices futuros das bolsas de Nova York operam sem direção única, com investidores se preparando para a última semana de um setembro marcado por volatilidade.

No Brasil, destaque para a agenda doméstica com a ata do Copom, que sai amanhã, e o Relatório Trimestral de Inflação (RTI) com coletiva do presidente do BC, Roberto Campos Neto, na quinta-feira, além dos dados do Governo Central com o resultado fiscal do Tesouro. Na quarta-feira será divulgado o IGP-M de setembro e na quinta-feira, a Pnad Contínua de julho.

Fonte: FGV, Bloomberg e Broadcast

Rafael G. Cardoso, economista-chefe

rafael.cardoso@bancodaycoval.com.br

Julio Mello de Barros, economista

julio.barros@bancodaycoval.com.br

Antônio Castro, analista econômico

antonio.castro@bancodaycoval.com.br

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