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ENTRETENIMENTO

Expedição Conexão Schurmann Patagônia

Buscar a excelência a todo minuto, seja numa avaliação de crédito, seja no atendimento ao cliente, no desenvolmento de soluções tecnológicas de ponta, em estar sempre junto com o seu cliente, oferecendo o que há de melhor independentemente de como esteja o cenário. Assim é o Banco Daycoval.

E assim também são os projetos desenvolvidos pela Família Schurmann, comandada pelo capitão Vilfredo Schurmann, em suas voltas pelo mundo, desbravando o desconhecido e fazendo o seu trabalho com muita excelência.

Por esse motivo o Banco Daycoval apoia a Conexão Patagônia, a mais nova expedição desse intrépido grupo de exploradores e que levou, para os confins do mundo, nossos produtos e serviços de câmbio turismo, como moeda estrangeira em espécie e nossos cartões pré-pagos em moeda estrangeira.

 

 

 

Conexão Schurmann: a ideia foi abrir a nossa “casa” o veleiro Kat, para pessoas que não estão acostumadas à esse tipo de aventura e à vida no mar para viverem emoções no nosso estilo. Um grupo de quatro personalidades e influenciadores digitais embarcaram para ter experiencia única, em uma das regiões mais belas e inóspitas do planeta. Durante oito dias, os novos tripulantes, Carla Salomão, Aisha Mbikila, Flavio Samelo e Gianluca Perino, aprenderam o que é a vida em um veleiro no extremo do planeta.

 

A aventura iniciou na cidade de Ushuaia, Argentina com uma escalada ao Glaciar Vicinguerra, a 800 metros de altura. Uma expedição repleta de dificuldades, com mais de 8 horas e 14 quilômetros de caminhada e escaladas em baixo de uma nevasca e temperaturas extremas. Esse foi o primeiro teste! Os próximos seis dias foram de navegação, passando por Puerto Williams e Puerto Toro (cidade mais austral do planeta) até cruzarmos o alto mar chegando no temido “Cabo Horn”, cemitério de mais de 800 barcos e 10 mil almas. Esse momento marcou os participantes da Conexão Schurmann – Patagônia, e acabou sendo umas das experiencias mais transformadoras na vida de cada um. A cada local explorado descobríamos algo novo e inusitado, como no vilarejo de Puerto Toro, com 36 habitantes, onde conhecemos a dura vida dos pescadores de Centolla (caranguejo gigante). Durante a navegação avistamos golfinhos e nos emocionamos com as baleias de 15 metros, ao lado do barco.

 

No dia a dia, o grupo vestiu a camisa de “tripulante” e participou de todas funções a bordo com as noções básicas de navegação, treinamento de segurança, e as tarefas do dia a dia: arrumaram e organizaram o deck do barco, lavaram os banheiros, limparam o interior e a cozinha. E quando estávamos navegando ajudaram nas funções de içar as duas velas, manobrar o leme, abaixar e levantar ancora, e ajudar na navegação visual pelo canal de Beagle. Aprenderam o desapego, a viver de forma simples respeitando o meio ambiente.

 

Essa experiência foi compartilhada nas redes sociais dos participantes assim como da Família Schurmann, e foi filmada por uma equipe de profissionais, o que se tornará um programa especial no National Geographic Channel.

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Restaurantes de alta gastronomia se rendem a ingredientes orgânicos

[vc_row][vc_column][vc_column_text]Em busca de oferecer opções mais saudáveis e reduzir o impacto no planeta, restaurantes de alta gastronomia se rendem a ingredientes orgânicos, culinária natural e práticas sustentáveis.

Reinvenção da cozinha nórdica

Situadas no Atlântico Norte, entre a Islândia e a Escócia, as Ilhas Féro e pertencem à Dinamarca. Embora suas belas paisagens ainda sejam pouquíssimo conhecidas, o arquipélago com apenas 47 mil habitantes tem se destacado em veículos de gastronomia recentemente, aguçando a atenção e o paladar dos apreciadores da boa mesa. Isso porque o restaurante Koks acaba de conquistar sua primeira estrela no Guia Michelin Países Nórdicos 2017.

Paisagem selvagem das Ilhas Féroe: as águas geladas do Atlântico Norte provêm os frutos do mar, as algas e os pescados utilizados no preparo dos pratos servidos no premiado Koks. O menu inclui criações como o ouriço-do-mar com sementes de salsa em conserva e a bexiga crocante de bacalhau.

 

Culinária Ilhas Feroé

 

Inaugurado em 2011, o Koks fica em Streymoy, a maior e mais populosa ilha de Féroe. O restaurante abriu as portas assumindo o compromisso com a sustentabilidade e a identidade dos ingredientes locais. A proposta está alinhada aos princípios do movimento Nova Cozinha Nórdica, cujo manifesto não só destaca a importância do uso de matérias- primas saudáveis e métodos de cultivo sustentáveis, mas também enfatiza a responsabilidade social e global do setor de alimentos. Desde então, ano após ano, o Koks vem recebendo menções nos mais conceituados guias gastronômicos da Dinamarca e de outros países da Europa.

No Koks tudo é feito à moda antiga, com muita paciência e respeito à sazonalidade. Os processos incluem secagem de alimentos, salga, defumação e fermentação. Devido ao clima frio da Escandinávia, os ingredientes demoram a crescer e amadurecer, o que dá a eles, segundo o chef Poul Andrias Ziska, um sabor excepcionalmente rico. Nascido e criado ali, Ziska trabalhou em diversas cozinhas premiadas, entre elas a do Geranium, em Copenhague, detentor de três estrelas Michelin, e do espanhol Mugaritz, em San Sebastián, que tem duas estrelas

Michelin e ocupa o 7o lugar na lista dos 50 Melhores Restaurantes do Mundo no ranking feito pela revista inglesa Restaurant.

Nas receitas do chef dinamarquês são utilizados frutos do mar, peixes e algas vindos do mar selvagem e gélido da região. Estão no cardápio, por exemplo, o bacalhau com molho de mexilhão azul e a couve-flor com creme de rabanete e molho de vieiras. Entre as sobremesas, destaca-se a musse de algas com chocolate escuro cristalizado e mirtilo. A paisagem deslumbrante das Ilhas Féroe já faz valer a pena enfrentar o frio intenso, ainda mais quando é possível ver a aurora boreal no céu da capital, Tórshavn. Mas agora há mais um motivo para pegar um avião rumo ao arquipélago: conhecer a original e inventiva gastronomia praticada no Koks.

