"O
INSTA DESTAQUE, INVESTIMENTOS

O que é CDB e como investir?

Quando se decide realizar uma aplicação com baixos riscos é comum se pensar em poupança. Porém, esse é um investimento com baixo rendimento e que não traz, desta forma, ganhos adequados para quem quer realizar projetos de vida mais arrojados.

Neste artigo, vamos demonstrar o que é e como funciona o CDB – Certificado de Depósito Bancário. Dessa forma, para que possa ser entendido como uma excelente opção à tradicional poupança e com segurança garantida.

 

O que é CDB?

CDB é um dos investimentos mais tradicionais oferecidos pelos Bancos. Ele é bastante procurado pelos clientes que tem um perfil mais conservador, principalmente por oferecer segurança e rentabilidade diferenciada.

Quando o cliente faz uma aplicação em CDB, é como se estivesse emprestando seus recursos a uma instituição financeira. Como consequência, receberia remuneração (rentabilidade) por essa operação.

Os Bancos médios e de menor porte oferecem uma melhor rentabilidade para atrair os investidores à aplicação em CDB. São oferecidas duas formas de remuneração ao investidor, definidos como títulos prefixados e pós-fixados.

 

Como é a rentabilidade de CDB?

CDB tem muita atratividade, pois costumam remunerar seus investidores por rentabilidades acima dos demais investimentos em renda fixa.

Normalmente, possui retornos acima de 100% do CDI – Certificado de Depósito Interbancário –, sendo assim, superior a poupança. Principalmente com a atual política de juros do Banco Central, que regula a taxa Selic.

Dessa maneira, é importante que o investidor se informe sobre as taxas pagas pelo banco, antes de definir a sua aplicação em determinada instituição. O Banco Daycoval, instituição sólida e com larga experiência no mercado, oferece, na atualidade, taxas superiores ao CDI.

 

Quais os impostos e taxas cobrados?

Esse tipo de aplicação possui incidência de IOF – Imposto sobre Operações Financeiras e IR – Imposto de Renda.

Portanto, recomendamos ficar atento a alguns aspectos:

  • remuneração obtida;
  • prazos;
  • valores a aplicar.

Inclusive, é fundamental para a definição de aplicação e em que banco será direcionado seus recursos, para não ter a possibilidade de perdas não previstas.

A incidência de IOF no CDB ocorre nos trinta primeiros dias, depois desse prazo não há mais a incidência desse tributo sobre a rentabilidade.

Já o IR, incide somente sobre a rentabilidade auferida e considera a tabela regressiva, vinculada a prazos de aplicações. Desta maneira, quanto mais tempo o valor fica aplicado, a alíquota de imposto de renda é menor, conforme tabela a seguir:

  • Até 180 dias, alíquota de 22,5%;
  • De 181 a 360 dias, alíquota de 20%;
  • De 361 a 720 dias, alíquota de 17,50%
  • Acima de 720 dias, alíquota de 15%.

Conhecendo essas condições e particularidades, é possível obter rendimentos bastante significativos em relação a poupança.

 

Quais garantias na aplicação em CDB?

O CDB é garantido pelo FGC – Fundo Garantidor de Crédito –, para valores de aplicação até R$ 250 mil, considerado este limite por CPF e instituição bancária.

Essa garantia é importante, pois o investidor fica seguro, em caso de falência da instituição bancária em que fez seu investimento. Dessa forma, o ideal é procurar um banco com atuação consolidada no mercado e que tenha boas avaliações de rating por empresas especializadas e ativas no mercado.

 

Como investir em CDB?

Ao definir a instituição financeira mais adequada, é possível escolher entre duas modalidades de aplicação, que pode ser a pós-fixada ou a prefixada:

  • Pós-fixados – são aqueles em que o investidor só sabe quanto vai ter de rendimento no final do prazo do investimento. Geralmente, são investimentos que pagam a rentabilidade de acordo com a variação de algum índice, como por exemplo: CDI, IPCA, TR, IGPM;
  • Prefixados – são aqueles que têm a rentabilidade fixada na data da aplicação. Nessa modalidade de investimento, é possível determinar o valor exato de resgate no fim da aplicação.

Quando o investimento pós-fixado é vantajoso?

Investimentos com rentabilidade pós-fixada podem ser boas escolhas quando o investidor se encaixa em uma ou mais das seguintes condições:

  • O investidor acredita que as taxas de juros reais do país irão aumentar durante o período do investimento;
  • O investidor quer um investimento que tenha remuneração em linha com a variação da taxa de juros real do país sem a necessidade de saber o valor final do investimento (o que é mais comum em aplicações de curto prazo).

Quando o investimento prefixado é vantajoso?

Investimentos com rentabilidade prefixada podem ser boas escolhas quando o investidor se encaixa em uma ou mais das seguintes condições:

  • O investidor quer saber o valor exato que receberá no vencimento do investimento. Muitos investidores preferem saber quanto vão receber por não gostarem da incerteza que o risco traz em outras modalidades de investimento;
  • O investidor acredita que as taxas de juros do país (Taxa Selic) irão manter-se ou poderão cair durante o período do investimento.

A opção por um dos tipos de aplicação está sempre vinculada ao perfil do investidor e deve ser avaliada previamente. Tudo para realizar a aplicação que melhor se enquadre em seu perfil.

 

Considerações finais sobre o que é CDB e como investir

CDB sempre oferece taxas de rendimento bastante atrativas, maiores que a poupança e com a mesma segurança.

Investidores com perfis conservador e moderado devem optar por esse tipo de investimento, pois oferecem uma boa rentabilidade com mais rapidez e segurança.

Há ainda a opção por investimentos com liquidez diária, que permitem a realização de resgate antecipado e a qualquer momento. Ou, por outro lado, sem liquidez diária, quando a liquidez se realiza somente no vencimento da aplicação.

Neste caso, a rentabilidade é melhor ainda, pois como o Banco tem a garantia de contar com o investimento por um período fixo, é possível conseguir melhores condições e muito mais atrativas com rentabilidades superiores a 100% do CDI.

O Banco Daycoval possui uma estrutura que pode atender a suas necessidades com uma equipe qualificada e ofertando condições diferenciadas em relação à concorrência.

Podemos oferecer taxas atrativas para seus investimentos. Para saber mais, acesse nossa página e aproveite para realizar investimentos adequados a seu perfil de investidor.

