PALAVRA DO ECONOMISTA

Morning Call – Exterior misto e medidas de combate ao COVID-19 no destaque local

No exterior, as bolsas asiáticas fecharam em alta generalizada nesta terça-feira, seguindo o rali visto ontem em Nova York e na Europa, em meio a esperanças alimentadas por uma possível vacina para o coronavírus.

Ontem, a empresa de biotecnologia americana Moderna divulgou resultados positivos em testes iniciais de uma vacina contra a covid-19 – como é conhecida a doença causada pelo coronavírus. A primeira fase de testes, que inclui a testagem em algumas dezenas de voluntários apresentou resultados positivos, com os pacientes desenvolvendo anticorpos semelhantes aos encontrados em pacientes recuperados do novo coronavírus. As próximas fases incluem a ampliação na quantidade de pessoas testadas para a nova vacina.

Também continua no radar o relaxamento gradual de quarentenas em vários países, após meses de restrições adotadas para tentar conter a disseminação do coronavírus.

No mercado Europeu, por outro lado, as bolsas apresentam viés negativo, a continuidade do rali visto na segunda-feira e que levou o Stoxx-600 a fechar acima de 4%, no entanto, deu espaço para a realização de lucros.

No Reino Unido, o nível de pessoas que buscou auxílio-desemprego em abril apresentou a maior alta em quase 24 anos. As solicitações aumentaram em 856.500, o maior salto mensal da história, para 2,1 milhões, uma elevação de 69% em relação a março. Até então, o patamar mais alto havia sido em julho de 1996, quando a economia britânica se recuperava de uma profunda recessão causada por sua tentativa fracassada de permanecer no Mecanismo Europeu de Taxas de Câmbio.

Na Alemanha, foi conhecido há pouco o índice ZEW de expectativas econômicas, que avançou de 28,2 pontos em abril para 51 pontos em maio, com a avaliação de que o pior da pandemia já ficou para trás. As expectativas eram de alta bem mais contida do indicador, para 32 pontos. Já o índice das condições atuais ZEW cedeu de -91,5 pontos para -93,5 pontos nos mesmos meses, aprofundando a queda.

No Brasil, os destaques desta manhã ficam para o noticiário sobre o avanço do COVID-19 no País e os eventos políticos.

No Estado de São Paulo, foram registrados, desde o início da pandemia, 63.066 casos da doença e 4.823 mortes. Neste sentido, para aumentar o distanciamento social, a Câmara Municipal de São Paulo aprovou ontem a antecipação dos feriados de Corpus Christi e do Dia da Consciência Negra para amanhã e quinta-feira. Com a mesma intenção, o governador João Doria (PSDB) enviou projeto à Assembleia Legislativa, para antecipar para a próxima segunda-feira a memória de 9 de Julho. Caso haja aprovação, será criado um feriado que começa na quarta e vai até terça-feira que vem na capital.

A B3 está negociando com as autoridades para manter os pregões abertos durante o período.

Ainda sobre o novo coronavírus, o Brasil se tornou o terceiro país com mais casos de covid-19 em todo o mundo, só atrás da Rússia e dos Estados Unidos. O País registrou, de acordo com o Ministério da Saúde, mais 13.140 contaminações pelo novo coronavírus e agora totaliza 254.220 casos da doença. Em relação ao número de mortos, o Brasil continua em sexto lugar, com 16.972 vítimas fatais. Nas últimas 24 horas, o País identificou 674 óbitos pela covid-19.

Na seara político-fiscal, as atenções recaem sobre o auxílio emergencial de R$ 600 a informais. Pressionada a prorrogar ou até mesmo tornar permanente o auxílio emergencial, a equipe econômica quer atrelar o debate a uma revisão de gastos sociais considerados ineficientes, como o abono salarial, seguro-defeso (pago a pescadores artesanais quando a pesca é proibida) e farmácia popular. No formato atual, o auxílio emergencial custa cerca de R$ 45 bilhões ao mês, com pagamento previsto por três meses. Esse assunto poderá ser abordado na reunião entre governadores do Nordeste e outras regiões do País com o presidente Jair Bolsonaro nesta quinta-feira, por videoconferência.

A pauta oficial da reunião é sobre a sanção do projeto de socorro emergencial de R$ 60 bilhões a Estados e municípios, que foi aprovado no Senado no dia 6 de maio e até hoje não foi sancionado.

Rafael G. Cardoso, economista-chefe

rafael.cardoso@bancodaycoval.com.br

Antônio Castro, analista econômico

antonio.castro@bancodaycoval.com.br

Fonte: Broadcast e Bloomberg

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