 

Cada detalhe importa

Desde o início, nos acostumamos a questionar criativamente: como reciclar? O que poupar? Quando procurar sinergia? A partir daí, o caminho em direção a uma abordagem ética e sem concessões em tudo o que fazemos foi quase natural.” É assim que o chef Christian Puglisi resume a proposta do Relæ. Localizado na rua Jægersborggade, umas das mais gastronômicas de Copenhague, o restaurante foi criado em 2010 por Puglisi, que nasceu na costa da Sicília, na Itália, e mudou-se para a Dinamarca ainda garoto. Alimentos produzidos de forma sustentável, com valores éticos, e que impressionam pela criatividade são os pilares do Relæ. Mais de 90% dos ingredientes dos pratos são orgânicos. Até mesmo o sal utilizado é produzido sem aditivos químicos. O salão tem estilo rústico e informal, e a casa procura manter baixos os níveis de emissão de gases que causam o efeito estufa.

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As criações do Relæ são inspiradas na cozinha nórdica e na origem italiana do chef. Legumes, cereais, frango e peixes são as bases das receitas. Alguns exemplos são os cogumelos com amêndoas e pão de fermento, a truta em folhas secas e a cebola cozida em água de bétula. “Temos nossa própria fazenda orgânica, a 45 minutos de Copenhague, que abastece o restaurante com legumes e vegetais”, diz o chef. O Relæ conta ainda com uma padaria própria. “É de lá que vêm os pães – todos orgânicos – que servimos.” Detalhe: o transporte dos ingredientes da fazenda ao restaurante é feito de bicicleta. Em breve, a casa vai ampliar a oferta de alimentos em sua propriedade e passará a criar algumas espécies de animais.

A preocupação com uma atividade menos impactante para o planeta está presente também no salão. Tanto as cadeiras quanto as mesas do Relæ são recicladas, e as lâmpadas são de LED, até 70% mais econômicas que as convencionais. Até mesmo a louça é produzida localmente por um ceramista baseado a poucos metros do restaurante. E tem mais: as sobras de comida são doadas a um centro comunitário e a uma associação de produtores de orgânicos. O material é usado em compostagem. O engajamento do chef passa também pela questão social. Uma equipe treinada por ele desenvolve receitas saudáveis em escolas públicas da capital dinamarquesa e oferece cursos gratuitos de culinária.

Todos esses valores e a conduta “sem concessões”, como Puglisi faz questão de reforçar, trouxeram ao restaurante diversas conquistas importantes. Por dois anos consecutivos (2015 e 2016), o Relæ recebeu o Prêmio Restaurante Sustentável, que reconhece o estabelecimento da lista dos 50 Melhores Restaurantes do Mundo mais comprometido com valores sociais e ambientais.

Outro passo importante foi ser o primeiro restaurante com certificado orgânico a receber uma estrela no Guia Michelin. Na ocasião, os juízes disseram que a “sustentabilidade está embutida em tudo o que faz do Relæ um dos melhores restaurantes do mundo, embora isso não seja suficiente para fazer justiça à dedicação extraordinária de Christian Puglisi e seu time”.

 

Alta cozinha vegetariana

Ao fundir alta gastronomia com cozinha natural, o Joia, em Milão, se tornou um templo da cozinha vegetariana. O restaurante é fruto da criatividade e habilidade do chef Pietro Leemann, suíço especializado em culinária italiana e francesa que frequentou escolas na Ásia e viveu na China, Japão e Índia.

Em 1989, ele foi convidado por amigos para ser consultor do restaurante do qual hoje é proprietário. Em 1996, o Joia recebeu uma estrela Michelin e não a deixou mais escapar.

Foi o primeiro restaurante vegetariano do mundo a obter tal distinção.

Todos os ingredientes utilizados são orgânicos. A maioria é proveniente de produtores e fazendeiros locais. “A natureza é nossa fonte primária de inspiração. Ela manifesta sua essência em cores e formas, em diferentes estações e lugares. Os pratos vegetarianos simbolizam respeito pelo planeta e por todos aqueles que os consomem. Além disso, são mais leves em gordura, têm menos glúten e açúcar e são ricos em sabor”, diz o chef. Por ser um vegetariano de alta gastronomia e com uma história de quase 30 anos, o Joia pode ser visto como um vanguardista.

“Isso se considerarmos a perspectiva europeia, já que a tradição da alta gastronomia na Europa não é vegetariana”, explica Pietro. “Mas isso é bem diferente do que acontece nos países do Oriente, onde a culinária vegetariana tem séculos de tradição, não apenas nas cozinhas como também nos templos.”

O Joia foi criado como uma resposta à busca das pessoas por um estilo de vida mais saudável. “Decidimos atender a essa demanda, mas fizemos isso porque já éramos vegetarianos. Acho importante ser verdadeiro e coerente”, diz.

A vivência do chef no continente asiático tem grande influência na forma como as receitas são preparadas. Segundo ele, a cozinha apurada é resultado do domínio da técnica. “Servimos tempurá feito no estilo japonês, porque é o melhor jeito de prepará-lo. Pelo mesmo motivo, os assados são ao estilo chinês”, conta. Pietro prefere os temperos indianos, mas quando o assunto é a estética, sua inspiração são os japoneses. A berinjela defumada, o curry refinado, o tartar de chocolate e o pesto de abacate com vegetais são algumas marcas registradas do Joia, que funciona, na visão de Leemann, como um templo que ajuda a fazer do mundo um lugar melhor.

 

Protagonismo vegetal

No espanhol Flax & Kale, em Barcelona, 80% do cardápio é composto por vegetais. Trata-se de “um restaurante saudável flexitariano”, como define a chef e proprietária, Teresa Carles. “Flexitariano” é o termo criado para identificar as pessoas que seguem a dieta vegetariana, mas se permitem consumir carne de vez em quando. Há 35 anos trabalhando com culinária vegetariana, Teresa tem no Flax & Kale sua mais recente empreitada. Inspirado em restaurantes do Soho, em Nova York, a casa oferece menus vegetariano e vegano, além de raw food [comida crua, que não passa por nenhum tipo de cozimento]. Há ainda pratos à base de peixes e opções sem glúten. Todos os sucos, smoothies e leites vegetais derivam de ingredientes orgânicos. Os sucos, aliás, são feitos a partir do sistema de prensa a frio, que mantém vivas as enzimas, preservando as vitaminas e os nutrientes das frutas. Entre as opções do cardápio, destaque para a salada com papaia fermentada, espinafre, tomate-cereja e sementes de gergelim.

