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ENTRETENIMENTO

A reinvenção do fundo do mar

Preocupado com a degradação dos recifes de corais, o artista e mergulhador Jason Decaires Taylor criou um impressionante museu submarino nas águas de Cancun.

 

Jason deCaires Taylor é um cidadão do mundo. Filho de pai inglês e mãe guiana, passou a infância e a adolescência entre Europa e Ásia, principalmente na Malásia. E mais especificamente, embaixo d’água. Quando criança, conheceu o universo dos corais e, mais velho, continuou nadando ao lado deles como professor de mergulho. A arte foi incorporada ao hobby marinho quando decidiu buscar uma formação formal. Graduou-se no London Institute of Arts, uma das mais respeitadas escolas de arte do mundo, onde se especializou em escultura e cerâmica.

Mas foi nas águas cristalinas do mar do Caribe que Taylor encontrou terreno fértil para unir suas duas paixões e passou a transformar em obras de grandes dimensões o sonho de ver os oceanos preservados.

Atualmente, o artista vive em Cancun, no México. É lá que cria esculturas de seres humanos em tamanho real que têm como destino o fundo do mar. “Elas fazem uma analogia entre a vida do homem na terra e a dos animais nos mares”, diz o artista. Ele é um dos fundadores e diretor artístico do Museo Subaquático de Arte (MUSA), situado no Parque Marinho de Cancun, numa área entre Cancun, Isla Mujeres e Punta Nizuc.

O museu abriga cerca de 500 esculturas submarinas e tem uma extensão de mais de 2 milhões de metros quadrados. As obras foram desenvolvidas para se tornar recifes artificiais e atrair corais, esponjas e novas espécies de peixes, contribuindo para a preservação e a manutenção do ecossistema marinho da região.

 

Imagens que brotam do chão

A ideia de transformar o fundo do oceano em uma espécie de galeria de arte surgiu em 2006, quando o artista criou o primeiro parque aquático de esculturas na ilha de Granada, também no Caribe, com 65 esculturas. Três anos depois, ele deu início ao projeto em Cancun, com uma abrangência muito maior.

 

Esculturas no fundo do mar

Acervo | Abaixo, uma das casas da cidade subaquática criada por Taylor. Acima., o artista “plantando” corais em uma de suas obras.

Casa escultura no fundo do mar

 

Devido ao grande fluxo turístico na região, uma das mais visitadas do México, os recifes de corais passavam por um processo de degradação intenso. Foi um sinal de alerta para Taylor. Conhecedor do assunto, ele sabe que apenas entre 10% a 15% do solo submarino tem sedimentos sólidos que permitem a formação de novos recifes naturalmente e se deparou com o dado alarmante: 40% dos corais no mundo já foram destruídos. “O objetivo do meu projeto era afastar o turismo dos recifes naturais, para que eles conseguissem se regenerar, atraindo visitantes e mergulhadores para novas áreas de exploração e mergulho”, explica.

Todas as esculturas são posicionadas poucos metros abaixo da superfície e podem ser apreciadas pelos visitantes do parque pela prática de snorkeling (mergulho de superfície feito com o auxílio do snorkel) ou mergulho de baixa profundidade.

Numa primeira etapa, Jason Taylor criou três esculturas em diferentes áreas do Parque Nacional Marinho, onde os corais naturais tinham sido bastante danificados por furacões e tempestades tropicais. “Man on Fire” (Homem em Chamas), “The Gardener of Hope” (O Jardineiro da Esperança) e “The Archive of Lost Dreams” (O Arquivo dos Sonhos Perdidos) são de uma poesia vibrante.

“Quero construir uma cidade inteira, com ruas, igreja, correio, escolas”, diz Taylor sobre seu novo projeto, o “Urban Reef ”, que dará origem a uma cidade submersa

A inspiração do artista para compor “Man of Fire” veio de um pescador mexicano, Joachim. A figura solitária, colocada a 8 metros de profundidade, é uma alusão à falta de consciência do homem, que depende dos recursos naturais do planeta e os usa de maneira excessiva. A segunda escultura traz a imagem de uma menina de pernas para o ar, cercada por vasos com corais vivos, um sonho de uma vida em equilíbrio do homem com o meio ambiente. Já “The Archive of Lost Dreams” guarda em uma mesa no fundo do oceano dezenas de garrafas com mensagens de várias comunidades sobre o futuro.

As obras são feitas com um tipo de cimento marinho com pH neutro e muito mais resistente que o convencional. Nelas, são enxertados extratos de corais vivos, técnica que estimula o surgimento de novos indivíduos.

 

Expressões do cotidiano

Em 2010, Jason Taylor submergiu 400 esculturas, personagens da instalação “A Evolução Silenciosa” no mar caribenho. A equipe trabalhou exaustivamente para dar expressões e feições únicas a cada escultura. Nos rostos de crianças, mulheres e homens há dor, inquietude, dúvida, paz. Segundo o artista, o ponto de partida para a criação da série foi a vida simples dos mexicanos, com quem ele convive diariamente. O trabalho ganhou reconhecimento mundial.

 

Renovação | Acima, uma das obras do artista, desde a inspiração em uma moradora da região onde vive até a transformação em hábitat de animais marinhos. Abaixo, a escultura “The Promise” (A Promessa).

A promessa: escultura no fundo do mar

 

A mais recente aventura submarina desse escultor, mergulhador e ambientalista vai resultar na criação de uma cidade submersa. As primeiras casas de “Urban Reef ” (Recife Urbano), como foi batizada a empreitada, levaram oito meses para ficar prontas. As unidades foram planejadas em conjunto com biólogos marinhos e servirão de hábitat para animais como caranguejos, lagostas, moreias e polvos. Os cômodos foram projetados com texturas e espaços apropriados à sobrevivência e reprodução de cada espécie.

