PALAVRA DO ECONOMISTA

Morning Call – Exterior positivo e PIB no destaque doméstico

No exterior, as bolsas asiáticas fecharam majoritariamente em alta nesta terça-feira, após dados mostrarem o setor manufatureiro chinês se expandindo no ritmo mais forte deste ano.

Já os índices futuros das bolsas de Nova York operam em alta, sugerindo que os mercados à vista podem manter o tom positivo do pregão de sexta-feira, ao retornarem do feriado de ontem nos EUA. Na Europa as bolsas também ampliam ganhos após dados de manufatura apontarem para a recuperação do setor industrial, na esteira da aceleração da inflação ao consumidor na Alemanha ontem, após os choques da pandemia de covid-19.

Pesquisa da IHS Markit com a Caixin Media apontou que o índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) industrial chinês aumentou levemente entre abril e maio, de 51,9 para 52 em maio, mas atingiu o maior patamar de 2021, sugerindo que a segunda maior economia do mundo segue se recuperando dos choques da pandemia de covid-19.

O resultado contrastou com o PMI industrial oficial da China, informado por nós ontem, o indicador oficial diverge do produzido pela IHS Markit devido à amostragem diferente. Leituras do PMI acima de 50 indicam expansão da atividade.

Ainda na seara de indicadores, na zona do euro, o índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) industrial subiu a 63,1 em maio, atingindo recorde pelo terceiro mês consecutivo. Na Alemanha e no Reino Unido, os PMIs equivalentes também ficaram em níveis elevados, acima de 60.

Também surpreenderam positivamente uma queda inesperada da taxa de desemprego na zona do euro e a revisão do Produto Interno Bruto (PIB) da Itália, que se contraiu menos do que inicialmente estimado no primeiro trimestre.

Por outro lado, a inflação anual da zona do euro saltou de 1,6% em abril para 2% em maio, superando a meta oficial do Banco Central Europeu (BCE), que é de uma taxa ligeiramente inferior a 2%.

Nos últimos meses, a tendência de forte avanço da inflação global vem alimentando temores de que o BCE e outros grandes BCs, como o americano Fed e o inglês BoE, possam começar a retirar estímulos monetários antes do esperado.

De modo geral, porém, os dirigentes dessas instituições têm mostrado comportamento bastante “dovish”, ou seja, favorável à manutenção das medidas extraordinárias adotadas em reação à pandemia.

No Brasil, destaque para o PIB do primeiro trimestre que avançou 1,2% em relação ao quarto trimestre de 2020. Na comparação contra igual período do ano passado, o avanço foi de 1,0%. Os resultados da leitura do PIB foram acima do esperado por nós (0,6 a.t % e 0,1% a.a.).

Na seara política, as atenções se voltam para o ministro da Economia, Paulo Guedes, em audiência em comissão da Câmara dos Deputados, após ruídos sobre a reforma administrativa.

Fonte: Broadcast, Bloomberg e FGV

Rafael G. Cardoso, economista-chefe

rafael.cardoso@bancodaycoval.com.br

Antônio Castro, analista econômico

antonio.castro@bancodaycoval.com.br

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