O Flax & Kale também é famoso por suas massas artesanais. Alguns exemplos são o ravióli com cúrcuma e recheio de cenoura, pera, maçã e farinha de amêndoas servido com parmesão vegano, e a lasanha crua com molho de tomates, folhas de espinafre e macadâmia. A casa oferece ainda um menu com opções saudáveis para crianças.

 

Texto: Alexandra Iarussi | Colaborou Suzana Camargo[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row]

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Viaje na música!

Para muita gente, o turismo musical é muito mais que um hobby. É um estilo de vida que permite combinar a paixão pela música com a vontade de descobrir paisagens dos mais diferentes cantos do mundo.


Quantas vezes, ao sentirmos um determinado cheiro ou darmos uma primeira garfada em um prato suculento, não somos imediatamente transportados para outros lugares, seja no tempo ou no espaço? Pois é, assim como o olfato e o paladar, a audição também é capaz de nos fazer viajar. Atire o primeiro vinil quem nunca se desligou completamente do mundo ao ouvir os primeiros acordes de sua canção preferida.

Se você adora música e tem paixão por desbravar o mundo, que tal juntar esses dois prazeres e fazer uma imersão cultural que vai muito além da audição? “O turismo musical não envolve apenas viagens para festivais. A ideia central é conhecer vários lugares tendo a música como fio condutor”, explica a jornalista Priscila Brito, uma das criadoras do site Festivalando, que, como o nome sugere, é dedicado ao tema que ela considera um verdadeiro estilo de vida.

Visitar lugares que tenham uma ligação forte com a música seja por um determinado fato histórico, um gênero ou então pelos festivais e shows que organiza, resume a essência do turismo musical. “Unir música e viagem é um jeito muito prazeroso de conhecer o mundo”, observa Priscila.

Além da paixão pela música, Priscila e a amiga Gracielle Fonseca têm muitas outras coisas em comum: idade, cidade onde moram, profissão, ida a festivais internacionais e um site que nasceu do interesse em juntar viagem e música, o Festivalando. Ambas são jornalistas, têm 32 anos e vivem em Belo Horizonte (MG).

Elas se conheceram na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), quando cursavam Jornalismo. Gracielle já morou na Dinamarca e teve a oportunidade de ir a inúmeros festivais europeus. O Festivalando foi criado em 2014, justamente no período em que ela viveu na Europa. Acima de tudo, o site ajudou a selar a amizade entre as duas, que passaram um mês viajando e indo a festivais como Roskilde (Dinamarca), Brutal Assault (República Tcheca), Popegoja (Suécia) e Sziget (Hungria).

O Sziget Festival, que é realizado todos os anos na ilha de Hajógyári-Sziget, na Hungria, e reúne milhares de pessoas durante uma semana.

 

Aliás, o Roskilde foi a primeira vez de Priscila em um festival internacional. “É um dos mais antigos da Europa e, naquele ano, subiriam ao palco artistas como Rolling Stones e Arctic Monkeys. Não pensamos duas vezes antes de comprar os ingressos”. Já o primeiro festival internacional de Gracielle foi o Brutal Assault, em 2009. Realizado em um forte medieval, reúne bandas de heavy metal e costuma ter ingressos a preços mais amigáveis que outros do gênero no Velho Continente.

Experiências marcantes coordenador de pós-produção Rodolfo Yuzo, 26 anos, decidiu começar suas investidas turístico-musicais por um evento que muitos consideram o melhor de todos: o Coachella Valley Music and Arts Festival, na Califórnia (EUA). Na edição de 2014, ele pôde ver de perto uma de suas bandas favoritas, o Arcade Fire. A experiência foi tão boa que suas datas de viagem passaram a coincidir com o calendário de festivais como Primavera Sound, Sónar Barcelona e Solid Sound, todos na Espanha, onde ele esteve em 2015.

Em 2016, Rodolfo voltou ao Primavera Sound e ainda assistiu ao BUE Festival, em Buenos Aires (Argentina). Já em 2017, decidiu atravessar o globo e conhecer o Fuji Rock, em Tóquio (Japão). “Além disso, já fiz um bate e volta para o Canadá só para não perder os dois últimos shows da turnê Reflektour, do Arcade Fire.” Foi em uma dessas apresentações que ele viveu uma experiência única: o vocalista da banda, Win Butler, pegou a câmera de suas mãos e tirou uma foto. “Em seguida, ele arremessou a máquina para o público, que foi passando até que ela chegasse a mim de novo.”

Com tantos festivais na lista, pode até parecer difícil escolher um preferido, mas nenhum desses três aficionados por música hesita em responder. “Meu favorito é o Primavera Sound, porque tem as melhores atrações por um preço muito bacana”, diz Rodolfo. “É bem equilibrado, conta tanto com bandas grandes, cultuadas, quanto pequenas e promissoras, além de atrações exclusivas, muitos grupos de países emergentes e vários artistas brasileiros.”

Os favoritos de Gracielle são o Sweden Rock (Suécia), pela beleza do entorno, a organização, o público, o clima e a segurança do camping, além da programação, e o maior festival de heavy metal do mundo, o Wacken Open Air (Alemanha). Já Priscila fica dividida entre o Lollapalooza Chile, o consagrado Montreux Jazz Festival (Suíça) e o dinamarquês Roskilde. “O primeiro pela organização e eficiência”, explica. “Montreux pelo clima de Riviera, a paisagem imbatível e a grande quantidade de atrações gratuitas, e Roskilde pela autenticidade.”

Reino Unido além dos Beatles

Dificilmente um fã de rock deixaria o Reino Unido de fora de sua rota. Apesar de ser a eterna “Terra dos Beatles”, a ilha tem muitas atrações além da famosa Abbey Road, em Londres, um dos lugares mais fotografados da capital inglesa, e de Liverpool, onde o famoso quarteto se formou. Manchester, por exemplo, é ainda mais influente, sendo o berço de bandas como Oasis, The Smiths, Joy Division, The Stone Roses e Inspiral Carpets.