""/
ENTRETENIMENTO

Dias de Realeza: castelos e palácios para se hospedar

Castelos e palácios históricos restaurados dão lugar a hotéis de luxo e garantem aos hóspedes uma experiência única: o privilégio de fazer uma viagem ao passado com todo o conforto da modernidade.

 

Poucas coisas intrigam e atraem tanto a curiosidade de turistas como o estilo de vida luxuoso de alguns de nossos antepassados. Nada mais natural então que atrações como o Palácio de Versalhes, na França, o Palácio de Schönbrunn, na Áustria, e o Castelo de Neuschwanstein, na Alemanha, sejam alguns dos lugares mais visitados do mundo.

Mas, que tal ir além de uma simples visita e fazer de sua próxima viagem uma experiência digna da realeza? Foi com esse objetivo que palácios e castelos na Europa, na Ásia e até nos Estados Unidos investiram em minuciosos trabalhos de restauração e modernização para se transformar em hotéis cinco estrelas. Um exemplo é o belíssimo Palácio Belmonte, em Lisboa. Localizada no topo da capital portuguesa, próximo ao Castelo de São Jorge, com uma vista deslumbrante para o Rio Tejo e para o bairro de Alfama, a suntuosa construção do século 15 passou por um processo de recuperação que levou seis anos.

No Palácio Belmonte, a modernidade está em cada detalhe, mas o que predomina é o tom nostálgico e elegante, seja nos aposentos de mármore ou na sala do piano.

O palácio foi construído em 1449, sobre antigas fortificações romanas e mouriscas, que datam de 138 a.C. Em 1503, ninguém menos que Pedro Álvares Cabral viveu ali. Foi também o navegador português o responsável por idealizar uma nova ala para o castelo. Além do morador ilustre, outras figuras históricas foram hóspedes em Belmonte, como Vasco da Gama. No século 18, o palácio recebeu um dos seus detalhes mais marcantes: uma série de 59 painéis, com quase 4 mil azulejos, encomendados aos artistas Manuel Santos e Valentim de Almeida, mestres na arte de pintar azulejos. Instaladas em vários ambientes, as peças retratam cenas do cotidiano na corte em Portugal.

Depois de viajar pelo mundo, o empresário francês Frèdèric Coustols se encantou com o palácio e decidiu comprá-lo, em 1994. “É uma construção maravilhosa, que sobreviveu a cinco diferentes períodos de nossa era e representa uma síntese da história portuguesa ao longo de mais de 2 mil anos”, diz.

Conhecido por seu engajamento em causas ecológicas, Coustols se comprometeu a comandar um projeto ambicioso de restauração, totalmente apoiado em princípios sustentáveis. Durante o processo, que consumiu € 2 milhões, foram utilizados os mesmos materiais da construção original, e, quando esses não estavam disponíveis, tiveram de ser reproduzidos. “Foi um enorme desafio, que envolveu muito respeito e paciência.”

O resultado da recuperação é estarrecedor. O hotel tem apenas dez suítes. Cada uma recebeu o nome de um grande personagem da história portuguesa. A Bartolomeu de Gusmão, por exemplo, que homenageia o sacerdote, cientista e inventor luso-brasileiro, foi eleita pela publicação Condé Nast uma das mais belas suítes do mundo.

No Palácio Belmonte, a modernidade está em cada detalhe, mas o que predomina é o tom nostálgico e elegante, seja na imponente biblioteca, nos aposentos de mármore ou na sala do piano. É essa volta ao passado, mas com o conforto dos dias de hoje, que o público desse tipo de hospedagem busca. “São pessoas que, em geral, já rodaram o mundo”, diz Rosely Matheus, agente de turismo.

 

Requinte à francesa

Há 15 anos, o paulistano Reinaldo Ferneda se hospedou pela primeira vez no Le Grand Monarque, em Azay-le-Rideau, no coração do Vale do Loire, na França. “Fui por indicação de um amigo, principalmente por causa da qualidade da comida. Jantar lá sempre foi muito especial”, conta. Desde então, o médico já esteve na construção histórica do século 18 em outras duas ocasiões.

O Vale do Loire concentra muitos dos palácios e castelos transformados em hotéis de luxo no interior da França. Entre os diferenciais do Le Grand Monarque estão a combinação de uma gastronomia de alto nível, suítes bem equipadas, serviço à altura de um cinco estrelas e localização privilegiada, próximo a castelos, museus, igrejas e ao centro velho de Azay-le-Rideau.

 

Conforto e lazer | Acima, suíte do Château d’Esclimont, na França, um convite ao relaxamento. Abaixo, crianças participam de aula de culinária no italiano Castiglion del Bosco.

 

Situado a menos de uma hora de Paris, entre Versalhes e Chartres, o Château d’Esclimont foi erguido no entorno de um lago e de uma exuberante floresta. Com arquitetura renascentista, o castelo do século 17 foi residência da família Rochefoucauld, uma das mais influentes na época. Na porta de entrada, ainda é possível ler a inscrição C’est mon plaisir. (Este é meu prazer, em francês.) Os quartos preservam adornos primorosos. Há também salas para banquetes, com imensos lustres de cristal. Nos jardins, os hóspedes podem desfrutar de quadras de tênis e piscina aquecida. O hotel organiza passeios exclusivos na região, com direito a voos de balão e de helicóptero, trilhas de bicicleta e apresentações musicais com jantar a luz de velas na imensa propriedade.

 

Boa comida e vinhos de origem

Além da grande quantidade na França, em toda a Europa há, hoje, castelos e palácios transformados em hotéis sofisticados, especialmente no Reino Unido, na Itália, na Alemanha, em Portugal e na Espanha.

Na região italiana da Toscana, uma das maiores produtoras de vinho do continente, um dos destaques é o Castiglion del Bosco, em Montalcino. Localizada em meio a uma paisagem digna de cartão-postal, em Val d’Orcia, área declarada Parque Natural e Cultural pela Unesco, a propriedade de mais de 800 anos foi totalmente recuperada e renovada pelo casal Chiara e Massimo Ferragamo (presidente da grife Salvatore Ferragamo), atuais proprietários do castelo.

Além do prédio principal, com 23 magníficas suítes, os hóspedes podem desfrutar de vilas privativas, onde piscinas com fundo de pedra são um convite irresistível a um drinque ao pôr do sol. O hotel agrada, sobretudo, aos apreciadores da boa culinária e dos vinhos de qualidade. A adega contém rótulos do apreciado Brunello di Montacino, tinto classificado como Denominação de Origem Controlada e Garantida (DOCG), entre muitas outras preciosidades das melhores adegas italianas.

