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ENTRETENIMENTO

A luz imperfeita de Per-Anders Jörgensen

Reconhecido como um dos melhores fotógrafos de gastronomia do mundo, o artista sueco Per-Anders Jörgensen fez da luz natural a marca de seu trabalho.

Há 20 anos, o sueco Per-Anders Jörgensen encontrou meio por acaso seu tema favorito: a gastronomia. Fotografando comida e retratando chefs de várias partes do mundo, construiu um estilo único, facilmente identificável: suas fotos são feitas com luz natural e, volta e meia, os pratos incorporam elementos estranhos ao serem registrados, como lesmas e abelhas, de maneira surpreendentemente harmônica. Seus retratos costumam ter um ar de intimidade, como se o personagem, ao ser fotografado em seu ambiente familiar, mostrasse um pouco mais de sua personalidade.

Além do sucesso profissional, a gastronomia lhe trouxe uma parceira de trabalho e vida. Há alguns anos, ele e a mulher, a diretora de arte Lotta Jörgensen, trabalham juntos na produção das fotos, na consultoria de imagem e estilo para clientes diversos, no design de livros e na edição da revista Fool (veja a seguir).

Curiosamente, um dos maiores fotógrafos de gastronomia da atualidade não se julga um especialista. “Nunca me considerei um fotógrafo de comida. Para mim, o que funciona é olhar para as coisas de um modo simples, mas interessante. O que mais gosto é de poder ver uma história na frente da câmera, seja no prato, em uma pessoa ou em uma paisagem”, contou à Day by Day em entrevista de Malmö, na Suécia, onde vive. “Qualquer pessoa pode fazer uma grande foto, mas é diferente do trabalho de um fotógrafo profissional, especialmente no que diz respeito à consistência. Posso convidar alguém para jantar e preparar uma boa refeição em uma noite e na seguinte não conseguir o mesmo resultado. Se eu quiser algo consistente, vou contratar um chef. O mesmo vale para a fotografia”, diz.

 

Day by Day: foto de gastronomia

 

A reflexão vem a calhar em um momento em que a fotografia e a gastronomia nunca estiveram tão próximas. As redes sociais estão de tal forma abarrotadas de imagens de comida que a máxima antiga “você é o que você come” poderia ser trocada por “você é o que você fotografa antes de comer”. É justamente nesse momento, em que a gastronomia e a fotografia parecem cada vez mais indissociáveis, que o trabalho de Jörgensen torna-se ainda mais relevante.

 

Luz e sombras

Na contramão de produções em estúdios supercontrolados, Jörgensen escolheu trabalhar com luz natural. Há mais de duas décadas, ele usa apenas as variações de luminosidade ao longo do dia para produzir imagens de grande beleza que retratam pessoas, paisagens e, especialmente, comida. “Quando comecei, não entendia nada de luz e flashes, todo aquele equipamento me entediava. Com o tempo, o fato de usar só luz natural acabou virando uma marca registrada, agora não posso mais mudar”, diz ele, achando graça.

Na fotografia, a vantagem da luz natural está nas nuances que podem ser registradas em uma imagem. Mas, para trabalhar assim, é preciso pensar e agir muito rápido. “Imagine fotografar pratos em um calor de 38º C, como fizemos em Viena neste verão para o livro do chef Konstantin Filippou?”, provoca ele. “Gosto de trabalhar no limite”. Com fotos de Jörgensen, o livro Konstantin Filippou, lançado recentemente, mostra o estilo do chef austríaco de origem grega que está à frente do restaurante que leva seu nome, dono de uma estrela Michelin, e do bistrô O Boufés, ambos em Viena.

Além dos desafios da luz, fotografar diante de uma grande janela ou ao ar livre traz um componente fundamental para suas imagens: o inesperado. “Acontecem coisas que são impossíveis em um estúdio, como começar a ventar ou a temperatura cair drasticamente”, diz Jörgensen sobre a opção por trabalhar em ambientes não controlados. Ele conta que, há alguns anos, quando fotografava uma sopa para a revista sueca Gourmet, um zangão pousou na lateral do prato. “A editora disse que eu estava louco, mas para mim aquela era a melhor foto”, conta, rindo.

 

Gastronomia em todas as formas

Lançada em 2012, a primeira edição da revista Fool, criada por Jörgensen em parceria com sua mulher, Lotta, trouxe na capa o chef sueco Magnus Nilsson com uma camiseta do disco Killers, do Iron Maiden, e um longo casaco de pele.