Quando se fala em festivais, é impossível não pensar no Reading Festival, criado em 1961, e, principalmente, no Glastonbury. Organizado desde 1970, na pequena cidade de mesmo nome, a 50 quilômetros de Bristol, ele povoa o imaginário de muita gente. “Minha ligação afetiva com a música está profundamente ligada ao rock inglês de diferentes décadas. Quando fui à Inglaterra em 2012, o festival não aconteceu por causa da Olimpíada, mas comprovei o que já imaginava: os ingleses celebram a música de um jeito único”, opina Priscila.

Rodolfo reconhece a importância do evento, mas faz ressalvas. “Para mim, a tríade de maiores festivais é Coachella, Primavera Sound e Glastonbury. Gostaria muito de ir ao Glastonbury, mas os ingleses costumam ser insuportáveis quando bebem muito. Além disso, o preço e o inconveniente de ter que acampar na lama, no frio, me fazem questionar se vale a pena realizar esse sonho.”

Rodolfo terá algum tempo para tomar sua decisão, já que a próxima edição do Glastonbury está programada apenas para 2019. Como já aconteceu em alguns anos, em 2018 o festival fará uma pausa. Uma alternativa é ir ao Reading, na cidade inglesa de mesmo nome.

 

Coachella Valley Music and Arts Festival, o principal evento musical da Califórnia (EUA) e um dos maiores do mundo.

 

Música clássica na Europa

Nem só de rock, heavy metal e música pop vive o turismo musical. Exemplo disso é o serviço oferecido pela empresária Gloria Guerra, de São Paulo, que já organizou turnês de orquestras e músicos clássicos em visita ao Brasil. Em 2010, ela levou um grupo para assistir às finais do Concurso Chopin, em Varsóvia, na Polônia. Desde então, vem sendo procurada por um público interessado em viajar para assistir a concertos de música clássica em importantes festivais europeus. Como Gloria não é agente de viagens, é o cliente que se responsabiliza pelas passagens aéreas e o seguro-viagem. Sua prioridade é se inteirar sobre as apresentações das orquestras, os festivais mais procurados e a agenda dos artistas. “Monto uma programação que inclui diversos segmentos da música clássica: orquestral, de câmara e apresentação de solistas em recital.”

“Para mim, a tríade de maiores festivais é Coachella, Primavera Sound e Glastonbury” – Rodolfo Yuzo

 

Primavera Sound, em Barcelona, o melhor festival do mundo, na opinião do paulistano Rodolfo Yuzo,
apaixonado pelo assunto.

 

A empresária faz a curadoria das viagens, incluindo o hotel e os traslados terrestres. Para grupos com mais de seis pessoas, o serviço oferecido por Gloria inclui uma palestra de um especialista (musicólogo, maestro, jornalista, professor ou artista), que introduz o repertório e os compositores uma hora antes de cada concerto.

Os grupos são formados por, no máximo, 12 pessoas, e os valores variam de acordo com o período, a importância dos concertos e as diárias dos hotéis. Entre os mais procurados, segundo Gloria, estão Salzburg (Áustria), Lucerna (Suíça) e os de fim de ano em Berlim (Alemanha) e Viena (Áustria). “Tenho contato direto com os teatros”, revela. “Para o concerto de fim de ano da Filarmônica de Berlim, por exemplo, consigo os ingressos em maio, sendo que a venda online só começa nos primeiros dias de dezembro.”

Com o apoio da Sociedade de Cultura Artística, que divulga as viagens para centenas de assinantes, ela tem um retorno satisfatório, o que aumenta sua responsabilidade.

“É um público com grande conhecimento musical, há muita interação e troca de informação nas palestras.”

 

Guia do mochileiro de festivais

Sair do Brasil para curtir um grande evento musical em outro país requer um pouco mais que organização. No site Festivalando, as autoras reúnem dicas fundamentais para aproveitar as viagens e os eventos, da escolha do destino ao planejamento financeiro. Preparar- se psicologicamente para fazer a seleção, estar disposto a abrir mão de algum conforto e se inteirar da logística dos festivais são algumas das recomendações. “Não adianta comprar passagem, reservar hotel e só depois procurar um evento no destino escolhido. Fiz isso algumas vezes e acabei perdendo a oportunidade de aproveitar grandes shows”, comenta Priscila. A jornalista aconselha os interessados a verificar a data do festival desejado, comprar os ingressos e só então reservar o hotel e adquirir as passagens. “No caso dos mais concorridos, é preciso se planejar com um ano de antecedência, pois os ingressos começam a ser vendidos muito antes da data e se esgotam rapidamente.” A jornalista sugere ainda disposição para conhecer destinos menos óbvios, especialmente na Europa, já que esses eventos costumam ser realizados em cidades menores. “Você tem a chance de se surpreender com lugares que jamais imaginou conhecer e, ao mesmo tempo, nada te impede de visitar pontos turísticos próximos, basta se planejar.”

 

Jazz n’ Blues

E que tal percorrer a Mississippi Blues Trail no rastro do estilo nascido no sul dos Estados Unidos? Das ruas das cidades do Mississippi, passando por clubes, igrejas e plantações de algodão, o viajante tem a oportunidade de conhecer museus e locais de nascimento de grandes nomes do blues, como B.B. King, Muddy Waters e Robert Johnson.

Outra opção é a chamada Rota do Blues, que começa em Chicago e passa por Nashville e Memphis, no Tennessee, e New Orleans, na Louisiana. Aliás, nesta última, o jazz se destaca: na Bourbon Street, no coração do French Quarter, bairro mais antigo da cidade, é possível não apenas conferir boas sessões de jazz como também provar o melhor da culinária local. Entre o fim de abril e o começo de maio, acontece o New Orleans Jazz & Heritage Festival.

Outros festivais que agradam aos amantes do jazz são o Montreal Jazz Festival, no Canadá, o maior do gênero no mundo, segundo o Guinness Book, e o Montreux, na Suíça, listado como o segundo maior do planeta no livro dos recordes.

Para quem quer pegar a estrada ao som do blues, a dica é percorrer a Mississippi Blues Trail e a Rota do Blues, nos EUA.