Os hóspedes do Castiglion del Bosco têm ainda dois restaurantes à sua inteira disposição. Na Osteria la Canonica, a cozinha privilegia ingredientes frescos, locais e orgânicos, e os visitantes podem ainda participar de aulas de culinária. Outra atração é o impecável campo de golfe com 18 buracos, desenhado por Tom Weiskopf, ex-jogador norte-americano que se tornou um exímio projetista de campos.

 

Tendência

Nas últimas décadas, alguns desses refúgios europeus foram adquiridos por grandes redes hoteleiras internacionais. É o caso do Grand Hotel Kempinski High Tatras, na Eslováquia. Situado nas margens do lago Štrbskè e aos pés das montanhas Tatras, o complexo é formado por três edifícios históricos, construídos em períodos diferentes: Jánošík (1893), Krivá (1906) e Hviezdoslav (1923). Cada um com sua própria arquitetura, mas criando um conjunto harmônico e singular. No mais antigo deles, muitos membros da alta aristocracia europeia chegaram a se hospedar, como nobres da família Habsburgo (uma das dinastias mais influentes na Europa, entre os séculos 13 e 20) e o rei da Sérvia.

Por muitos anos, as construções ficaram abandonadas. Até que, em 2003, um grande projeto arquitetônico resgatou a opulência do complexo. O projeto de restauração durou quase quatro anos e envolveu uma ampla pesquisa histórica, incluindo o uso de fotos e documentos originais.

Além das bucólicas cidades do interior da Europa, várias capitais abrigam castelos e palácios que foram reformados para abrir suas dependências aos turistas. O Hôtel de Crillon, em Paris, é um belo exemplo. Construído em 1758, por ordem do rei Luís XV, está estrategicamente situado entre a Place de la Concorde e o Jardin des Tuileries, a uma curta caminhada da icônica Champs-Élysées. Pertencente à rede Rosewood Hotels & Resorts, está fechado desde abril de 2013, para uma ampla reforma. A reabertura está marcada para o início de 2015, e as mudanças, segundo os administradores, prometem surpreender.

 

Referências culturais | Acima, ambiente do Palais Coburg, em Viena, reflete o legado da monarquia austríaca. Abaixo, refeição tipicamente toscana no Castiglion del Bosco

 

Já em Viena, o Palais Coburg, erguido no século 19, demandou três anos de restauração e um investimento de € 85 milhões. Parte da Relais & Châteaux, o hotel tem uma magnífica fachada em estilo clássico, com escadarias nas laterais e portas com imensas vidraças. No interior, é possível vislumbrar o poder e o legado da monarquia austríaca. Tapeçarias e pinturas originais estão lado a lado em suítes que oferecem luxo e conforto inigualáveis.

Outro lugar que não mede esforços para fazer os hóspedes se sentirem parte da realeza é o Ciragan Palace, em Istambul. Construído entre 1863 e 1867, por ordem do Sultão Abdülâziz, o castelo otomano está localizado na margem europeia do estreito de Bósforo. Com seus corredores e portais suntuosos, ocupou a 14a posição no ranking da rede norte-americana CNN, que listou as 15 suítes mais caras do mundo, em 2012.

Os vestígios da história de três impérios e outras tantas culturas ocidentais e orientais que ajudaram a moldar a civilização turca estão em cada detalhe, em cada passagem e no reflexo da capital sobre as águas do Bósforo. E só fechar os olhos e voltar ao passado.

 

Sem fronteiras

Apesar da história bem mais recente e de jamais ter sido governado por uma monarquia, os Estados Unidos têm alguns hotéis de luxo instalados em propriedades que, no século passado, abrigaram mansões e castelos de famílias abastadas. Próximo à cidade de Nova York e com vista para o rio Hudson, o Castle Hotel and Spa é uma dessas magníficas construções. Dentro do hotel, o spa Thann Sanctuary, conhecido como um oásis para o relaxamento, é o primeiro da rede fora da Ásia. Além dele, o premiado restaurante Equus é outro atrativo para os hóspedes e visitantes do Castle on the Hudson.

 

Estadia especial | Acima, piscina do spa do Grand Hotel Kempinski High Tatras, na Eslováquia. Abaixo, o luxuoso lobby do Ciragan Palace, na Turquia, dá as boas-vindas aos hóspedes

 

Com tradição de preservar sua cultura e seu patrimônio arquitetônico, a Ásia também reúne importantes hotéis-palácios, sobretudo na Índia. Um dos mais luxuosos é The Raj Palace, cujas instalações conservam as características da cultura hindu. Construído há quase 300 anos, o castelo é o mais antigo de Jaipur e passou por uma restauração que durou nada menos que 12 anos, antes de abrir as portas ao público. O Raj Palace se orgulha de ter o maior lustre de cristal da Índia, um museu de louças asiáticas, com peças de mais de 200 anos, e um dos melhores restaurantes de hotel do mundo, segundo a American Travel Association (Associação Americana de Viagem).

 

Serviço

 

Texto: Suzana Camargo
""/
ENTRETENIMENTO

A nova cartografia gastronômica

Combinando inspiração, criatividade e valorização de produtos locais, chefs jovens e talentosos promovem uma revolução na cozinha e provam que é possível comer bem em várias partes do mundo.

Após décadas de supremacia francesa na alta gastronomia, os ventos da mudança rumaram para a Espanha. Em meados de 1990, o chef Ferran Adrià começava uma revolução, subvertendo tradições e, acima de tudo, surpreendendo em seu restaurante El Bulli, na Catalunha. Com suas espumas e experimentações, o genial Adrià se tornou um dos chefs contemporâneos mais influentes do mundo. Junto dele, uma nova geração de cozinheiros espanhóis começou a mudar a cartografia gastronômica. Logo, era para a Espanha, e não mais para a França, que rumavam os aspirantes a cozinheiros ou quem simplesmente queria comer bem.

 

Folhas de mostarda (à esquerda) e receita de peras com maidennii, leguminosa típica do país. Abaixo, batata cozida na própria terra onde foi cultivada (à esquerda) e prato de nozes.

Há alguns anos, houve nova mudança. Olhos e bocas se voltaram para o pequeno reino da Dinamarca, onde o chef René Redzepi mostrou a outros chefs que era preciso olhar para o quintal e redescobrir os produtos locais esquecidos. Como se algo finalmente passasse a fazer sentido, chefs, em diversas partes do mundo, começaram um processo de redescobrimento e de valorização dos ingredientes locais. Com esse movimento focado na qualidade da matéria-prima e na técnica, uma nova geração de cozinheiros mudou a experiência de comer fora. Agora, para onde quer que se vá, há boa comida. Confira, a seguir, alguns dos grandes restaurantes que fazem parte dessa saborosa revolução.