Jason Taylor sonha com muito mais. “Quero construir uma cidade inteira, com ruas, igreja, correio, escolas”, revela. O próximo passo é esculpir 50 novas casas para os habitantes do fundo do mar. O artista imagina que estarão prontas em dois anos. “Será uma cidade humana dando nova vida ao fundo do mar.”

 

Texto: Suzana Camargo
Fotos: Jason deCaires Taylor

 

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Hospedes Únicos: grande novidade no mundo da hotelaria

Grande novidade no mundo da hotelaria, os hotéis de um quarto só têm como objetivo encher os viajantes de mordomias.

 

Esqueça tudo o que já foi dito sobre hotelaria. A exclusividade está atingindo patamares jamais vistos. A nova tendência são os hotéis de apenas um quarto. Ela está se alastrando pelo mundo e – talvez você ainda não saiba, afinal, quando se trata de diferenciação, a discrição é a alma do negócio – também já chegou ao Brasil. Em Florianópolis, os sócios Amauri Dornelles e Edmilson Laurindo decidiram criar um hotel para quem quisesse esticar a noite depois de um jantar em seu famoso bistrô, o Isadora Duncan. A ideia deu tão certo que a Suíte Isadora Duncan, instalada no andar superior do restaurante, tornou-se uma opção de hospedagem das mais concorridas na ilha catarinense. Depois de se deliciar com receitas como a de ostras defumadas ou lagosta na manteiga de alho-porró, os hóspedes podem relaxar em uma jacuzzi, com vista para a Lagoa da Conceição, descansar nas espreguiçadeiras ao ar livre ou simplesmente assistir ao pôr do sol de camarote. No dia seguinte, o café da manhã é servido na antessala do quarto, com delícias como torta de maçã e brownie. “Fazemos questão de cuidar pessoalmente de tudo”, diz Amauri.

Como em todo hotel de luxo que se preze, a localização é requisito fundamental também para essa nova geração de serviços de hospedagem. Pois foi nos arredores de alguns dos mais descolados endereços de Sydney, na Austrália, mais precisamente na região de Double Bay, famosa por concentrar hotéis-boutique, lojas de grife e bares sofisticados, que o Costa Plenti abriu suas portas – ou melhor, a sua porta –, em meio a casinhas de estilo inglês e ruas arborizadas. O portão de ferro azul se abre para um jardim repleto de esculturas que conduz o visitante a uma construção moderna: o célebre quarto único. No interior, a mordomia se traduz em detalhes como os utensílios da marca Miele na pequena cozinha equipada, os gadgets by Bang & Olufsen, os lençóis de algodão egípcio e a biblioteca particular. Um concierge (responsável por abastecer a suíte de flores frescas, por exemplo) está sempre à disposição dos hóspedes, bem como um personal chef, que prepara refeições gourmet num estalar de dedos.

 

Hóspede único

Exclusividade | Acima, a sofisticação clean do Costa Plenti, em Sydney: gadgets by Bang & Olufsen, flores frescas e biblioteca particular.

 

Bem distante dali, mais precisamente no Camboja, os hóspedes que chegam ao The One Hotel, em Siem Reap, cidade-base para se explorar as famosas ruínas da antiga cidadela de Angkor, recebem de imediato um celular. O aparelho é a garantia de que todos os funcionários que atendem o quarto único, de chefs particulares a motoristas e mordomos, estão a um simples toque de distância. A qualquer momento, eles podem providenciar sessões de massagens terapêuticas e de reflexologia ou jantares românticos. A recepção funciona junto ao lobby e a uma loja de design no piso térreo da construção, vizinha ao Old Market, onde se encontram as mais finas sedas asiáticas. Do lado de dentro, aguardam os hóspedes uma cama king size, com lençóis da grife francesa Frette, um notebook Apple, docks para iPod e sistema de som interligado às áreas externas e internas. Depois de passar os dias desbravando as ruínas do antigo Império Khmer ou vendo o sol nascer por trás das torres do impressionante templo de Angkor Wat, os visitantes podem ainda recuperar suas energias em uma banheira de hidromassagem ao ar livre.

 

Como em todo hotel de luxo, a localização é requisito fundamental também para esta nova geração de serviços de hospedagem

 

Já a proposta do One by the Five é oferecer uma suíte para uma descoberta única de Paris. “Um lugar mágico para os amantes do insólito e do sonho.” É assim que o sofisticado One by the Five recepciona os visitantes em seu endereço virtual. Com a promessa de proporcionar uma experiência sem igual na Cidade Luz, o hotel oferece serviços de primeira classe e atmosfera insólita. Cama suspensa, localização privilegiada – a apenas alguns passos do nobre Five Hotel, em pleno 3º distrito pariense –, clima romântico e acolhida glamourosa são apenas alguns atributos dessa pequena joia. E com uma certeza: não haverá ninguém no quarto ao lado. Melhor ainda: não haverá quarto ao lado.

 

Design e criatividade

Galeria, espaço de curadoria, loja de roupas, corner de beleza, restaurante. Que os complexos de design em cidades moderninhas da Europa como Berlim, Barcelona e Estocolmo viraram moda já não é novidade. A boa-nova agora é que já é possível dormir dentro de um desses espaços multiculturais. Desde setembro, a Droog, badalada galeria de arte e design instalada no centro histórico de Amsterdã, agregou um quarto às suas instalações multiuso. Durante o dia, o predinho do século 17 recebe clientes do mundo todo em busca de suas peças únicas, marcas-desejo de cosméticos, refeições rápidas ou passeios pelo que chama de “jardim de conto de fadas”, no qual se misturam espécies naturais e artificiais, que funciona como uma instalação de arte contemporânea da dupla francesa Claude Pasquer e Corinne Détroyat. Ao anoitecer, as chaves são entregues aos sortudos hóspedes do Hôtel Droog, que terão todo o ambiente de 700 metros quadrados só para eles, com direito a cozinha superequipada, enxoval eco-friendly, internet wireless e outras facilidades.