 

Tradição verde e amarela

Embora tenha na música uma de suas mais importantes e populares manifestações culturais, o Brasil não tem muita tradição em festivais musicais de grande porte. A exceção é o Rock in Rio. Por aqui, poucos festivais conseguiram ser tão longevos quanto o evento criado pelo empresário Roberto Medina em 1985 e que marcou a vida de muita gente ao trazer ao país astros como Queen, AC/DC, Iron Maiden, James Taylor, Guns N’ Roses, R.E.M. e Rod Stewart, entre tantos outros, dando também visibilidade a artistas brasileiros, como Os Paralamas do Sucesso, Cássia Eller, Ira! e Capital Inicial. Além de transformar o Rio de Janeiro na Cidade do Rock, o festival foi exportado para outras cidades do mundo, como Lisboa (Portugal), Madri (Espanha) e Las Vegas (EUA). Em 2017, chegou à sua sétima edição em solo brasileiro, contando com artistas como Maroon 5, Pet Shop Boys, Red Hot Chili Peppers, Aerosmith e Justin Timberlake.

Quem fez o caminho inverso foi o Lollapalooza. Criado em 1991 e realizado anualmente desde 2005 em Chicago (EUA), o evento desembarcou pela primeira vez no Brasil em 2012 , em São Paulo, trazendo Arctic Monkeys e Foo Fighters como principais atrações. Aliás, quem quiser se programar para a edição de 2018 deve reservar o período de 23 a 25 de março e ficar atento às informações oficiais.

 

Texto Lucie Ferreira

 

 

Serviços:

Planeje sua viagem musical: Coachella Valley Music and Arts Festival (coachella.com) | Festivalando (festivalando.com.br) | Glastonbury Festival (glastonburyfestivals.co.uk) |Gloria Guerra (g.guerra1986@gmail.com) | Lollapallooza Brasil (lollapaloozabr.com) | Mississippi Blues Trail (msbluestrail.org) | Montreal Jazz Festival (montrealjazzfest.com) | Montreux Jazz Festival (montreuxjazz.com) | New Orleans Jazz & Heritage Festival (nojazzfest.com) | Primavera Sound (primaverasound.com) | Reading Festival (readingfestival.com) | Rock in Rio (rockinrio.com) | Roskilde Festival (roskilde-festival.dk) | Sweden Rock (swedenrock.com) | Wacken Open Air (wacken.com)

MOEDA & CÂMBIO

Antes de embarcar, procure o Daycoval Câmbio e adquira a moeda de seu país de destino com as melhores condições. Seja dinheiro em espécie ou cartão pré-pago em moeda estrangeira, o Daycoval Câmbio tem a solução para você viajar tranquilo. Para mais informações, acesse

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"Toast
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Um brinde ao fim do desperdício

Feita com sobras de pão que iriam para o lixo, a cerveja britânica Toast Ale acumula prêmios e admiradores não só no Reino Unido, mas também nos EUA , Islândia e África do Sul, e anuncia sua chegada ao Brasil.

 

Seja pelo cálculo errado na hora da compra, seja pelo prazo de validade vencido, em milhões de casas é possível achar pelo menos um pedaço de pão no lixo todos os dias. Isso sem falar na produção de padarias e supermercados que é jogada fora diariamente por não ter sido vendida. Por ser um produto encontrado com relativa facilidade e de custo geralmente baixo, os consumidores compram pão além da conta. Já os supermercados estocam para ter suas prateleiras sempre cheias. O resultado é uma grande quantidade desse alimento nas latas de lixo.

No Reino Unido, o pão é o alimento mais desperdiçado nas residências. Estima-se que 24 milhões de fatias sejam jogadas fora diariamente, quase 50% de todo pão que sai dos fornos britânicos.

Incomodado com esses números, o ativista e empreendedor social inglês Tristram Stuart decidiu fazer algo para mudar essa estatística de forma simples, inteligente e saborosa: usar sobras de pão para fabricar cerveja. Assim nasceu a Toast Ale. “O pão é um alimento muito simbólico, ao qual todo ser humano está conectado rotineiramente, de uma forma ou de outra. É também responsável por uma enorme quantidade de calorias que o homem consome globalmente”, justifica.

A Toast Ale não é a primeira iniciativa do gênero de Tristram. Aos 40 anos, ele é um dos mais famosos ativistas contra o desperdício de alimentos (leia mais sobre sua história a seguir). Em 2009, criou a organização socioambiental Feedback, que trabalha internacionalmente junto a governos, empresas e sociedade civil pela produção sustentável de alimentos. Nesse mesmo ano, ele realizou um evento gigantesco no Trafalgar Square, ponto turístico de Londres, em que alimentou 5 mil pessoas com pratos preparados com ingredientes – hortaliças, legumes, grãos, massas – que seriam descartados. O Feeding the 5000, como foi batizado, tem sido replicado em diversas cidades do mundo.

 

Inspiração babilônica

A ideia de produzir a Toast Ale surgiu em Bruxelas, na Bélgica. Foi lá que Tristram conheceu a cerveja Babylone, inspirada em uma bebida feita com pão fermentado há mais de 4 mil anos na antiga Babilônia. De volta ao Reino Unido, fez parcerias com cervejarias de Yorkshire e uma fábrica de pães de forma e sanduíches. As sobras e aparas de pão antes usadas para alimentar animais passaram a ser incorporadas à receita da Toast Ale. A diferença na fabricação em relação às cervejas tradicionais é a substituição de 35% do malte por pão. Depois de coletados, os pães são torrados e quebrados em pequenos pedaços. Em seguida, são adicionados aos demais ingredientes (malte de cevada, cascas de aveia, água, lúpulo e fermento). Juntos, eles dão à Toast Ale um sabor maltado, semelhante ao das cervejas amber ale e de trigo. Três variedades da marca são comercializadas atualmente: craft lager, pale ale e session IPA.

Desde seu lançamento em 2016, a Toast Ale já recebeu vários prêmios, como o International Beer Challenge (nas categorias Conceito de Inovação e Design & Embalagem), o The Food Talk Awards (Melhor Sabor) e o Drinks Business Green Awards. A cerveja de pão também ganhou um garoto-propaganda de peso no Reino Unido, o chef Jamie Oliver, que incluiu a bebida no cardápio de seus restaurantes. Como é um empreendimento social, o dinheiro arrecadado com a venda da cerveja britânica é 100% revertido para a ONG Feedback. O grande objetivo de Tristram é fazer com que o maior número possível de pessoas tenha acesso ao modelo de produção da Toast Ale, de forma que o desperdício de pão seja reduzido em várias partes do planeta. Por isso, ele é adepto do sistema open source e publicou a receita completa da cerveja no site da marca (toastale.com).