 

Noma – COPENHAGUE, DINAMARCA

Ao olhar para seu próprio quintal, o dinamarquês René Redzepi iniciou uma renovação na alta gastronomia. À frente do Noma, que volta e meia encabeça a lista dos melhores restaurantes do mundo, o chef decidiu que só entrariam em sua cozinha ingredientes locais. Nada de azeite, nada que não tivesse crescido ou sido produzido na Dinamarca faria parte de suas receitas. Assim, começou uma redescoberta dos ingredientes escandinavos: dezenas de frutas silvestres esquecidas, algas, peixes que os próprios dinamarqueses mal conheciam ganharam os pratos. Uma das marcas do Noma é o inusitado, a pesquisa constante. O resultado é surpreendente e delicioso.

noma.dk

 

Attica – MELBOURNE, AUSTRÁLIA

À frente do melhor restaurante da Austrália está o chef neozelandês Ben Shewry. A cozinha de Shewry é original (de uma forma que só os chefs muito talentosos são capazes) e prima pela combinação inusitada de sabores e texturas. Algumas combinações, no entanto, parecem banais de tão simples, mas surpreendem. É o caso do tomate servido com diferentes tipos de manjericão. A batata com menta e ervas é um bom exemplo da cozinha simples, mas sofisticada, do chef Shewry. O prato “142 dias na terra” é uma homenagem ao repolho roxo, que chega à mesa inteiro, com seu interior recheado por uma mistura de frutas vermelhas e sementes.

attica.com.au

 

Septime – PARIS, FRANÇA

Já faz alguns anos que o Septime entrou no radar de guias e premiações. Não é mais novidade, mas o restaurante continua sendo um dos lugares mais concorridos de Paris. O responsável pelo sucesso é o chef Bertrand Grebaut, que, depois de trabalhar com Alain Passard, um dos grandes chefs franceses, resolveu abrir um lugar despojado, sem a formalidade e o luxo que caracterizam a alta gastronomia francesa. O Septime é um neobistrô, com decoração rústica e comida primorosa, preparada para ressaltar a qualidade dos ingredientes. A ótima carta de vinhos privilegia os rótulos naturais. Para quem gosta de surpresas, o menu “carte blanche” é infalível.

 

Hugos – BERLIM, ALEMANHA

A primeira coisa que se nota no Hugos é a incrível vista que se tem de Berlim. Instalado no 14o andar do hotel InterContinental, o restaurante complementa o cenário deslumbrante com uma cozinha moderna e criativa, detentora de uma estrela Michelin. Mas, se a beleza do Portão de Brandemburgo pode manipular os olhares antes do início do jantar, assim que os pratos chegam à mesa, a comida passa a ser o centro das atenções. Com um apreço particular pelos ingredientes sazonais, os menus do chef Thomas Kammeier costumam surpreender pela delicadeza de pratos como o cordeiro de Müritz com nozes, favas e cenoura e o fígado de ganso servido com sorbet de manga.

hugos-restaurant.de

 

Eleven Madison Park – NOVA YORK, ESTADOS UNIDOS

A elegância sofisticada do salão bem iluminado por janelões e repleto de arranjos florais dá a impressão de um restaurante extremamente tradicional. E, de fato, ao menos na decoração, ele é mesmo. Mas a cozinha do chef suíço Daniel Humm é extremamente ousada, criativa e, sobretudo, deliciosa. Seus pratos, quase minimalistas, como o atum marinado com aspargos, gema de ovo e azedinha, são executados à perfeição. Há quatro anos, o restaurante substituiu o menu à la carte por duas opções de degustação, com quatro ou cinco pratos. A casa também conta com uma sala privada para jantares. É um dos melhores, se não o melhor, restaurantes nova-iorquinos do momento.

elevenmadisonpark.com

 

Tuju – SÃO PAULO, BRASIL

Antes de abrir o Tuju, em julho de 2014, o chef Ivan Ralston passou quase uma década se preparando. Começou a carreira na cozinha do Ráscal, rede de restaurantes de seus pais, passou pelo Maní, de Helena Rizzo e Daniel Redondo, em São Paulo, e, de lá, foi para a Espanha trabalhar no El Celler de Can Roca e no Mugaritz. Além da técnica apurada, trouxe na bagagem o respeito ao ingrediente. O restaurante abriga uma horta logo na entrada e uma estufa, no andar superior, com diversas plantas que ajudam a abastecer a casa. De entradas como as deliciosas coxinhas de galinha d’angola às extraordinárias sobremesas, a cozinha do Tuju eleva e dignifica o ingrediente.

facebook.com/tujurestaurante

 

Cantinho do Avillez – LISBOA, PORTUGAL

O restaurante de José Avillez, um dos mais destacados chefs portugueses, foi pensado para ser um lugar descontraído, com boa comida, onde as pessoas se sentem confortáveis. Instalado no bairro do Chiado, a sensação de quem visita o espaço é mesmo essa. No salão, a interessante mistura de móveis antigos e peças contemporâneas combina muito bem com a cozinha, de forte inspiração na culinária tradicional portuguesa, mas com sinais claros de modernidade. O cardápio satisfaz fomes, das mais brandas às mais aguçadas. Atende, por exemplo, quem quer apenas um petisco ou um prego (sanduíches de carne). Mas seria uma pena ir até lá e não provar os carabineiros (camarões) do Algarve com inspiração Thai. Recentemente, a casa ganhou uma filial no Porto.

joseavillez.pt

 

Lyle’s – LONDRES, INGLATERRA

No novo restaurante do jovem e talentoso chef inglês James Lowe, que já comandou a cozinha do St. John Bread and Wine, é possível fazer da primeira à última refeição do dia. Pela manhã, há sempre uma fornada de pães e bolos para iniciar, muito bem, mais uma jornada. A casa dedica atenção especial ao café, desde a origem do grão até o torrefador, e as opções da bebida mudam com frequência. No almoço, é possível escolher entre uma dezena de pratos, como lula com tomate ou abobrinha, ricota e capuchinha. Já no jantar, o menu fixo oferece possibilidades como frango do bosque, cogumelos com ovo, e caldo de cavalinha. A comida é simples e saborosa, de forte acento britânico.

lyleslondon.com

Acima, o Gulls Eggs, um dos pratos do concorrido Lyle’s, em Londres: ovos cozidos à perfeição, polvilhados com algas marinhas salgadas, pousados sobre cascas de ovos.