 

Suíte concorrida | Acima, a Suíte Isadora Duncan, em Florianópolis, criada para quem quiser esticar a noite após um jantar no bistrô de mesmo nome. Abaixo, o cambojano The One: chef, motorista e mordomo exclusivos

Cambojano The One: chef, motorista e mordomo exclusivos

 

Além do investimento em serviços cinco estrelas, os hotéis de um quarto só se diferenciam pelo staff à disposição dos clientes

 

Construído em 2009, ano em que Linz, na Áustria, foi escolhida como a Capital Cultural da Europa, o The Pixel Hotel chama a atenção pela originalidade. Os idealizadores do projeto transformaram em quartos únicos espaços até então não utilizados em diferentes regiões da cidade. O visitante pode escolher entre se hospedar em uma galeria de arte, em um antigo navio rebocador ou até em uma oficina. Em mais um lance de criatividade, o café da manhã é servido nos cafés e restaurantes das redondezas, elevando a interação do hóspede com a paisagem local à última potência.

 

Serviço

• Suíte Isadora Duncan: www.bistroisadoraduncan.com.br;
• Costa Plenti: www.costaplenti.com;
• The One Hotel: www.theonehotelangkor.com;
• One by the Five: www.onebythefive.com;
• Hôtel Droog: www.hoteldroog.com;
• Pixel Hotel: www.pixelhotel.at;

 

Texto: Marco Pomárico

 

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Patagônia cinco estrelas

Construído em uma das regiões mais remotas e exuberantes do planeta, os hotéis Singular, Remota e Tierra Patagônia oferecem aos viajantes a combinação perfeita de sofisticação e aventura patagônia viagem.

 

Luxo e aventura: uma combinação sedutora que estabelece um novo estilo de viajar e atrai quem não abre mão de conforto e é fascinado por destinos remotos. A dupla infalível pode ser encontrada em um dos destinos mais belos do planeta abaixo da linha do Equador: a região de Magalhães, no extremo sul do Chile. É na Patagônia chilena que os hotéis Remota, Singular e Tierra Patagonia oferecem o mais alto padrão de hospedagem em meio a paisagens arrebatadoras.

A Patagônia é uma região imensa, com mais de 1 milhão de quilômetros quadrados de área, sendo boa parte deles desabitados. Ela abrange os dois lados da Cordilheira dos Andes, o argentino e o chileno. No lado do Chile fica o Estreito de Magalhães, onde, por volta de 1520, o navegador português Fernão de Magalhães, a serviço do reino da Espanha, descobriu a conexão entre o Pacífico e o Atlântico.

Ao norte de Punta Arenas, a última cidade continental ao sul do Chile e principal cidade da Patagônia chilena, fica Torres del Paine, um verdadeiro santuário de beleza e paz, procurado por esportistas e aventureiros do mundo inteiro.

O parque nacional é um dos cenários mais inebriantes desta região selvagem, com pampas, rios, lagoas, cachoeiras e uma imponente cadeia de montanhas.

Para chegar, é preciso pegar um voo de Santiago até Punta Arenas com duração de quatro horas e encarar mais uma jornada de três horas de carro rumo à cidade de Puerto Natales. Parece longe – e de fato é –, mas absolutamente recompensador. A última parte da viagem já revela paisagens estonteantes. Portanto, se possível, viaje de dia e escolha um voo direto para Punta Arenas, sem conexão em Puerto Montt, pois isso encurta o percurso.

 

Luxo, por que não?

Eles têm algo em comum: são hotéis de primeiríssimo nível, que poderiam estar nas capitais mais badaladas e sofisticadas do planeta. Mas não, estão aqui, nos confins do mundo, e por suas amplas janelas deixam entrar um cenário capaz de surpreender até os turistas mais experientes.

Outra importante característica que faz parte do DNA desses requintados hotéis é a proposta de levar o hóspede a desbravar a natureza com segurança, comodidade e uma pitada generosa de luxo. A ideia é fazer do entorno o protagonista, ainda que o viajante tenha bons motivos para não querer colocar os pés para fora. Mas a proposta é se aventurar, e a recompensa vem sempre ao final do dia, na forma de mimos reconfortantes.

Todos têm um chef exclusivo e oferecem alta gastronomia, valorizando os produtos locais e frescos. As refeições estão inclusas no valor das diárias, assim como boa parte das expedições, lideradas por guias especializados em atividades ao ar livre, primeiros socorros e conhecimento da fauna e flora da região. Confortáveis caminhonetes com motoristas levam os passageiros a desbravar montanhas e lagos, que não raramente são ponto de partida para caminhadas, cavalgadas e passeios de barco ou de bicicleta. E, muitas vezes, uma combinação de todos.

 

REMOTA

OUSADIA E ACONCHEGO

O estilo despojado do Remota é obra de Germán del Sol, um dos mais prestigiados arquitetos do Chile. Olhando de fora, o hotel parece… bem, não é muito fácil de identificar com o que a “caixa preta” retangular e irregular se assemelha. A construção se espalha por um generoso terreno e seu quintal está voltado para as montanhas. No jardim interno, ovelhas pastam tranquilamente.

No interior da construção, a sensação é de puro aconchego. Janelas, muitas janelas, aproximam ainda mais o visitante da natureza. Os quartos são espaçosos, com paredes de madeira pintadas em tom pastel, camas amplas e edredons ultrafofinhos. Do banheiro, uma parede de vidro fosco prolonga o contato com a natureza.