 

Crescimento internacional da cerveja Toast Ale

A expansão comercial da cerveja além das fronteiras do Reino Unido tem sido surpreendente. Nos Estados Unidos, a Toast Ale já é encontrada nas gôndolas da cadeia de supermercados Whole Foods, em Nova York, a preferida dos consumidores de produtos orgânicos e sustentáveis. A fabricação em solo nova-iorquino é resultado da parceria com a Chelsea Craft Brewing Company, instalada no Bronx. A Toast Ale também já pode ser comprada há algum tempo na Islândia e na África do Sul. E, desde o fim de 2017, também no Brasil.

A Toast Ale chegou ao mercado brasileiro graças a uma parceria com a Gastromotiva. Criada em 2006, em São Paulo, pelo chef David Hertz, a iniciativa social usa a gastronomia como ferramenta para promover educação, inclusão social e geração de renda. Todo o lucro obtido com a venda da cerveja no Brasil é destinado à Gastromotiva e à Feedback, além de outras instituições sociais com propostas alinhadas aos objetivos das organizações. “A parceria com meu amigo e agora parceiro de projeto David Hertz é a primeira das franquias sociais que queremos implantar em vários lugares do mundo”, anuncia Tristram.

 

Idealista e empreendedor

Tristram Stuart conta que é ativista e ambientalista desde sempre. Apesar de ter nascido em Londres, passou grande parte da infância e a adolescência com o pai em uma área rural de Sussex, um dos condados da Inglaterra. O professor de inglês Simon Stuart era, antes de tudo, um naturalista. “Meu pai conhecia todas as espécies que existem.” Inspirado pelos ideais do pai, Tristram decidiu aos 15 anos criar galinhas e porcos, mas queria fazê-lo da maneira mais sustentável possível. Começou pedindo sobras de comida na cantina da escola, em supermercados e padarias. Foi quando se deu conta da quantidade absurda de alimentos ainda perfeitos para o consumo que eram jogados fora. “Iam para o lixo simplesmente porque o formato não era o ideal para serem vendidos. Não estavam estragados nem podres”, diz. “Isso é totalmente ridículo! Como essa comida pode ser desperdiçada? É totalmente inaceitável como sociedade permitirmos isso”, afirma Tristram ao falar sobre o início de seu envolvimento com a causa que o tornou internacionalmente conhecido.

De acordo com a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), um terço dos alimentos produzidos no mundo não chega a ser consumido. Isso equivale a 1,3 bilhão de toneladas por ano. Diante desse cenário inaceitável, Tristram se tornou uma das vozes mais conhecidas na luta contra o desperdício de comida nas últimas duas décadas, com um discurso repleto de argumentos e indignação.

Na época em que frequentou a Universidade de Cambridge, onde se formou em Literatura Inglesa, Tristram juntou-se a outros estudantes para protestar contra a péssima qualidade da comida servida no campus. É também autor de dois livros, The Bloodless Revolution: A Cultural History of Vegetarianism from 1600 to Modern Times (A Revolução Sem Sangue: Uma História Cultural do Vegetarianismo de 1600 aos Tempos Modernos) e Waste: Uncovering the Global Food Scandal (Desperdício: Revelando o Escândalo Global de Alimentos). Este último teve grande repercussão ao tratar do impacto social causado pelo desperdício de alimentos e de como os países ocidentais poderiam reduzir a fome no planeta se deixassem de descartar metade da comida que produzem. Segundo suas pesquisas, os Estados Unidos, por exemplo, produzem quatro vezes mais comida que o suficiente para alimentar toda a sua população.

Na Inglaterra, Tristram foi protagonista de um documentário em que confronta grandes redes de supermercados sobre o volume absurdo de comida desperdiçado. Escondido, ele vasculhava latões de lixo das lojas e documentava em vídeo e fotos os alimentos descartados. “Acho que ganhamos a batalha de como as empresas passaram a responder a essas denúncias. Antes, eram bastante hostis. Hoje, é impossível uma companhia não admitir que há um problema com o desperdício, é um risco muito grande para sua reputação. Mas ainda há um longo caminho pela frente”, admite. “Do lado do consumidor, só em alguns países houve uma grande mudança. No Reino Unido, a redução no desperdício de alimentos chegou a 21% nos últimos anos. Apesar de ainda não ser suficiente, prova que há soluções – algumas bem saborosas – para acabar com esse escândalo global.”

Por sua luta e engajamento, Tristram foi premiado diversas vezes. Em 2011, recebeu o prêmio ambiental The Sophie Prize. O ativista britânico sabe que sempre haverá desperdício de alimentos, mas se recusa a aceitar que seja da maneira como acontece atualmente. Para isso deixar de ser realidade, ele usa todas as armas possíveis: faz barulho, palestras, campanhas, documentários e viaja o mundo ensinando agricultores a produzir de forma mais eficiente, além de fabricar a Toast Ale. Vida longa a Tristram Stuart!

 

Texto Suzana Camargo, de Londres

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ENTRETENIMENTO

Às margens do Danubio

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Budapeste soube se abrir para o turismo ocidental com o encanto de suas tradições, a beleza de sua arquitetura e o sabor de sua variada culinária.

Já nas primeiras horas de caminhada por Budapeste, é possível descobrir por que o Danúbio é o coração desta cidade. Em qualquer uma de suas margens, do lado de Buda ou Peste, é em seu entorno que a cidade cresceu e continua pulsando e vibrando. Seja no fim da tarde ou mesmo à noite, quando pontes e monumentos iluminados se tornam ainda mais deslumbrantes, os cafés, bares e restaurantes ficam lotados de pessoas que, além de apreciar os pratos da gastronomia local, querem conversar, namorar ou simplesmente admirar o vaivém das águas do rio.

Para quem não leu nada sobre a capital húngara antes de desembarcar no aeroporto, um fato pode surpreender: Budapeste foi fundada em 1873 pela união de três cidades diferentes: Buda, no topo da colina, e Óbuda, ambas na margem direita do Danúbio, e Peste, na margem esquerda.