 

Osteria Francescana- MODENA, ITÁLIA

O italiano Massimo Bottura é um dos chefs mais fascinantes da atualidade. Na cozinha de seu restaurante, detentor de três estrelas Michelin, a vanguarda artística (o chef é um entusiasta de arte contemporânea), o profundo respeito pelo ingrediente e pela tradição italiana se juntam para criar uma experiência sensorial singular. Além dos aromas e sabores, a estética do prato transmite uma ideia, como o peixe-tributo ao pianista de jazz Thelonious Monk ou o pedaço de foie gras recheado com aceto balsâmico envelhecido, servido como se fosse um picolé. A delicadeza aparece na sutil homenagem a um dos pratos clássicos da culinária italiana, a pasta e fagioli (massa com feijão).

osteriafrancescana.it

 

El Celler de Can Roca – GIRONA, ESPANHA

Os irmãos Roca são responsáveis por um dos melhores e mais ousados restaurantes do mundo. À frente desse triunvirato salgado, líquido e doce está Joan, o mais velho e chef de cozinha. Josep, sommelier, cuida do salão e ajuda nas criações com vinho, enquanto Jordi, o mais jovem, é responsável pelas sobremesas espetaculares. Os três irmãos cresceram no bar dos pais, onde era a mãe quem cozinhava. O El Celler foi aberto em 1986, por Joan e Josep. Em 2001, surgiu uma das primeiras grandes criações da casa, Viagem a Havana, canudo de chocolate, servido com sorvete, que chega à mesa com o aroma de charuto cubano. Do início ao final da refeição, tudo no El Celler é impecável.

cellercanroca.com

 

El Baqueano – BUENOS AIRES, ARGENTINA

Na Argentina, internacionalmente reconhecida pela qua – lidade de sua parrilla, não deixa de ser uma ousadia e tan – to abrir um restaurante especializado em carnes exóticas e autóctones, e não nos cortes famosos e tradicionais, como o bife ancho. O chef Fernando Rivarola trabalhou na Espanha e, ao voltar para Buenos Aires, decidiu criar o El Baqueano, que serve carne de lhama, de jacaré e de viz – cacha, um tipo de chinchila. Foi, aliás, a vizcacha, que o pai caçava e a mãe cozinhava, que o inspirou a inaugurar a casa, em parceria com a mulher, a sommelière Gabriela La – fuente. Localizado em uma esquina de San Telmo, é uma bela surpresa, graças à delicadeza e ao talento do chef para lidar com os cortes selvagens.

restoelbaqueano.com

 

Pujol – CIDADE DO MÉXICO, MÉXICO

Há mais de uma década, o Pujol consegue a proeza de unir a vanguarda, traço característico da cozinha do chef Enrique Olvera, e os sabores inconfundíveis da comida mexicana tradicional. O chef costuma dizer que seu restaurante é uma confluência de opostos en – tre o formal e o informal, entre a tradição e a moderni – dade. Bons exemplos são o belíssimo ravióli de abacate recheado com chia (uma semente originária das Américas) e o pequeno milho com maionese de for – miga chicatana, café e chile costeño. O menu, calcado nos produtos locais, muda com bastante frequência. Além da ótima carta de vinhos, a casa conta com uma excelente oferta de tequila e mescal.

 

No Coffee Colective, em Copenhague, o ambiente despretensioso cede lugar a cafés preparados com grãos comprados diretamente dos produtores.

 

SERVIÇO
Câmbio Turismo – Daycoval Câmbio: 0300 111 2009 / daycovalcambio.com.br

 

Texto: Cíntia Bertolino
"Uma
ENTRETENIMENTO

Uma fragrância para cada ocasião

Qual o melhor perfume para usar no trabalho? E o mais indicado para um dia de verão? Veja dicas de como acertar na escolha, usar de forma correta e até prolongar a durabilidade do seu frasco favorito.

Um cheiro é capaz de despertar memórias longínquas. Outros podem reconfortar ou causar repulsa. Alguns perfumes funcionam como memórias engarrafadas, capazes de reavivar épocas e acontecimentos. O olfato é um dos sentidos básicos, tão onipresente no cotidiano que acabamos nos esquecendo de que existe até que um cheiro bom ou ruim surge para lembrar o quanto ele é poderoso.

Talvez seja por isso que, para muitas pessoas, perfume é algo tão essencial quanto estar vestido. Escolher, entre milhares de opções de fragrâncias, aquela que melhor se adapta à sua pele e ao seu nariz não é tarefa fácil. Especialmente em um universo tão rico em novidades: só em 2015 foram lançados mais de dois mil perfumes diferentes no mundo.

Quem gosta do assunto começa aos poucos a navegar com mais segurança pelas fragrâncias e estilos e a eliminar do repertório ideias preconcebidas. A existência de perfumes masculinos e femininos é uma delas. Segundo o francês Jean-Claude Ellena, um dos grandes perfumistas da atualidade e autor de Diário de um Perfumista (ed. Record), a ideia de masculino e feminino existe puramente por uma questão de mercado. As pessoas deveriam usar aquele que mais as atraem.

Essa também é a opinião do especialista em perfumes Dênis Pagani, criador do site 1 Nariz (1nariz.com.br). Sua trajetória no mundo das fragrâncias (“não se usa aroma para falar de perfume, em geral aroma é usado para o que se come”, diz ele) começou há alguns anos por curiosidade e acabou virando profissão.

Ele trabalhava com restauro e encadernação, quando foi pego pelo nariz. A epifania aconteceu quando lia The Perfect Scent (O Perfume Perfeito, sem tradução no Brasil), do crítico e escritor norte-americano Chandler Burr. “Depois de ler esse livro, pirei. Estava indo para Paris e já no avião devorei outro livro de resenhas de perfumes, do Luca Turin. Fui fazendo listas de perfumes para conhecer”, diz. De lá para cá, Pagani, que vive em São Paulo, não parou mais de estudar os meandros da perfumaria.

Escolher, entre milhares de opções de fragrâncias, aquela que melhor se adapta à sua pele e ao seu nariz não é tarefa fácil.

 

Perfume ou colônia?