Na área social fica o restaurante, com vista de camarote para as montanhas. Depois de um dia de calvagadas e caminhadas por Puerto Natales, nada melhor que se render às boas opções do menu.

Em meio a tantas atividades, é recomendável também tirar um tempo para fazer “nada”, a não ser desfrutar do aconchego do hotel. Nesse caso, a dica é subir a rampa em direção à salinha do cochilo, da leitura e da preguiça. Almofadões e pelegos sobre colchões apoiados em uma estrutura de madeira tomam conta do espaço e são um convite tentador ao exercício do ócio sem culpa.

Além de caminhadas, passeios a cavalo e tours de bicicleta, o Remota promove atividades como a pesca com mosca e a observação de aves, comandadas por especialistas de renome internacional na área.

 

 

 

TIERRA PATAGONIA

PROVOCATIVO E ÚNICO

A localização dessa preciosidade patagônica não poderia ser melhor: na entrada do parque Torres del Paine, onde são realizados aos melhores passeios. Mas isso não é nada comparado à vista que o Tierra Patagonia oferece para as Torres, as três montanhas que são o símbolo máximo e dão nome ao mais famoso parque chileno.

Logo na chegada, ao passar pela recepção e percorrer o corredor de madeira e vidro, o visitante chega à grande sala onde estão o bar, o restaurante e o espaço de estar, com poltronas e lareiras, uma janela de uma ponta a outra, emoldurando as Torres del Paine e o lago Sarmiento, o maior no interior do parque. No formato de torres, os três maciços na beira de um lago podem ser vistos o tempo todo. Suas cores e formas variam de acordo com a luz do dia, sem nunca perder o encanto que deixa todos maravilhados.

O Tierra tem uma arquitetura arrojada, com teto arredondado, comprido e plano. O projeto, de autoria do trio de arquitetos Cazu Zegers, Rodrigo Ferrer e Roberto Benavente, buscou integrar a construção à paisagem, e não competir com ela. Portanto, é natural que as instalações sejam tão provocativas e charmosas quanto o cenário exterior.

 

 

Pensada por Alexandra Edwards e Carolina Delpiano, a decoração privilegia peças feitas à mão por artesãos chilenos e esbanja conforto e charme. Os quartos são espaçosos e equipados com uma banheira-design. A piscina com spa tem vista para as montanhas e o sistema de aquecimento da água permite ao visitante apreciar a vista, enquanto seu corpo se mantém imerso e relaxado.

Além de atividades exclusivas, como o recém-lançado sáfari fotógrafico, itinerário de seis dias guiado pela fotógrafa Pía Vergara que percorre os bosques milenares, gigantescos icebergs e pampas de Torres del Paine, o Tierra Patagonia oferece aos hóspedes a possibilidade de chegar em um voo particular a partir de Puerto Natales.

A melhor excursão dentro do Parque Torres del Paine é a caminhada até a base do conjunto montanhoso. Prepare- -se para andar por sete horas. Embora não seja difícil, o percurso é longo. Com algum preparo físico, é possível fazer a expedição com mais facilidade e evitar aquela dor nas pernas no dia seguinte. Mas, mesmo que você não seja um exímio esportista, deve encarar este desafio e desfrutar de uma paisagem emocionante e rara.

 

THE SINGULAR PATAGONIA

PASSADO E FUTURO

Distante apenas cinco quilômetros de Puerto Natales, no povoado de Puerto Bories, o Singular pode ser definido como suntuoso e enigmático. Construído no mesmo local onde funcionou o antigo frigorífico Bories, do começo do século 20, a reforma que deu lugar ao hotel preservou parte da edificação original e do maquinário, hoje exposto ao longo dos corredores.

Aqui, existe uma agradável mistura de modernidade, conforto e preservação do passado. Os longos corredores com estrutura de ferro e alumínio podem remeter tanto a um filme de ficção científica quanto ao cofre do Tio Patinhas. O estilo sóbrio e elegante, obra do designer de interiores Enrique Concha e do arquiteto Pedro Kovacic, é luxuoso e acolhedor.

Os quartos são nada menos que espetaculares. A parede toda de vidro não permite saber exatamente onde acaba o quarto e começa o Canal de Señoret, ponto de partida para expedições marítimas rumo aos fiordes patagônicos. Uma confortável poltrona fica bem de frente para o fundo infinito e convida o hóspede a se acomodar e passar algum tempo simplesmente contemplando a beleza da água, das montanhas e do céu.

A cozinha comandada pelo chef Laurent Pasqualetto merece atenção: é irretocável. Destaque para os peixes sempre frescos preparados com perfeição. Alguns dos diferenciais que fazem do Singular tão singular são as lanchas privadas e os passeios aos glaciares de Balmaceda e Serrano. Localizados nos fiordes de Ultima Esperanza e dentro do Parque Nacional Bernardo O’Higgins, os glaciares fazem parte da maior área de proteção ambiental do Chile, com mais de 35 mil quilômetros quadrados de vegetação nativa e fauna diversificada, onde é possível ver pinguins, condores e até pumas. É possível ainda optar por atividades no parque Nacional de Torres del Paine, a cereja do bolo, de uma beleza única e emocionante

 

Quando ir: A melhor época para visitar a Patagônia é no verão, de maio a outubro, quando a temperatura é mais amena. O inverno costuma ser rigoroso, com os termômetros abaixo de zero e dias mais curto.

 

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Texto e fotos Cris Berger
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Palácio Africano

O hotel seis estrelas The Palace é apenas uma das joias que uma viagem à África do Sul reserva a quem busca conforto, aventura, belas descobertas e contato com a natureza.