Funicular em Buda que leva os visitantes à Colina do Castelo, de onde se tem uma bela vista da capital húngara, inclusive para a Ponte das Correntes

 

A capital húngara já foi uma terra de muitos donos. Os primeiros indícios de assentamentos romanos na região datam do ano 13 a.C. Por volta de 896 d.C., foi a vez da invasão das tribos magiares, originárias dos Montes Urais, na Rússia. Entre os anos 1000 e 1490, estiveram no poder dois reis extremamente amados e queridos pelos húngaros, reverenciados nas principais igrejas de Budapeste. O primeiro foi Estêvão, o Grande (c. 970-1038), filho de Géza, chefe tribal magiar. O outro foi Matias Corvino (c. 1443-1490), um dos mais importantes reis da Hungria.

Foi sob o reinado de Matias que o país viveu uma de suas épocas de ouro, com um legado que pode ser visto ainda hoje pelas ruas. O soberano decidiu expandir seu poder além das fronteiras da Hungria, estabelecendo a corte na ocupada Viena. Além disso, foi patrono dos mais brilhantes intelectuais europeus da época e trouxe da Itália artistas para decorar palácios, como o de Visegrád, atualmente em ruínas.

Em 1526, foram os turcos que desembarcaram nessas terras. Também deixaram por ali traços da arquitetura otomana, além de aromas e temperos da Turquia: foram eles os responsáveis por trazer para os pratos húngaros a páprica, especiaria feita com pimentão seco e moído que se tornou uma paixão nacional.

No século 17, os Habsburgos tomaram a Hungria, que se tornou parte do chamado triunvirato dos Habsburgos, formado por Budapeste, Viena e Praga. Foi quando os húngaros experimentaram um novo ciclo de prosperidade cultural e econômica. Em pé de igualdade com Áustria, França e Inglaterra, floresceram no país a ciência, a música, a arte e as melhorias na infraestrutura.

 

Atravessando o Danúbio

Hoje Budapeste é um reflexo desse passado multicultural. Mas não há dúvidas de que é o esplendor das construções seculares que atraem os olhares e encantam os turistas. Para começar, há a grandiosa Ponte das Correntes. Concluída em 1849, foi à primeira ligação entre Buda e Peste.

À esquerda, praça onde está o Akvárium Klub, um dos bares mais procurados ao cair da tarde e à noite

 

Um dos principais cartões-postais locais, a lindíssima ponte Széchenyi Lánchíd (nome oficial da Ponte das Correntes) tem duas torres principais e pode ser atravessada a pé. Em alguns fins de semana do verão, a Ponte das Correntes é fechada para a circulação de carros e vira palco de festivais e eventos. Ao longo do curso do rio, existem outras oito pontes, sendo as mais antigas e conhecidas, além da Ponte das Correntes, a suspensa Elizabeth – inaugurada em 1903 –, a charmosa Margarida, que leva à ilha com mesmo nome, e a da Liberdade, cujos mastros são adornados com os lendários falcões da mitologia húngara.

É da cidade medieval de Buda, tombada pela Unesco, que se tem a vista mais bonita de Budapeste. Para se chegar lá em cima, basta pegar o pequeno e antigo funicular, o bondinho que transporta os passageiros. Na subida lenta, já se pode ver partes de Peste e o deslumbrante prédio do Parlamento.

O destino final do funicular é a Colina do Castelo, onde estão diversas construções que surgiram em torno do palácio erguido pelo rei Béla IV, no século 13. A dica é caminhar lentamente e respirar a história local. O Palácio Sándor, residência oficial do presidente da Hungria, atualmente János Áder, só pode ser visto do lado de fora. Para quem gosta de arte, há dois museus no complexo: a Galeria Nacional Húngara e o Museu de História de Budapeste. Na parte leste do bairro do Castelo, fica a imperdível Igreja de São Matias, com vitrais coloridos e telhado primorosamente trabalhado em tons de vermelho e verde. No interior desse santuário, foram coroados e enterrados monarcas. Quando os turcos invadiram a cidade, a igreja foi transformada em uma mesquita.

Tema de uma das valsas mais famosas do mundo (“Danúbio Azul”, de Johann Strauss II), o rio divide a cidade em Buda e Peste.

 

Muito perto dali está o Bastião dos Pescadores, um conjunto de torres com uma bela vista para o Danúbio e a margem leste do rio. Prepare o celular ou a máquina fotográfica!

Banhos termais

Sob o solo de Budapeste existem quase 130 poços de águas termais. Por esse motivo, desde sempre suas propriedades terapêuticas foram exploradas pelos moradores, tanto que a capital ganhou o apelido de “Cidade do Spa”. Algumas das termas que valem a visita são heranças dos turcos, famosos pelos banhos em seu próprio país, enquanto outras revelam a influência do período do art nouveau na Europa.

Em Peste, na margem esquerda do Danúbio,
estão edifícios emblemáticos, como o Parlamento e a Ópera. Abaixo, a elegante Avenida Andrassy, que concentra palácios neorrenascentistas, árvores vistosas e lojas de grife.

 

Entender o procedimento de entrada e uso das piscinas nem sempre é uma tarefa fácil. Mesmo em lugares turísticos, muitas vezes é difícil encontrar pessoas que falem inglês. Para nós, brasileiros, o húngaro, que faz parte do grupo das línguas fino-úgricas, como o finlandês e o estoniano , é praticamente incompreensível.

Gellért, que fica ao lado do hotel de mesmo nome, tem as mais belas piscinas da cidade. A sensação é de estar nadando nas dependências de um palácio. Mas, no meu caso, foram necessários muitos gestos e mímicas até conseguir entender onde e como entrar nos vestiários e salas de banho. E, infelizmente, não há como escapar do uso da touca um tanto démodé. A média da temperatura da água em Gellért varia entre 36º e 40º C.

Outras termas bastante procuradas são Rudas, herança dos turcos no século 16 (onde há dias especiais para homens e mulheres), e Széchenyi, que no verão fica com as piscinas externas lotadas. Além dos banhos termais, a maioria delas oferece massagens e serviços de spa.

 

Desvendando Peste

O ideal é reservar pelo menos dois dias para conhecer o lado plano de Budapeste, na margem esquerda do Danúbio. Entre as atrações principais estão o Parlamento e a Ópera. Em ambos, é possível agendar visitas guiadas.

