PALAVRA DO ECONOMISTA

Morning Call – Mercados em cautela com avanço da COVID-19 e dados econômicos

No exterior, as bolsas asiáticas fecharam majoritariamente em baixa nesta quinta-feira, à medida que investidores acompanham com apreensão a disseminação do coronavírus pelo mundo, apesar da promessa do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) de manter a postura acomodatícia durante a crise da covid-19.

Na Europa, o clima também é negativo, principalmente após dados de balanços divulgados hoje vieram piores do que as previsões em sua maioria e os indicadores macroeconômicos aprofundando as incertezas sobre a retomada, além da resiliência mostrada pela covid-19 em alguns países do mundo.

Ontem, os Estados Unidos notificaram 59.862 casos de covid-19 e 1.194 mortes pela doença nas últimas 24 horas, segundo o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês). O país registra um total de 4.339.997 milhões de contaminações e 148.866 mil mortes.

O Estado da Califórnia, recentemente tomado pelo surto, apontou uma nova alta no número diário de mortes por covid-19. O Departamento de Saúde Pública divulgou que 197 pessoas morreram pela doença nas últimas 24 horas.

Na zona do euro, a Espanha registrou 1.153 novos casos nas últimas 24 horas, um novo recorde de contaminações diárias registradas desde 06 de maio. Com este dado o país chegou a 282.641 mil contaminações por covid-19 e 28.436 óbitos desde o começo da pandemia.

Na França, de acordo com os dados mais recentes da Agência Nacional de Saúde, foram registrados 1.392 novos casos de coronavírus nesta quarta-feira, representando o maior aumento diário de casos em mais de um mês no país.

Segundo dados coletados pela Universidade Johns Hopkins, em todo o mundo, os casos de covid-19 ultrapassaram a marca de 16,8 milhões. Já as mortes são mais de 662 mil.

Pesa também nos mercados a avaliação feita na véspera pelo presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), Jerome Powell, após a publicação da decisão de Política Monetária do Fed de que a retomada da atividade dos Estados Unidos está muito ligada ao desempenho do surto no país. Powell também comentou que não há perspectiva de volta de elevação dos juros e hoje haverá uma grande atenção para a divulgação do Produto Interno Bruto (PIB) preliminar da economia americana referente ao segundo trimestre, que deve mostrar um encolhimento de 35%.

Voltando à Europa, a agenda de indicadores da região tem como destaque os dados do PIB alemão que sofreu uma queda recorde de 10,1% no segundo trimestre do 2020 em comparação ao trimestre anterior. Tal resultado foi maior do que as projeções do mercado de queda de 9%. Em comparação com o segundo trimestre de 2019, o recuo foi de 11,7% ante expectativas de perda de 11,1%.

Algum alento veio da zona do euro, onde a taxa de desemprego que subiu marginalmente entre maio e junho, de 7,7% para 7,8% como o esperado, e o índice de sentimento econômico da zona do euro, que mede a confiança de setores corporativos e dos consumidores, subiu de 75,8 em junho para 82,3 em julho, mostrando que continua se recuperando após o choque inicial do coronavírus.

No Brasil, a seara de balanços corporativos continua, e o destaque da agenda local fica para o IGP-M de julho, que subiu 2,23%. Com este resultado, o índice acumula alta de 9,27% em 12 meses.

Na abertura do indicador, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) subiu 3,00% em julho, ante 2,25% em junho. Pressionado principalmente por Matérias-Primas Brutas que subiu 6,35% em julho, ante 2,57% em junho.

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) subiu 0,49% em julho, após variar 0,04% em junho. E como esperado a principal contribuição partiu do grupo Transportes (0,21% para 1,45%). Nesta classe de despesa, vale citar o comportamento do item gasolina, cuja taxa passou de 0,40% em junho para 4,45% em julho.

Na seara política, deputados e senadores retomam hoje as atividades da comissão mista da reforma tributária. O ministro da Economia, Paulo Guedes, após se reunir com o relator da proposta, deputado Aguinaldo Ribeiro, reforçou a ideia de que um novo imposto sobre pagamentos digitais pode abrir espaço para ampliar as desonerações da folha, isenção do no imposto de renda e também para a Renda Brasil.

Ontem na Câmara, foi aprovada a medida provisória 944, que cria linha de crédito para empresas custearem salários. Os deputados aceitaram alteração feita no Senado e direcionaram R$ 12 bilhões desse programa para o Pronampe, que também atende micro e pequenas empresas. Deputados aprovaram ainda a urgência para o marco do gás, mas o texto só será levado a plenário em duas semanas.

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