 

No lugar da terra, um palácio. Onde um dia foi um deserto, hoje está um hotel seis estrelas chamado The Palace, na surpreendente África do Sul. Ele fica em Sun City, a cidade perdida, como diz a lenda, na província de North West, a duas horas de carro de Joanesburgo, porta de entrada do país. Embora haja outros hotéis no complexo, nenhum deles detém as veneradas seis estrelas que o The Palace exibe sem timidez. Tudo nele é superlativo. O projeto é fruto da excentricidade do bilionário sul-africano Sol Kerzner. Inagurado em 1992, o empreendimento custou, na época, a bagatela de US$ 280 milhões. Kerzner quis transformar uma região árida em um mundo dos sonhos e da imaginação – e conseguiu. Do nada, criou tudo. De uma lenda, inventou um reino próprio onde se pode brincar de ser rei por alguns dias.

 

Para a realeza: o melhor

O burburinho da cidade ficou para trás. O carro deixa a estrada, entra na propriedade e logo é possível avistar a fonte e o chafariz. Um pouco mais para cima estão os leopardos de pedra. Começa, então, uma viagem exótica, singular e certamente marcante. Dali em diante, o mundo se resumirá a um grande complexo hoteleiro onde o The Palace reina absoluto. Ele é a grandeza, a riqueza, um projeto megalomaníaco no meio da selva africana, exclusivo para hóspedes.

Na entrada, assim que o carro para, os portões são abertos e, com um sorriso, um funcionário diz: “Welcome to The Palace”. A vida da África selvagem inspira a arte e a decoração por aqui. Ao adentrar o lobby, um olhar atento revela o desenho do domo pintado à mão e a escultura do artista Daniel De Jager, representando a fuga de impalas dos guepardos. Nos próximos dias, você será tratado como um rei, com atendimento impecável, digno de toda a honra e pompa da realeza.

Não importa em qual dos 338 quartos você se hospede, em todos encontrará extremo conforto, espaço em abundância e luxo, muito luxo. Além deles, há uma vida surpreendente a descobrir. Fãs e praticantes de golfe dos quatro cantos do planeta sabem o significado de ter dois campos de 18 buracos assinados pelo cultuado sul-africano Gary Player. Anualmente, o campeonato Nedbank acontece nos campos de Sun City com a presença dos melhores jogadores do mundo, o que deixa o resort em total estado de euforia.

A praia com areia branca, intensa vegetação, pequenos quiosques e ondas artificiais de até dois metros de altura foi batizada como The Valley of the Waves e desponta como uma espécie de oásis no deserto. Os dois cassinos abertos 24 horas têm black jack, pocker e roletas. Frank Sinatra, Rod Stewart, Elton John e Joe Cocker já se apresentaram no Sun City Theatre, que tem uma agenda marcada pela apresentação de grandes nomes.

No safári do Pilanesberg National Park, vizinho ao complexo, há a possibilidade de ver os Big Five (leão, leopardo, rinoceronte, elefante e hipopótamo). É fato que nada é garantido na selva, mas só a ideia de estar no hábitat natural desses animais incríveis já vale o passeio, que acontece logo pela manhã ou ao entardecer, horários em que os bichos estão acordados para caçar. O passeio de balão para observar a fauna e a flora locais é outro programa inesquecível, mas depende de o vento estar com a potência certa. Para embarcar nessa aventura a muitos metros do solo, é preciso um pouco de sorte e ficar de olho nas condições climáticas.

 

Fim de tarde | As luzes dão mais glamour à fachada rebuscada do The Palace (acima). Abaixo, vista para o Water Front: o antigo cais de Cape Town se tornou um charmoso ponto turístico

Voltando ao hotel depois de um dia de muitas descobertas, a dica é um jantar no elegante The Villa del Palazzo. Com vista para a piscina, prepara pratos da cozinha italiana e tem uma incrível carta de vinhos. Outra opção é o The Crystal Court, especializado na culinária internacional. Quem quiser um jantar mais romântico pode solicitar que uma mesa seja montada no Gazebo. Já o “pre and after hours” deve ser desfrutado no Tusk Bar and Lounge, que conta com uma generosa lista de coquetéis premiados. Ah, isso sem falar no café da manhã, momento solene em que diversas ilhas servem crepes, ovos e um vistoso bufê, com frutas, frios, caviar, pães e belos exemplares da mais fina pâtisserie. O bar da piscina e o The Crocodile Lounge são ideiais para fazer lanches rápidos e saborear petiscos no meio do dia.

De cima da torre do The Palace, a vista é privilegiada. Em primeiro plano, está a piscina rodeada de árvores, colunas, gazebos, guarda-sóis e espreguiçadeiras. Mais adiante, fica a praia.

No topo do hotel, com o mundo a seus pés, o melhor a fazer é entrar no clima e descobrir como é a vida seis estrelas.

 

Do palácio à mais bela cidade do mundo

Lindíssima cidade à beira-mar, com uma formação rochosa nada menos que espetacular e banhada por dois oceanos: a oeste, pelo Atlântico, e a leste, pelo Índico. Na pontinha dos dois mares, o lendário e mítico Cabo da Boa Esperança, descoberto pelo navegador português Bartolomeu Dias, em 1488. Dramática, linda, moderna e cheia de personalidade, a Cidade do Cabo – ou Cape Town – conquista no primeiro encontro, levando o viajante a questionar: “Seria ela a verdadeira cidade maravilhosa?”. Sim, muita gente a compara ao Rio de Janeiro, não apenas pela beleza, mas também pelo recorte geográfico que ambas exibem de forma única. Devido à sua localização, as constantes mudanças climáticas fazem com que o cenário mude ou desapareça em segundos, engolido pela neblina. E logo volta a surgir, majestoso.