Com uma população formada por povos de várias etnias, Budapeste já teve muitos “donos”, como os romanos, as tribos magiares, os turcos e os soviéticos.

 

Depois de 17 anos de obras, a impressionante sede do Parlamento, com seu domo vermelho, foi inaugurada por volta de 1902, para orgulho dos húngaros. Combinando os estilos arquitetônicos neoclássico, renascentista e barroco, é um dos monumentos mais fotografados da Europa.

Logo na entrada, uma imponente escadaria leva aos salões principais. A decoração dos afrescos e das colunas de mármore, vistas por toda parte, foi feita com ouro. No Parlamento, estão guardados importantes símbolos da história do país, como as joias da coroa de Santo Estêvão (sim, aquele primeiro rei da Hungria) e o cetro real, expostos no Salão do Domo. Não menos interessante é ver de perto o Salão da Assembleia, onde os parlamentares se reúnem ainda hoje para discutir os rumos da política do país.

A beleza da cidade convida os turistas a se deslumbrarem com monumentos como o Bastião dos Pescadores, espetacular conjunto de torres emoldurado pela bucólica paisagem.

 

Para se transportar ao passado e imaginar os dias de esplendor da cidade, a Ópera de Budapeste é o destino certo. É tão gloriosa quanto as celebradas óperas de Viena e Paris. Quando foi aberta ao público, em 1884, foi considerada uma das mais belas e modernas do Velho Continente. Para sentir a emoção de ouvir uma orquestra nesse templo da música, tente aliar a visita guiada a um concerto.

Ópera de Budapeste, que está à altura das mais celebradas do mundo, como de Paris e Viena.

 

Outras paradas recomendadas em Peste são a Basílica de Santo Estêvão, a Grande Sinagoga e a Praça dos Heróis. Não há como deixar ainda de percorrer a Váci utca (em húngaro, utca é rua), uma das ruas mais antigas da capital, onde há lojas, bares e restaurantes. Ao final dela, está o mais famoso mercado de frutas, verduras e especiarias da cidade, o Mercado Central, local perfeito para se perder nos aromas e sabores desta terra tão rica de história, cultura e tradições.

 

Goulash, kolbász ou kürtoskalács?

Para começar a viagem gastronômica pela culinária húngara, que tem pitadas russas, romenas e até italianas, nada melhor que passear pelo Mercado Central, onde é possível descobrir o que a população come no dia a dia. As barracas oferecem uma variedade sem fim de embutidos, entre eles o kolbász, uma salsicha bastante apimentada, e tubérculos e raízes (batata, cenoura e beterraba), que são a base das principais receitas locais, ao lado de uma enorme diversidade de pimentões (vermelhos, verdes e amarelos).

Mercado Central que, além de especiarias com diferentes cores, aromas e sabores, que dão personalidade aos pratos tradicionais, tem também embutidos e o burburinho típico dos mercados.

 

Com o pimentão é feita a especiaria mais utilizada na culinária húngara: a páprica. As variedades incluem opções mais fortes, fracas, doces ou picantes. O tempero é um dos ingredientes do goulash, sopa presente em praticamente todos os cardápios.

O badalado e premiado Onyx, que, além da arquitetura, atrai pela culinária apresentada em seus pratos.

 

É recomendado saboreá-la no Pierrot, aconchegante restaurante em Buda que serve o prato com toque contemporâneo, ou ainda no premiado Onyx, reconhecido por sua releitura desse clássico da culinária húngara.

Localizado na Praça Vörösmarty, no coração de Budapeste, o restaurante ganhou o prêmio Bocuse d’Or Lyon, em 2013, por sua preparação da sopa. Sob o comando dos chefs Ádám Mészáros e Ágnes Tóth, só são utilizados ingredientes frescos e regionais da melhor qualidade em menus degustação compostos de cinco a oito pratos. Em 2016, o Onyx conquistou o primeiro lugar na final do Bocuse d’Or European. A sopa teve sua origem com a vida nômade das tribos magiares. Com ingredientes vindos da terra e de preparo simples, ele garantia o alimento e o calor para as noites frias do rigoroso inverno. No esplendoroso New York Café, há uma lista extensa de opções do prato. O suntuoso salão, ponto de encontro de intelectuais e artistas do século 19, foi restaurado depois de ser adquirido pela rede de hotéis Boscolo. A ideia foi trazer de volta a aura daquele que já foi considerado “o mais lindo café do mundo”. Na hora da sobremesa, também não faltam opções. Nas ruas, os kürtoskalács, receita da vizinha Transilvânia, são populares. Na padaria Molnár’s são feitos na hora. O aroma é inebriante. A massa em forma espiral é salpicada com açúcar, canela, chocolate ou coco e depois assada no forno. Sai dele quentinha e desmancha na boca. Já na centenária Confeitaria Gerbeaud, a tentação são trufas, bombons, macarons e tortas. Sente-se, peça um café e saboreie o ambiente e seus doces. Depois de horas de caminhada, não é preciso se preocupar com calorias a mais. Afinal, férias permitem extravagâncias.

Aproveite!

Texto: Suzana Camargo[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text css=”.vc_custom_1526587968446{background-color: #eaeaea !important;}”]

Serviço

Gastronomia: Confeitaria Gerbeaud: gerbeaud.hu | New York Café: newyorkcafe.hu | Onyx: onyxrestaurant.hu | Padaria Molnár’s: kurtoskalacs.com | Pierrot: pierrot.hu

Museus: Galeria Nacional Húngara: mng.hu/en/information | Museu de História de Budapeste: www.btm.hu/eng

Spas: Gellért: gellertbath.com | Rudas: rudasbaths.com | Széchenyi: szechenyibath.hu

Moeda: A moeda da Hungria é o florim húngaro ou forinte (Ft). Como é difícil encontrá-la no Brasil, o recomendado é levar euros e trocá-los por florins nas casas de câmbio de Budapeste. Antes de embarcar, procure o Daycoval Câmbio e adquira a moeda da comunidade europeia com as melhores condições. Seja dinheiro em espécie ou cartão pré-pago em moeda estrangeira, o Daycoval Câmbio tem a solução para você viajar tranquilo. Acesse daycovalcambio.com.br ou ligue 0300 111 2009.

Visto: Brasileiros que pretendem visitar a Hungria a turismo ou a negócios com permanência de até 90 dias a cada seis meses estão isentos de visto.

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