O QUE DIFERENCIA UMA FRAGRÂNCIA DE OUTRA, BASICAMENTE, É A CONCENTRAÇÃO E A QUALIDADE DAS MATÉRIAS-PRIMAS USADAS NA ELABORAÇÃO

  • EAU DE COLOGNE (ÁGUA-DE-COLÔNIA)

Tem concentração entre 2% e 5% de matérias-primaspuras. É mais leve e tende a não durar o dia inteiro.

  • EAU DE TOILETTE

Tem um pouco mais de fragrância, com 5% a 15% de matérias-primas aromáticas. É o tipo de perfume mais vendido no mundo.

  • G EAU DE PARFUM

É mais concentrado. Tem entre 15% e 18% de matérias-primas, o que ajuda a fixar melhor as fragrâncias na pele.

  • PARFUM

Tem a maior concentração de matérias-primas aromáticas, mais de 30%. É a versão mais bem-acabada de um perfume, com mais fragrância pura.

 

Olfato afiado | Acima, o especialista em perfumes, Dênis Pagani. Abaixo, o livro Diário de um Perfumista, uma de suas inspirações.

 

Muitos livros, perfumes e estudos depois, ele desenvolveu cursos e uma consultoria personalizada para quem quer conhecer melhor as fragrâncias e descobrir os perfumes que mais combinam com cada personalidade e estilo.

 

Escolha o seu perfume

Qual o melhor perfume para usar no trabalho? E qual a melhor fragrância para um dia de verão? E para uma noite invernal? Além de cursos e workshops, a 1 Nariz oferece consultoria personalizada para quem quer encontrar o perfume ideal para cada ocasião do dia ou da noite. “O objetivo é encontrar um perfume afinado com o jeito que o cliente quer se sentir e expressar o que ele deseja comunicar”, explica Pagani.

O trabalho de consultoria é feito em três etapas. A primeira é uma conversa online para apresentar o serviço e entender as expectativas do cliente. A peça-chave é um teste às cegas com fragrâncias. O cliente recebe uma caixa com seis amostras de perfume, sem identificação, apenas numeradas. Dessas, ele precisa destacar três e justificar a escolha. A partir dessa avaliação, o consultor prepara uma lista com a recomendação de dez perfumes. O serviço inclui orientações sobre a forma correta de aplicar o produto (saiba mais no box) e um passo a passo sobre como experimentar perfumes em lojas.

Clientes com viagem marcada para o exterior recebem indicações de produtos difíceis de encontrar por aqui. Segundo o especialista, o Brasil tem um mercado imenso para perfumes, mas muitas marcas, especialmente as pequenas, que desenvolvem fragrâncias de autor, não chegam ao país. “Em volume de vendas, o Brasil foi o maior mercado do mundo para perfumes em 2011”, diz o especialista.

 

Modo de usar

Veja como acertar na compra, aplicar de forma correta e aumentar a durabilidade do seu perfume favorito.

  • Uma das dicas mais importantes na hora de comprar um perfume é

experimentar uma série de opções, borrifando a fragrância primeiro nas fitas de papel disponíveis nas lojas. Sempre experimente o favorito na pele antes de levá-lo para casa.

  • Os óleos essenciais do perfume acabam se misturando aos óleos naturais da pele. É por isso que o perfume se fixa melhor em peles normais e oleosas. Para melhorar a fixação em peles secas, basta usar um hidratante antes da aplicação.
  • Para prolongar a ação do perfume, aplique-o na nuca e nos pulsos. Borrifar um pouquinho na roupa também vale: tecidos fixam muito bem as fragrâncias.
  • Perfume não tem data de validade e, se bem guardado, pode durar muito tempo. O ideal é mantê-los nas caixas, longe da incidência de luz, ou em um armário fresco e escuro. Evite deixá-los no banheiro ou em locais com muita variação de temperatura.
  • Para estender a vivacidade de perfumes muito antigos, guarde-os na geladeira a uma temperatura de cerca de 12º C.

 

Matéria prima fragância de perfumes

O perfumista Dênis Pagani segura uma resina feita com olíbano, um óleo essencial usado na fabricação de perfumes e produtos aromáticos

 

Falando perfumês

Conheça o significado de alguns termos bastante usados em perfumaria

  • ACORDE: é uma combinação de diferentes matérias-primas que se misturam para criar a fragrância.
  • AMBERGRIS: é um dos mais lendários elementos da perfumaria, já foi um dos mais caros também. É um tipo de secreção biliar que algumas espécies de baleias, como o cachalote, expelem e que chega à praia. Apesar do cheiro desagradável, quando diluído em álcool confere complexidade e melhor fixação aos perfumes. Atualmente, foi substituído por um componente sintético.
  • COMPONENTES DA FRAGRÂNCIA: na perfumaria, é o mesmo que os ingredientes que se misturam para dar vida a um perfume. Em média, um perfume tem de 30 a 50 componentes. Já não é incomum encontrar perfumes com mais de 300 ingredientes em sua composição.
  • ESSÊNCIA ABSOLUTA: é a versão mais pura e concentrada dos óleos essenciais de flores e plantas aromáticas, extraída com álcool ou outros solventes, e usada na fabricação de perfumes.
  • FAMÍLIAS OLFATIVAS: são sete, com variadas subdivisões. Confira as características principais de cada uma:

Floral: é composta por uma grande variedade de notas florais e frutadas.

Cítrica: é formada por elementos cítricos, com notas florais e de especiarias.

Oriental: tem fragrâncias com notas quentes, como baunilha e almíscar, e notas amadeiradas.

Floriental: mistura notas florais combinadas com baunilha, fava tonka (sementes da planta Dipteryx odorata, popularmente conhecida como cumaru) e sândalo.

Chipre: é composta por acordes de patchuli, bergamota,carvalho e notas de especiarias.

Fougère: contém fragrâncias consideradas mais masculinas, com notas de lavanda, carvalho e fava tonka, além de notas aromáticas, como tomilho e alecrim.

Madeira: são fragrâncias com grande quantidade de notas amadeiradas, como cedro, vetiver e sândalo.

  • NOTA: expressão usada para destacar um componente único presente no perfume, como a bergamota, a lavanda…
  • PIRÂMIDE OLFATIVA: as matérias-primas usadas em um perfume têm vida útil distintas, e a pirâmide olfativa classifica o tempo de evaporação dos compostos. As notas cítricas, por exemplo, ficam no topo da pirâmide, por serem mais voláteis. As notas no meio da pirâmide têm evaporação média e as notas de fundo, madeiras, resinas e almíscar, são as mais duradouras.