 

Porta de entrada para a região vinícola do país, a Cidade do Cabo é extensa, um lugar para se andar de carro. A menos que você seja um exímio atleta e queira acompanhar os ciclistas e corredores que percorrem longas distâncias em meio a cenários paradisíacos. Eles estão por toda parte, a qualquer hora do dia. Mas se esse não for o caso – ou seu caso no momento –, o melhor é contratar um carro com motorista, já que a direção é na mão inglesa. Assim, você também fica livre para apreciar os ótimos vinhos sul-africanos.

Como há muito para ser visto, em diferentes regiões da cidade, cada passeio pode levar um dia inteiro, por isso é fundamental estabelecer uma agenda. Independentemente do estilo do viajante, há alguns programas quase obrigatórios, como subir a Table Mountain; percorrer o cais do porto de Victoria & Alfred Water Front; passear de barco no final da tarde, quando o sol ilumina toda a cidade; fazer compras na feira de artesanato ao ar livre de Hout Bay, aproveitando para admirar e fotografar os leões-marinhos; visitar a charmosa cidade de Simon e conhecer a colônia de pinguins de Boulder Beach; ir até o Cabo da Boa Esperança; jantar na praia de Camps Bay; admirar as montanhas dos Doze Apóstolos; descobrir vinhos de Stellenbosch e tomar um chá das cinco no hotel Table Bay.

 

Passo a passo

Ficou perdido em meio a tantas possibilidades? Então, vamos por partes. Comece seu passeio pelo Water Front, o antigo cais do porto que se tornou um movimentado, charmoso e bem frequentado ponto turístico, com lojas de grife e bons restaurantes. De lá, aproveite para admirar de camarote a Table Mountain, o principal cartão- -postal da cidade. É verdade que dá para vê-la de diversos pontos, mas a patir do Water Front a montanha parece ganhar charme especial. Quando o sol estiver prestes a se pôr, faça um passeio de barco pela baía e prepare-se para “cair de joelhos” por Cape Town e desejar voltar sempre que possível. A cidade é simplesmente arrebatadora!

 

Rótulos premiados Acima, uma das propriedades de Stellenbosch, a cidade dos vinhedos e da arquitetura vitoriana. Abaixo, vista de Cape Town a patir de Water Front

 

Uma vez que a Table Montain foi vista a partir de baixo, é hora de subir até seu ponto mais alto, a 1.067 metros de altura, e caminhar na base reta da “mesa”. Bondinhos como os do Pão de Açúcar, no Rio, levam os turistas até o topo. Pode ser que o tempo feche e você não consiga ver nadinha; ainda assim, vale a pena. Com alguma sorte, você terá a melhor visão da cidade, portanto, arrisque.

A praia da Camps Bay é a mais badalada da região. No verão, a temperatura da água é tão quente quanto a do Sul do Brasil. No inverno, segue o mesmo comportamento e pode ser bem fria. De um jeito ou de outro, tente almoçar ou jantar em Victoria Road, rua que abriga restaurantes badalados. Aproveite para observar o conjunto montanhoso dos Doze Apóstolos, que está bem atrás da Camps Bay. Um pouco antes de chegar nela, estão as mansões de Clifton Beach. A próxima parada é na simpática Simons, pequena cidade e base naval a cerca de 40 quilômetros de Cape Town.

Passeie pela St. George’s Street e observe as casas construídas há 150 anos em perfeito estado de conservação. Depois, vá até Boulder Beach, praia que fica ao lado, para ver bem de pertinho os pinguins africanos. Uma passarela conduz os visitantes para perto das aves. Em Hout Bay, agradável cidade costeira a 20 minutos do centro da Cidade do Cabo, há uma feira de artesanato no porto que merece a visita. A propósito, você vai encontrar guerreiros africanos e máscaras por todos os lados, em lojas, feiras e até na beira da estrada. Impossível não comprar algumas peças, portanto, reserve espaço na mala ou traga-as na bagagem de mão.

Apreciadores de vinhos do Novo Mundo devem programar uma visita aos deslumbrantes vinhedos e propriedades de Stellenbosch, a cidade dos vinhos, das universidades, da arquitetura vitoriana e dos imigrantes holandeses.

Finalmente, reserve um dia inteiro para ir ao Cabo da Boa Esperança. No caminho, você vai se deparar com vários babuínos. Pare para fotografar, mas não chegue muito perto, eles são ariscos e fortes. Chegando ao Cabo, há um farol no alto, de onde a vista para o oceano é única. É possível chegar até a beira da praia, cheia de pedras, embora o vento seja forte e constante. Nessa esquina do mundo, os dois oceanos se encontram. No passado, a região foi marcada por muitos naufrágios, mas foi aqui também que Bartolomeu Dias fez a “curva”, descobrindo assim o caminho para as Índias, um grande feito que inaugurou as relações comerciais com a Ásia.

No último dia, entregue-se sem cerimônia à gula no elegante salão de chás do hotel Table Bay, incrustado no Water Front. Através das janelas, é possível admirar a Table Mountain. Escolha um sofazinho e deguste com calma os finger foods e uma bela xícara de Earl Grey Tea, enquanto relembra os dias incríveis em terras africanas, no seu palácio e na cidade maravilhosa.

 

Texto e fotos Cris Berger

 

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Pedaladas mundo afora: uma jornada inigualável

Uma Bicicleta e muita disposição são suficientes para transformar qualquer viagem em uma jornada inigualável.

 

Oficialmente, a bicicleta foi inventada em 1818, em – bora os primeiros traços do veículo tal como conhece – mos tenham sido feitos por Leonardo da Vinci por volta de 1490. Desde então, sua finalidade não mudou muito: possibilitar às pessoas irem mais longe com as próprias pernas. Feitas de madeira e sem pedais, as primeiras bici – cletas não cumpriam bem esse propósito. Mas, a partir do final do século 19, quando começaram a se tornar mais parecidas com as atuais, os ciclistas perceberam que não havia limites para suas pedaladas.

