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Presidente do Banco Central e Presidente do BNDES compartilham perspectivas econômicas para 2021 em evento do Banco Daycoval

O Banco Daycoval realizou uma nova edição do evento Perspectivas Econômicas e de Investimentos para o Brasil. Com a participação de profissionais importantes do cenário econômico nacional e mercado financeiro, o painel on-line ofereceu uma análise ampla e contextualizada sobre a conjuntura macroeconômica e o que se deve esperar para os próximos meses frente a um momento desafiador. Para o Daycoval, mais que debater as questões, o evento antecipou tendências e também mostrou sinais positivos de recuperação e também oportunidades para empresas e investidores. Nos painéis, a necessidade de aceleração da vacinação e de ajuste fiscal deram a tônica das visões entre agentes públicos e privados.

Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central, avaliou que o primeiro semestre deste ano ainda não deve ser tão positivo, porém, projeta um segundo semestre melhor.

“Vemos que dentro de dois ou três meses, devemos estar com todos os grupos de risco vacinados. Imaginamos que, a partir daí, teremos uma abertura mais rápida da economia”, explicou.

Mesmo neste momento desafiador, avanços ocorreram e devem transformar a forma de fazer negócios no Brasil. Campos Neto citou que o PIX teve seu lançamento antecipado e afirmou que novidades tecnológicas continuarão a surgir. Ele destacou que a próxima grande revolução neste sentido virá do “casamento” entre o sistema financeiro com as mídias sociais — caso do uso do Whatsapp como meio de pagamento. Segundo o presidente do Banco Central, essa união entre financeiro e mídia sociais precisará ser entendida pelos regulares.

E estas inovações, muitas delas criadas ou turbinadas para dar uma resposta eficiente aos desafios da pandemia, continuam sendo boas ferramentas para alavancar negócios. Para o Daycoval, um banco líder em crédito empresarial, o posicionamento de Gustavo Montezano, presidente do BNDES, ecoa com a visão da instituição: a hora é de priorizar micro e pequenas empresas, que continuam, em muitos setores, sendo as mais impactadas pela crise.

“No começo da pandemia tínhamos poucos instrumentos para esse tipo de crise. Hoje, temos mais clareza de onde o calo aperta e, ao olhar o mapa, vemos setores indo bem, como o de agronegócio ou de consumo doméstico. Por outro lado, para alguns setores, a vida está mais dura do que antes, caso dos serviços. Naturalmente, faremos — nova rodada de aportes — de uma forma mais nichada, de forma mais cirúrgica”, explicou Montezano, que lembrou que o FGI foi uma inovação ao trazer para um mercado brasileiro um modelo de seguro para concessão de crédito.

Carlos Dayan, diretor-executivo do Daycoval, comemorou a informação de que a política será mais direcionada, lembrando que setores como o de turismo, varejo e shoppings foram e continuam sendo muito impactados.

“O programa teve um sucesso tremendo, gerando mais de R$ 100 bilhões em crédito concedido para pequenas e médias empresas, a partir de recursos dos bancos com garantia do BNDES. O Daycoval atendeu mais de cinco mil empresas e vemos com muito entusiasmo o direcionamento de novas linhas, pois setores como o de turismo, varejo e shoppings seguem muito afetados”, comentou o executivo.

Ainda sob a ótica do setor público, Henrique Meirelles, ex-ministro da Fazenda, ex-presidente do Banco Central e atual Secretário da Fazenda e Planejamento do Estado de São Paulo, avaliou que a economia brasileira vive um momento difícil, devido aos riscos fiscais e às incertezas causadas pela pandemia, porém, ponderou que também há muitas oportunidades futuras.  

Pelo lado da iniciativa privada, os representantes da SPX Capital, Mauá Capital e da Ibiuna Investimentos, Rogério Xavier, Luiz Fernando Figueiredo e Mário Torós, respectivamente, se mostraram preocupados em relação ao cenário brasileiro atual. Apesar do receio, eles acreditam que dificilmente o país se jogará em um “abismo fiscal”. 

Ao debater o contexto para investimentos em renda variável, Zeca Magalhães (Tarpon Capital), Luiz Nunes (Forpus Capital) e Anand Kishore (Banco Daycoval), disseram que, apesar dos bons resultados de 2020, ocorridos com juros baixos e alta liquidez, a volatilidade tem crescido e isso amplia as incertezas para este tipo de investimento. Na conversa, indicaram que a evolução da vacinação e retomada da mobilidade podem indicar boas oportunidades de investimentos no setor de serviços. Os setores de tecnologia e agronegócio também foram apontados como boas apostas.

Morris Dayan, diretor-executivo do Banco Daycoval, destacou a importância de trazer para o debate representantes dos setores público e privado, pois há uma demanda do mercado financeiro por respostas ou mesmo projeções quanto ao futuro.

“Os debates foram muito produtivos, mostrando que há boas perspectivas, primeiro com sinais de que o avanço da vacinação deve contribuir para a retomada da economia do país. Além disso, já estão prontas para serem anunciadas medidas de apoio às micro e pequenas empresas, porém, com viés mais nichado que no ano passado”, disse Morris.

O executivo também reforça a importância da realização do evento. “Para o Daycoval, é uma satisfação trazer à tona informações, experiência e opiniões que auxiliem às empresas e aos investidores nas tomadas de decisões e escolha de seus investimentos em períodos desafiadores como vivenciamos, salienta Morris.

A íntegra do evento está disponível no canal do Youtube do Banco Daycoval.

https://www.youtube.com/watch?v=78K58ftiryg&t=1287s
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