A ideia de criar a Fool, publicada na Suécia, em inglês, a cada quatro meses, foi preencher um vácuo na área e uma boa desculpa para tratar de assuntos e pessoas relevantes do mundo da gastronomia. “Memórias são uma das razões de a revista existir. Ao longo dos anos, encontramos uma série de pessoas fantásticas, que merecem ter suas histórias contadas”, explicou a dupla na apresentação do primeiro número. Já no ano de estreia, a Fool recebeu o Gourmand Book Award de Melhor Revista Gastronômica.

A revista destaca histórias extraordinariamente comuns, mas fascinantes, e outras surpreendentes. A força e a beleza das imagens completam e extrapolam a narrativa. No primeiro número, a reportagem sobre o criador de patos e fornecedor do restaurante sueco Fäviken causou impacto. O texto e as imagens contam uma história quase idílica. Ao destacar o trabalho de um fornecedor importante, a publicação traçou o perfil de um restaurante incomum, instalado na área rural da Suécia, que conquistou duas estrelas Michelin e se tornou um dos mais exclusivos do mundo. É uma revista para quem gosta de gastronomia, sem dúvida, mas também para quem se interessa por fotografia e pessoas incrivelmente talentosas.

 

Rregistro de um dos cozinheiros do restaurante Il Portico, comandado pelo italiano Paolo Lopriore em Como.

Estilo único Acima, registro de um dos cozinheiros do restaurante Il Portico, comandado pelo italiano Paolo Lopriore em Como.

 

Visite nossa cozinha

O que comem os chefes de cozinha

O que comem os cozinheiros dos melhores restaurantes do mundo? Eles certamente comem bem, mas as refeições do dia a dia raramente incluem a especialidade da casa. Cozinhar é um trabalho duro, mas manejar facas e panelas na cozinha de restaurantes como esses é ainda mais exaustivo e estressante, demanda longas horas de labuta, rigor e concentração.

Por isso mesmo, a hora das refeições é encarada como um momento especial. Quase todos se sentam à mesa (ou onde quer que haja um espaço livre) antes de encarar o puxado serviço de almoço ou jantar. Ao longo dos anos fotografando comida e retratando chefs em diversas cidades do mundo, Jörgensen começou a prestar atenção à movimentação da brigada de cozinha no momento das refeições. Cada vez mais interessado, transformou a curiosidade no projeto Eating with the Chefs (Comendo com os Chefs, Phaidon, 2014).

O livro é um interessante convite para visitar a cozinha em momentos íntimos e únicos. Mostra os bastidores das refeições (“comida de brigada”, no jargão da área) e da rotina dos funcionários de restaurantes como Noma (Copenhague), Le Chateaubriand (Paris), The French Laundry (Paris), Chez Panisse (Berkeley) e El Celler de Can Roca (Girona), entre outros.

Além de mais de 200 fotos, traz 50 receitas acessíveis para quem quiser reproduzir em casa refeições de alguns dos melhores restaurantes do mundo, como o brownie do Noma.

Ao lado, refeição da brigada do californiano Chez Panisse. 

Texto por: Cíntia Bertolino

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ENTRETENIMENTO

Bem-vindo à Coreia do Sul

Da vibrante e cosmopolitana capital Seul aos tempos preservados em províncias milenares, esse país asiático com povo amistoso e gastronomia potente merece ser descoberto.

 

Depois de quase 30 horas de viagem, entre voos e muito tempo de espera, cheguei cansado em um fim de tarde cinzento e frio à fervilhante e colorida Seul, a capital sul-coreana. Já na primeira noite, tive meu primeiro contato com a exótica culinária local, com seus pratos fartamente apimentados. Exausto pela jornada, fui para a cama cedo.

Como não se passa impunemente por 11 horas de fuso horário, quando finalmente consegui pregar os olhos já era hora de me levantar. Com 10 milhões de habitantes, Seul é uma cidade limpa e cosmopolita, onde modernos arranha-céus corporativos convivem em harmonia com antigos templos budistas e palácios milenares. Os coreanos são obcecados pela limpeza de suas cidades. Se você tem nas mãos algo para jogar fora, dificilmente vai encontrar lixeiras em espaços públicos e, mesmo assim, terá de se esforçar para encontrar um papelzinho que seja no chão. Perto da hora do almoço, as já movimentadas ruas ficam ainda mais agitadas. Executivos engravatados descem dos muitos edifícios que se espalham pela capital e misturam-se a ruidosos grupos de estudantes saindo das aulas. O trânsito em Seul é ainda pior que o de São Paulo, com a diferença de que não se ouvem buzinas, discussões de trânsito nem pessoas dizendo impropérios ao volante. Ir a qualquer lugar de carro leva sempre muito tempo, o melhor é usar o eficiente metrô. Com nove linhas, ele transporta diariamente cerca de seis milhões de pessoas.