 

Onde comprar perfumesOnde comprar

NOVA YORK

Aedes de Venustas
Fundada em 1995, a Aedes de Venustas (ou “templo da beleza”, em latim) reúne em seu acervo fragrâncias de várias partes do mundo, criações de perfumistas renomados, como Serge Lutens e Frederic Malle, e marcas centenárias, como a italiana Santa Maria Novella. A decoração barroca da loja ajuda a criar uma aura de luxo e mistério.
aedes.com

 

PARIS

Jovoy
Após passar uma temporada no Vietnã pesquisando matérias-primas e fragrâncias orientais nativas, o francês François Hénin voltou a Paris com o propósito de abrir uma perfumaria diferente. A Jovoy é um passeio obrigatório para quem busca perfumes raros.
jovoyparis.com

 

Liquides
Neste “bar à parfums”, os vendedores são chamados de barmen. Por se tratar de uma multimarcas, é ideal para conhecer fragrâncias e perfumistas praticamente desconhecidos do grande público. Além da primeira loja, no Marais, a Liquides ganhou, há alguns meses, um ponto de venda na loja de departamento Le Bon Marché Rive Gauche.
liquides-parfums.com

 

Nose
A loja multimarcas é o lugar perfeito para conhecer perfumistas independentes, perfumes criados apenas com componentes sintéticos e o que de mais vanguardista acontece no métier. Também oferece um serviço chamado “diagnóstico”, que ajuda os clientes a encontrarem o perfume complementar a seu estilo.
nose.fr

 

SÃO PAULO

Calèche Cosmetique
A multimarcas de perfumes e cosméticos reúne as grandes grifes de perfumaria, como Lancôme, Dior, Chanel, Yves Saint Laurent, Sisley, Kenzo, Armani, Cacharel, Montblanc e Prada.
shopluxo.com.br

"Ushuaia"/
ENTRETENIMENTO

Exuberância na Terra do Fogo

Isolada do restaurante da Argentina e com vastidões praticamente desabitadas, Ushuaia é um destino que todo viajante deveria conhecer.

 

Sair de São Paulo e chegar a Ushuaia, na Argentina,pode levar mais tempo do que voar de São Paulo a uma capital europeia. Apesar de a distância ser menor, a duração dos voos e a quase sempre longa espera entre as conexões aumentam consideravelmente o tempo de percurso. Quem sai do Brasil faz escala em Buenos Aires para depois embarcar rumo ao destino final, o Aeroporto Internacional de Ushuaia – Malvinas Argentinas. Dito isso, o conselho é: mesmo assim, não pense duas vezes antes de ir.

Dificilmente a região mais austral do planeta – daí a expressão “terra do fim do mundo” – não vai corresponder às suas expectativas. Seja para quem procura tranquilas férias em família, quer relaxar ou está atrás de emoção – com um par de esquis ou de tênis nos pés e uma mochila nas costas – é diversão garantida.

Também conhecida como Terra do Fogo, Ushuaia tem uma geografia acentuadamente recortada, formada por montanhas, vales, canais estreitos e profundos, baías, istmos, geleiras, ilhas e vastas áreas selvagens. O nome Ushuaia vem do yagan, um idioma indígena ancestral: ushu + aia (fundo + baía = baía profunda). Dezenas de ilhotas e rochedos servem de abrigo a muitas espécies de aves e leões-marinhos, que vivem ali protegidos e se alimentam nas águas ao redor.

Há evidências de que Ushuaia já era habitada há 11 mil anos por etnias como alacalufos, yagans e onas, entre outros povos indígenas que viviam da caça e da pesca. A primeira viagem documentada do homem branco ao extremo sul do continente americano data de 1520. Foi quando o navegador português Fernão de Magalhães deu à região o nome de Terra do Fogo, depois de avistar as fogueiras feitas pelos índios nas margens do estreito batizado posteriormente em sua homenagem.

Alguns séculos separam essa viagem do início da colonização europeia. Em meados do século XIX, os europeus começaram a desembarcar na região em missões catequizadoras. Rapidamente, os indígenas passaram a sucumbir às doenças trazidas pelos colonizadores. A chegada de novas levas de homens brancos, com objetivos e métodos nada pacíficos, provocou a quase extinção desses povos.

Assim como aconteceu em tantas outras regiões inóspitas do planeta, Ushuaia teve seu crescimento atrelado à instalação de um presídio em seu território. Apesar de ter ajudado a povoar uma área que precisava ser ocupada, a medida também fez pairar uma aura um tanto sombria sobre a região. A unidade penal funcionou até 1947. Ainda com o objetivo de demarcar território – e não correr o risco de perdê-lo para o Chile –, o governo argentino incentivou fábricas e indústrias a se instalarem na Terra do Fogo.

 

Regalias no fim do mundo

A 15 minutos de carro do Aeroporto Internacional de Ushuaia está o Arakur Ushuaia Resort & Spa. Com formas impressionantes, o complexo está pousado sobre uma colina na Reserva Natural Cerro Alarkén, 250 metros acima do nível do mar. De lá, tem-se uma vista espetacular de Ushuaia, do Canal de Beagle e da Ilha de Navarino, no Chile.

Inaugurado em 2014, o Arakur rapidamente tornou-se membro da rede Leading Hotels of the World, que reúne os mais luxuosos empreendimentos de hotelaria do planeta. O resort foi construído com base em princípios sustentáveis. Não poderia ser diferente, já que está instalado em um parque com 100 hectares de área, com bosques que preservam espécies nativas da fauna e da flora.

Uma curiosidade sobre o Arakur Ushuaia é que o hotel foi escolhido pelo ator Leonardo DiCaprio durante as filmagens de O Regresso (2015) na Patagônia. Entre cenas cheias de tensão nas florestas e montanhas, o astro aproveitou para relaxar e curtir as regalias oferecidas pelo único cinco-estrelas da cidade. O que DiCaprio ainda não sabia é que o primeiro Oscar de sua carreira estava a caminho (mas esse assunto é tema de outra reportagem desta edição).

Assinado pelos arquitetos argentinos Rubén Cherny e Augusto Penedo, o projeto levou dez anos para ser concluído e combina rochas, madeiras nativas, cobre e vidro, privilegiando a iluminação natural e a vista para o Canal de Beagle, que demarca a fronteira entre a Argentina e o Chile. Outra preocupação foi com o uso racional da água. As 131 suítes e demais dependências do complexo são abastecidas com água proveniente do degelo e da chuva, tratada no próprio hotel. A iluminação é de LED. Na área externa, uma piscina com trilha sonora subaquática e borda infinita proporciona relaxamento total. Para completar, o spa oferece saunas, academia panorâmica e piscinas de hidromassagem.