Hoje, é possível pedalar em praticamente qualquer lugar do mundo. De cidades pequenas a movimentadas metrópoles, de autoestradas a trilhas estreitas, da rua do bairro a países remotos, qualquer que seja o destino, a bicicleta é um dos melhores meios para chegar a esses lugares e conhecê-los.

Quem decide percorrer uma cidade ou país sobre duas rodas está mais aberto às experiências do caminho. O cicloturista consegue assimilar informações que pas – sariam despercebidas se estivesse viajando de carro, de trem, de ônibus ou mesmo em uma motocicleta. Isso sem contar as pessoas que encontra pelo caminho, afinal uma bicicleta carregada de bagagem e apetrechos dificilmente deixa de ser notada. Outra sensação incomparável é a de liberdade, de ter a chance de viajar na sua velocidade, de parar onde der vontade, seja para tirar uma foto, beber água ou apenas apreciar a paisagem. Tudo isso somado ao baixo impacto ambiental e aos benefícios que o exercício traz à saúde.

 

Na estrada

Ao contrário do que muita gente pensa, a bicicleta de viagem não precisa de muita sofisticação. No cicloturismo, menos é mais. Quanto menos complicada for a bicicleta, melhor será a viagem. O segredo é estar bem familiarizado com ela, não só para se sentir confortável e à vontade para pedalar com segurança, mas também para fazer algum conserto ou ajuste durante o caminho. Por isso, é preciso descomplicar antes mesmo de começar a pedalar.

Escolhida a bicicleta, o próximo passo é traçar o roteiro. É fundamental conhecer e estudar bem o percurso. A partir dele é que se define quantos dias de pedal serão necessários, qual equipamento é o mais apropriado e a quantidade de bagagem.

Feito isso, é hora de fazer as malas – ou melhor, os alforjes, que são as bolsas que ficam presas nas laterais da bicicleta. A quantidade de bagagem varia de acordo com o roteiro, podendo ir de poucas trocas de roupas, ferramentas e algo para comer até pesados 30 quilos, divididos entre barraca, saco de dormir, fogareiro e mais uma série de equipamentos que preenchem os alforjes de quem faz longas viagens ou precisa ser autossuficiente em alguns momentos.

O mais importante para os iniciantes é ir com calma. O indicado é começar com viagens de um dia ou de um fim de semana e, aos poucos, aumentar a distância e a autonomia na estrada. Em pouco tempo, viagens de semanas ou mesmo de meses serão possibilidades muito próximas.

Não importa se o objetivo é mais ou menos audacioso, há sempre uma viagem perfeita para cada tipo de aventureiro. Pensando nisso, a Day by Day selecionou roteiros ideais para quem quer cair na estrada e ver o mundo de um novo ângulo: de perto e sobre duas rodas.

 

JORNADA HISTÓRICA

Estrada Real(Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro)

Pedalar pela Estrada Real não é apenas uma viagem, é também um mergulho nas páginas da história do Brasil. Construída por Dom Pedro I para facilitar o escoamento de pedras e metais preciosos de Minas Gerais até o porto de Paraty, no Rio de Janeiro, essa estrada é hoje um paraíso para os cicloturistas. Além da excelente sinalização e boa estrutura hoteleira, quem pedala pela Estrada Real conta com a hospitalidade e a simpatia da população e a generosa natureza ao longo do trajeto, como as dezenas de cachoeiras do Parque Nacional da Serra do Cipó e as belas paisagens da Serra do Mar, já no Rio de Janeiro. No total, são 1.600 quilômetros, divididos em quatro roteiros: o Caminho dos Diamantes, de Diamantina (MG) a Ouro Preto (MG); o Caminho Velho, de Ouro Preto a Paraty (RJ); o Caminho Novo, de Ouro Preto a Petrópolis (RJ); e o Caminho do Sabarabuçu, uma rota alternativa em Minas Gerais. Por ser um roteiro montanhoso, é preciso ter bom condicionamento físico para encarar a jornada. O ótimo site da Estrada Real ajuda a fazer o planejamento da viagem e escolher os trechos onde pedalar. www.estradareal.tur.br

 

TOUR DOS SONHOS

Provence (França)

Pedalar pelas mesmas estradas da maior competição de ciclismo do mundo, o Tour de France, é o sonho de muitos amantes do esporte. A possibilidade de somar a essa experiência belas paisagens, floridos campos de lavanda e de girassol, ruínas romanas, vilarejos, simpáticos bistrôs e um céu exageradamente azul faz deste roteiro um dos mais famosos e procurados por cicloturistas de todo o mundo. Com os picos nevados dos Alpes a norte e o azul-turquesa do Mediterrâneo a sul, as possibilidades de passeio pela Provence são inúmeras. Os roteiros mais famosos se concentram ao redor da cadeia de montanhas do Luberon, onde estão as imagens mais icônicas da região, como vilarejos centenários, oliveiras e plantações de alfazema. Independentemente do percurso, cidades como Avignon, Arles e Forcalquier, bem como os vilarejos de Roussillon e Mane, merecem uma visita. Ao se programar, confira se as datas não coincidem com as do Tour de France, quando as estradas da região costumam ser interditadas. www.france.fr

 

LA DOLCE VITA

Toscana (Itália)