 

Da cerâmica ao ginseng

Apesar de a badalada rua Insadong, no movimentado centro de Seul, atrair a maioria dos turistas ávidos por fazerem compras e jovens descolados com suas roupas e cabelos ultracoloridos, nada se compara à vastidão e imensa variedade do Mercado Dongdaemun. São vários quarteirões e milhares de lojas e barracas sempre apinhadas de gente. Lá se encontra tudo o que há na Insadong e muito mais, a preços bem menores. “Eles vêm comprar aqui”, diz um comerciante do Dongdaemun, referindo-se aos lojistas da Insadong, a rua com poucas centenas de metros onde se espremem lojas de porcelanas, pincéis, máscaras típicas, cerâmicas, doces tradicionais, galerias de arte e uma infinidade de lojas de cosméticos. A Coreia do Sul tem tradição na fabricação de produtos de beleza de alta qualidade. Uma das consumidoras dos cosméticos produzidos no país é Masako, a princesa do Japão.

Além de suvenires de todos os tipos e para todos os gostos – muitos bastante duvidosos –, no Mercado Dongdaemun há uma oferta impressionante de alimentos, desde pescados e frutos do mar vivos em tanques e bacias, passando por condimentos regionais, especialmente incontáveis variedades de pimentas vermelhas em diferentes moagens, até roupas, quinquilharias e ginseng em todas as formas possíveis – fresco, seco, em conserva, em pó, chá, emulsão, xarope, elixir, cápsulas. Existe uma grande variedade de produtos à base dessa raiz à qual os coreanos atribuem benefícios como longevidade, vitalidade, disposição, clareza mental e poderes afrodisíacos.

 

Mercado Dongdaemun

Produtos típicos | Embora não seja tão popular e badalado quanto a rua Insadong (abaixo), no Mercado Dongdaemun (acima), em Seul, é possível encontrar bancas especializadas em porcelanas, artesanatos e cosméticos, além de alimentos e doces típicos da Coreia do Sul

 

Uma das receitas bastantes populares no país, aliás, é preparada com ginseng: o samgyetang, uma sopa de frango e ginseng muito consumida na hora do almoço.

Não deixe de visitar Gyeongbokgung, o Palácio da Felicidade Brilhante, localizado em um parque no norte de Seul. Construído em 1394, foi incendiado e passou três séculos abandonado, até ser reconstruído em 1867. No início do século passado, foi totalmente destruído pelos japoneses e segue até hoje sendo restaurado. Aliás, falando em japoneses (e chineses), se você quiser irritar ou ofender um coreano, insinue que a Coreia é parecida com o Japão ou com a China. É cara feia na certa. Apesar de a relação entre os povos hoje ser pacífica, há diferenças e ressentimentos históricos entre essas nações.

Em geral, o povo coreano é muito amistoso e tem curiosidade sobre o Brasil. Andando pelas ruas, percebi que as pessoas adoram posar para fotos, o que me ajudou a conseguir boas imagens. Quando perguntavam minha origem, sempre erguiam as sobrancelhas e demonstravam surpresa diante da resposta. Ao contrário do que pensamos, o Brasil é pouco conhecido em muitos lugares, inclusive aqui. A Copa do Mundo da Coreia do Sul e Japão, em 2002, ajudou os sul-coreanos a descobrirem nossa existência, mas seu conhecimento sobre o Brasil é praticamente zero.

 

Além da capital

Pouco mais de 40 quilômetros separam a capital sul-coreana da minha parada seguinte, Yongin, ainda na região metropolitana de Seul. Ali está um interessante parque temático, o Korean Folk Village, uma grande área com réplicas de construções de várias épocas, estilos e regiões do país. O objetivo é apresentar aos turistas um panorama das tradições e do modo de vida sul-coreano. Artesãos hábeis, como trançadores, pintores, arqueiros e ceramistas, exibem seus trabalhos no local. São muitas as manifestações culturais nesse interessantíssimo museu a céu aberto.
Em Suwon, que é a capital e a maior cidade de Gyeoonggi-do, o destaque é a Fortaleza de Hwaseong. Construída entre 1794 e 1796, foi declarada Patrimônio Mundial da Humanidade pela Unesco. Em 2006, uma das torres da edificação foi vítima de um incendiário e a recuperação custou US$ 6 milhões.