 

Batendo perna

Caminhar é a melhor forma de conhecer Ushuaia. Por toda a parte, há agências de turismo que levam os visitantes para as mais diferentes atrações. A oferta de restaurantes na cidade também é farta. Sem nenhuma dificuldade, é possível encontrar desde opções mais populares até restaurantes sofisticados, que servem os espetaculares cortes argentinos e o famoso cordeiro fueguino (da Terra do Fogo). Na cidade, vale a pena uma rápida visita ao pequeno Museu do Presídio, próximo ao centro. Mas estamos na região mais austral do mundo e, portanto, os melhores atrativos não estão na cidade, e sim no exuberante entorno.

 

Resort Arakur

Localizado a 250 metros acima do nível do mar, o resort Arakur hospedou Leonardo DiCaprio durante as filmagens do premiado O Regresso

Vale a pena embarcar em um dos muitos tours oferecidos por empresas locais, quase todas instaladas junto ao píer principal. É grande o movimento de pessoas indo e vindo de passeios de barco, escaladas, trekkings e circuitos off-road. Um dos mais divertidos é visitar a Ilha Martillo, no Canal de Beagle. Conhecida como Pinguinera, a reserva natural abriga 16 mil pinguins. Há duas modalidades de passeio. Na primeira opção, barcos partem de Ushuaia e levam os turistas para avistar a ilha, mas, como o desembarque é proibido, os pinguins são observados a partir do barco. Na segunda alternativa, grupos menores saem de ônibus da cidade e seguem até a Estância Harberton, uma antiga fazenda de criação de carneiros. Os cenários pelo caminho já valem a pena, principalmente se o céu estiver limpo. Da estância, os turistas embarcam em pequenas lanchas em um trajeto de poucos minutos até a ilha, onde desembarcam. Há pinguins por toda parte. A regra é permanecer a um mínimo de três metros de distância dos animais e, em hipótese alguma, tocar seus ovos ou ninhos.

Outro programa imperdível é percorrer o Canal de Beagle, que fica defronte à cidade. O barco contorna algumas ilhotas repletas de cormorões-imperiais (aves marinhas) e chega à famosa Ilha dos Lobos, pequeno rochedo onde bandos de lobos-marinhos e leões-marinhos ficam se refestelando o dia todo

No principal píer de Ushuaia, empresas locais oferecem tours,especialmente para as ilhas da região

O barco circunda a ilha e regressa ao cais central de Ushuaia em aproximadamente três horas.

De volta à terra firme, veículos 4×4 levam os turistas para conhecer o lago Escondido, bem no meio da Cordilheira dos Andes, e o Fagnano, um dos maiores e mais importantes lagos dessa região da Patagônia, que se estende até o Chile. Se a proposta é ter um pouco mais de ação, a dica é optar pelo trekking ao redor do surpreendente lago Esmeralda. No inverno, Ushuaia fica coberta de neve. É quando o Cerro Castor, uma das principais montanhas da região, atrai esquiadores.

Para ter uma visão privilegiada sobre esse vasto e esplendoroso cenário, não deixe de contemplar a Terra do Fogo a partir do alto. Do antigo aeroporto de Ushuaia partem helicópteros que fazem sobrevoos espetaculares. Durante o passeio, a aeronave passa bem perto do cume de algumas montanhas e de vales estreitos, com suas lagoas de tom ocre enclausuradas entre inclinadas vertentes de montanhas. Do alto, é possível avistar também uma quantidade impressionante de castoreiras (árvores derrubadas por castores para fazer ninhos).

Os castores, aliás, tornaram-se uma praga em Ushuaia. No começo do século passado, alguns casais foram trazidos do norte do Canadá. O objetivo era usar seu pelo fino, sedoso e flexível na fabricação de roupas. Mas a mudança na alimentação dos animais fez com que a cobiçada matéria-prima se tornasse grossa, dura e inflexível. Soltos no território patagônico e livres do seu predador natural, o urso-pardo, os castores se reproduziram descontroladamente e hoje somam 250 mil animais.

Depois de passar o dia desvendando os arredores da Terra do Fogo e conhecendo lugares surpreendentes, é hora de voltar ao Arakur para um jantar inesquecível no La Cravia. Para fechar a noite, acomode-se no acolhedor salão principal e desfrute sem pressa do majestoso cenário. Afinal você está no fim do mundo.

Passeios a partir do alto: cenário a caminho do lago Fagnano, um dos maiores da Patagônia argentina; raposa conhecida como zorro, espécie comum na região; e visitantes exploram a paisagem a bordo de caiaques.

 

SERVIÇO

INFORMAÇÕES TURÍSTICAS
turismoushuaia.com

ONDE FICAR & COMER
No belíssimo Arakur Ushuaia Resort & Spa, com sua saborosa culinária típica da Terra do Fogo.
arakur.com

PASSEIOS
Piratour
A operadora leva turistas à incrível Ilha Martillo.
piratour.net

Tolkeyen Patagonia
Passeios de barco pelo Canal de Beagle para avistar leões-marinhos e aves.
tolkeyenpatagonia.com

Tierra Turismo
Roteiros em veículos off-road, com direito a churrasco em meio à floresta.
tierraturismo.com

Heli Ushuaia
Sobrevoos sensacionais de helicóptero sobre Ushuaia e as montanhas ao redor.
heliushuaia.com.ar

MOEDA
A moeda da Argentina é o peso, comercializado com condições diferenciadas pelo Daycoval Câmbio.
Para fazer sua cotação e comprar com toda a segurança e comodidade, ligue 0300 111 2009 ou acesse o site daycoval.cambio.com.br.

1 2 11 12 13 14 15
Redes sociais :
Privacy Settings
We use cookies to enhance your experience while using our website. If you are using our Services via a browser you can restrict, block or remove cookies through your web browser settings. We also use content and scripts from third parties that may use tracking technologies. You can selectively provide your consent below to allow such third party embeds. For complete information about the cookies we use, data we collect and how we process them, please check our Privacy Policy
Youtube
Consent to display content from Youtube
Vimeo
Consent to display content from Vimeo
Google Maps
Consent to display content from Google
Spotify
Consent to display content from Spotify
Sound Cloud
Consent to display content from Sound