PALAVRA DO ECONOMISTA

Morning Call – Exterior misto e dados do CAGED no destaque doméstico

No exterior, as bolsas da Ásia e do Pacífico fecharam sem direção única e com variações modestas nesta quarta-feira, após dirigentes do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) reafirmarem uma postura de política monetária acomodatícia, ajudando a reduzir temores sobre pressões inflacionárias.

Nos EUA, por outro lado, os índices futuros das bolsas de Nova York operam em alta nesta manhã, indicando possível recuperação dos mercados à vista, após caírem levemente ontem. Os índices acionários avançam a despeito da alta dos juros dos Treasuries, que cederam na véspera ao menor nível em 18 dias pressionados ainda por um leilão de T-Note 2 anos, que registrou demanda acima da média.

Na Europa, as bolsas de Londres e Frankfurt recuam, mas a de Paris segue com viés de alta, após já terem fechado sem direção única no pregão anterior. A perda de fôlego ocorre em meio a um compasso de espera dos investidores por discursos de autoridades do Fed e do governo americano nesta quarta-feira sem indicadores econômicos relevantes na Europa e Estados Unidos.

Ontem, o vice-presidente do Fed, Richard Clarida, disse que seu cenário-base indica inflação “transitória” nos EUA, mas garantiu que o BC americano dispõe de ferramentas para lidar com eventuais pressões de preços mais persistentes sem comprometer a recuperação econômica. Clarida também argumentou que o recente salto da inflação é causado principalmente pela reabertura da economia, após a crise gerada pela pandemia de covid-19.

Outros dirigentes do Fed têm feito afirmações semelhantes, aliviando temores de que a inflação pudesse antecipar a normalização da política monetária.

Comentários similares, dirigentes do Banco Central Europeu (BCE), também acenaram com a manutenção do atual regime monetário, afirmando que ainda é muito cedo para discutir a gradual redução de compras emergenciais de ativos, e este movimento também ajuda a sustentar os mercados europeus.

No Brasil, o ministro da Economia, Paulo Guedes, fica no radar. Na agenda de indicadores teremos os dados do Caged, do setor externo e da dívida pública, além da revisão do Plano Anual de Financiamento (PAF) pelo Tesouro Nacional.

Sobre Guedes, o ministro volta a falar hoje, após admitir uma eventual prorrogação do auxílio emergencial. A descoberta de nova variante do coronavírus já presente em 21 cidades de São Paulo fica no radar.

Fonte: Broadcast, Bloomberg e FGV

Rafael G. Cardoso, economista-chefe

rafael.cardoso@bancodaycoval.com.br

Antônio Castro, analista econômico

antonio.castro@bancodaycoval.com.br

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