Dinheiro & Negócios

Os juros e seus impactos na economia

O IBC-BR, principal proxy mensal do PIB, mostrou queda em outubro, indicando que o último trimestre será ainda mais desafiador que o terceiro.

Antes de entrarmos no detalhe do IBC-Br, que, aliás, é o Índice de Atividade Econômica medido pelo Banco Central do Brasil, vamos falar sobre outros indicadores de atividade que foram divulgados antes.

Nas últimas semanas, conhecemos os dados da indústria, varejo e serviços. E todos apresentaram variação negativa em outubro. Ou seja, a economia brasileira vem perdendo ímpeto, mas a surpresa maior foi serviços. Isso porque o indicador vem sendo o principal drive de crescimento da economia e os dados do PIB do terceiro trimestre mostraram isso.

Mas, antes de avançarmos, é importante fazer uma ponderação. Mesmo com serviços performando marginalmente pior neste último trimestre, o setor se recuperou de forma muito heterogênea até aqui. E serviços prestados às famílias, muito machucado devido à pandemia, ainda tem um caminho de recuperação grande pela frente e vem avançando, mesmo que conjunto dos serviços como um todo tenha apresentado queda.

O segmento de serviços prestados às famílias está 15% abaixo do nível pré-pandemia, em fevereiro de 2020. Essa consideração é importante porque a recuperação desse segmento está fortemente atrelada a um melhor desempenho do mercado de trabalho com as últimas leituras da PNAD e do CAGED mostrando uma robusta geração de empregos no setor.

Bom, agora que falamos dos componentes da oferta e que todos apresentaram desempenho negativo e ponderamos sobre serviços prestados às famílias e emprego, vamos voltar ao IBC-Br, que cedeu 0,4% no primeiro mês do quarto trimestre e -1,5% na comparação com outubro de 2020.

O resultado muito abaixo do esperado, tanto por nós quanto pelo mercado, mostra dificuldade da economia brasileira em continuar perseverando na trajetória de recuperação. Com isso, nossa projeção derivada de indicadores de alta frequência para o último trimestre do ano de 2021 é negativa em 0,8% na variação trimestre; Já nossa projeção para o fechado do ano é de 4,8%. Porém, com as leituras atuais, esse número tem um forte viés negativo podendo caminhar para próximo de 4,5%. E para 2022 acreditamos que o PIB possa crescer 0,5%, mas os desafios serão grandes,

E para você, empresário, que já deve estar sentindo os efeitos dessa desaceleração da economia – afinal, eu estou falando de dados de outubro e já estamos em dezembro – para 2022, será necessário ficar muito atento a esse componente de serviços que comentei.

Para o setor agro o esperado é de um forte desempenho com safra recordes, mas também precisamos olhar para a normalização das cadeias globais de valor e uma possível recomposição da indústria que vem sofrendo muito com falta de insumo. Esses poderão ser os principais drivers de crescimento no próximo ano, mesmo que para um crescimento menor.

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