PALAVRA DO ECONOMISTA

Morning Call – Volatilidade nos mercados continuam com impasse no Congresso americano

No exterior, as bolsas asiáticas fecharam majoritariamente em baixa nesta segunda-feira, em meio a um impasse em torno de um pacote de resgate trilionário proposto pelo governo dos EUA e à medida que o avanço da pandemia de coronavírus força governos a ampliar medidas de confinamento, comprometendo cada vez mais a perspectiva da economia global.

Ontem, o governo Trump falhou em aprovar no Senado americano um pacote de estímulos no valor de US$ 1,3 trilhão, destinado a amenizar os efeitos adversos do coronavírus. Há expectativa, porém, de que a proposta volte a ser apreciada nesta segunda.

Além disso, a propagação do coronavírus manteve ritmo acelerado no fim de semana, com o total de casos e mortes no mundo ultrapassando 300 mil e 14 mil, respectivamente. Como resultado, governos endureceram medidas de confinamento, numa tentativa de desacelerar o avanço da doença.

Na Europa, o clima também é de queda nos mercados. O principal índice acionário da região, o Stoxx-600 caia por volta de 4%.

Uma preocupação em particular nesta manhã voltou para a China, onde a doença teve início. Novos casos voltaram a ser registrados, após alguns dias sem aumento dos números. Segundo o governo local, tratam-se de infecções trazidas por recém-chegados do exterior.

Medidas não param de ser anunciadas por governos, bancos centrais e outras autoridades multilaterais. Hoje, representantes do grupo das 20 maiores economias do globo (G-20) também se reunirão virtualmente de forma extraordinária para discutir o avanço da Covid-19 e como podem coordenar uma batalha conjunta.

Ainda na Europa, em termos macroeconômicos, o dado mais importante a ser conhecido hoje é o da confiança do consumidor em março. O resultado do indicador preliminar está previsto para as 12h de Brasília e em fevereiro mostrou queda para 6,6.

No Brasil, o número de casos já chega em 1.546, segundo o ministério da Saúde e 25 mortos. Na agenda macroeconômica, os destaques serão os dados de atividade econômica com o IBC-BR e a Pesquisa Mensal do Comércio (PMC).

No cenário político-fiscal, o ministério da Economia alertou que a decretação de situação de calamidade permite mudar o déficit primário, mas não é salvaguarda para descumprir o teto de gastos, que precisa do aval do Congresso. Já o ministro da saúde, Luiz Henrique Mandetta, sugeriu ontem, em reunião por videoconferência com prefeitos de capitais, que o Congresso deveria adiar as eleições municipais deste ano, o que foi descartado pelo vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Luís Roberto Barroso, que assume o comando do tribunal em maio. O presidente da Câmara também é contra o adiamento.

Rafael G. Cardoso, economista-chefe

rafael.cardoso@bancodaycoval.com.br

Antônio Castro, analista econômico

antonio.castro@bancodaycoval.com.br

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