A Itália é um dos maiores centros do ciclismo no mundo e oferece inúmeras possibilidades para quem quer pedalar desfrutando de paisagens idílicas. Com charmosas cidades como Florença, Siena, Arezzo e Pisa, a Toscana é cenário perfeito para uma prazerosa jornada. Com boas estradas, ótima estrutura turística e cidades e vilarejos que são um convite a uma parada para desfrutar de um espresso ou gelato, percorrer a região de bicicleta é uma experiência para todos os sentidos. Mais do que preparo físico, falar algumas palavras em italiano pode facilitar a comunicação com os moradores, especialmente nos vilarejos. www.italia.it

 

RODAS E VINHOS

Mendoza (Argentina)

Para uma primeira cicloviagem internacional, a província de Mendoza, na Argentina, é uma ótima opção. Viajar por suas estradas, ao lado da Cordilheira dos Andes, é ter a companhia constante de montanhas de picos nevados e paisagens arrebatadoras. Uma das grandes produtoras de azeite e vinho do mundo, Mendoza garante ao viajante uma saborosa experiência gastronômica, assim como agradáveis visitas a vinícolas e adegas. Há várias opções de roteiro, com diferentes níveis de dificuldade. Se puder, evite viajar no inverno, que costuma ser rigoroso. www.turismo.mendoza.gov.ar

 

ENTRE RIOS E MONTANHAS

Alpes (Áustria)

Na Europa, o que não falta são roteiros para viagens de bicicleta. Uma das mais procuradas é a Rota Tauern, entre os Alpes austríacos. Mesmo rodeado por altas montanhas, o roteiro, que segue sempre ao lado dos rios Salzach e Saalach, tem estradas quase sempre planas, o que o torna acessível mesmo para iniciantes. Tudo começa no vilarejo de Krimml, nos arredores de Salzburgo, e termina em Passau, na fronteira com a Alemanha, em um total de 280 quilômetros de estradas de asfalto e terra batida. Apesar de a distância não ser muita, a dica é reservar pelo menos uma semana para percorrê-la e aproveitar as atrações do caminho. Com menos de mil habitantes, Krimml abriga a maior cachoeira da Europa, com 380 metros de queda. A pequena Zell am See, entre Krimml e Salzburgo, oferece inúmeras opções de resorts para um dia de descanso. Já Salzburgo, a cidade onde Mozart viveu por muitos anos, é parada obrigatória. Isso sem contar os inúmeros castelos, lagos, cavernas e pitorescos vilarejos ao longo do trajeto. O passeio só pode ser feito de maio a outubro, época quente do ano, quando os Alpes não estão cobertos de neve. www.austria.info

 

O BRASIL COM SOTAQUE ALEMÃO

Circuito Vale Europeu (Santa Catarina)

O primeiro roteiro brasileiro concebido especialmente para viagens de bicicleta fica no interior de Santa Catarina e inclui a passagem por vilarejos e pequenas cidades com forte influência alemã. São 300 quilômetros de extensão, divididos em sete etapas. É perfeito para quem começa a viajar e quer fazer um roteiro de uma semana. O percurso começa e termina na cidade de Timbó, em Santa Catarina, onde os participantes retiram seus ‘passaportes’ para a aventura e, ao final, recebem o certificado oficial de conclusão do passeio. Boa sinalização, segurança, hospitalidade da população local e o contato com a natureza fazem deste o roteiro o predileto de muitos cicloturistas. www.circuitovaleeuropeu.com.br

 

 

VIAGEM PELO INTERIOR

Caminho do Sol (São Paulo)

Inspirado no Caminho de Santiago de Compostela, na Espanha, o Caminho do Sol é uma boa opção para a primeira cicloviagem. Com 241 quilômetros de extensão, o trajeto é todo sinalizado e tem boa estrutura para receber os visitantes. O percurso começa em Santana de Parnaíba e termina em Águas de São Pedro. O percurso é tranquilo, com estradas de terra em meio à natureza e a belas paisagens. Na partida, o participante recebe um passaporte, mapa e guia, que o ajudam a entrar no clima do passeio desde o início. www.caminhodosol.org

 

PEDAL URBANO

Uma opção cada vez mais comum para conhecer uma cidade é pedalar por suas ruas e avenidas e chegar a destinos que nem o melhor guia de viagem conseguiria indicar. Para fazer isso, é possível levar sua própria bicicleta, alugar uma ou usar as bicicletas públicas, disponíveis em muitas metrópoles do mundo. São Paulo e Rio de Janeiro têm pontos de bicicletas públicas espalhadas por seus bairros, para facilitar o deslocamento. Na Europa, onde nasceu a ideia, a facilidade é ainda maior. Em lugares como Paris, Barcelona e Copenhague, as bicicletas se tornaram mais que um modo de transporte, são um verdadeiro símbolo da qualidade de vida de seus habitantes.

 

Usar bicicletas públicas, disponíveis em muitas metrópoles do mundo, levar a própria ou alugar uma são opções para pedalar por aí.

 

Em boa companhia

Um dos receios de quem começa a viajar de bicicleta é encarar o percurso sozinho ou não ter assistência durante a jornada.
Mas isso não é motivo para deixar de fazer as malas, ou melhor, encher os alforjes. Há várias empresas especializadas em organizar, preparar roteiros e levar grupos para diversos destinos no Brasil e no exterior. Conheça algumas delas:

  • Auroraeco (www.auroraeco.com.br):
    oferece roteiros no Brasil ena América do Sul. As opções vão da Estrada Real, em Minas, à Mendoza, na Argentina.
  • Bike Expedition (www.bikeexpedition.com.br):
    é especializada em roteiros por países europeus.
  • Go Biking (www.gobiking.com.br):
    oferece viagens curtas pelo Brasil, como o Caminho do Sol e o Vale Europeu.
  • Pisa Biking (www.pisa.tur.br):
    oferece viagens que combinam bicicleta e aventura. Há opções como o Vale Europeu e as montanhas da Itália.

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