Ao sul de Seul também está Gyeongju, antiga capital de Silla, que foi um dos três reinos da Coreia do Sul. Por séculos, foi a mais importante cidade do país e epicentro do budismo, da ciência e da excelência artística. De trem ou de ônibus, a viagem tem duração de quatro a cinco horas. Vale visitar o belo Templo de Bulguksa e o histórico observatório Cheomseongdae, o mais antigo da Ásia Oriental. Trata-se de uma pequena torre com pouco mais de 10 metros de altura e inestimável valor histórico. Nos arredores da construção, curiosas elevações recobertas de grama escondem túmulos milenares.

Ainda mais ao sul fica a vibrante Busan (ou Pusan), a mais importante cidade portuária da Coreia do Sul. Lá, visitei um dos maiores mercados pesqueiros do mundo, o Jagalchi. Em centenas de lojas e barracas, peixes, frutos do mar dos mais variados tipos são mantidos vivos em tanques e reservatórios plásticos. O local oferece também uma infinidade de seres marinhos secos e defumados em quantidades industriais.

 

Manifestações culturais | O Korean Folk Village, em Yongin, a 40 quilômetros de Seul, foi construído para divulgar e valorizar a cultura sul-coreana e apresenta um panorama das tradições, da arquitetura e do modo de vida da população

 

Do alto dos 180 metros da Torre de Busan, a vista é tão ampla que em dias de céu muito limpo dá para avistar algumas ilhas do Japão. Vale conhecer também Beomeosa, um dos muitos templos budistas da Coreia do Sul. Embora haja muitas dessas construções pelo país, menos de 20% da população coreana é budista.

De Busan peguei um voo para a vulcânica ilha de Jeju, pontuada por antigos e pequenos vulcões extintos. O maior deles, o monte Halla, com pouco mais de 2 mil metros de altitude, está adormecido há 900 anos. Umas das atrações locais é o esplendoroso Bonsai Garden, um amplo parque com bonsais de até 300 anos de idade. Em torno dele, vastas plantações de chá de folhas miúdas e verdinhas estendem-se até onde a vista alcança. Jeju também abriga o mais belo templo sul-coreano, o Yakcheonsa. É incrível a quietude que reina no local.

Uma tradição de séculos resiste ao tempo: as mergulhadoras de Jeju, velhinhas de 80 anos ou mais, que mergulham habitualmente em busca de moluscos. A decana do grupo tem mais de 90 anos e mergulha diariamente a cerca de 20 metros de profundidade. Restam poucas dezenas dessas bravas e arredias mergulhadoras. Há pouco tempo, a National Geographic produziu um documentário sobre elas.

 

Sabores particulares

A gastronomia sul-coreana merece um capítulo à parte. Uma das tradições locais são os banchan – porções diminutas e variadas que acompanham o prato principal. Legumes cortados em fatias finíssimas, anchovas crocantes secas e salgadas e vegetais apimentados são algumas das versões. As possibilidades para essas porções, repostas continuamente durante as refeições. Cultivado no verão e colhido no outono há mais de 3.500 anos, o arroz é ingrediente fundamental da alimentação coreana.

Cozido com pouco ou nenhum condimento, nem mesmo sal, o arroz é o contraponto perfeito para o flamejante kimchi, acelga fermentada e entremeada de pasta de pimenta vermelha, o alimento mais popular de toda a península coreana. A picância não se restringe ao kimchi – a culinária sul-coreana abusa das pimentas vermelhas.

Nos restaurantes é muito popular o uso de grelhas e panelas sobre as mesas para o cozimento de carnes, verduras, lámen (o macarrão oriental) e cogumelos pelos próprios comensais. Fatiada finamente como um carpaccio, a carne de vaca é grelhada ou cozida em molho agridoce de maçã ou caldo de legumes e depois embrulhada em trouxinhas de verduras cruas que são comidas com as mãos.

Os chás são uma importante instituição local. Há casas especializadas em utensílios, acessórios e ingredientes para um correto serviço de chá, algo muito mais complexo do que se imagina.

Algumas variedades são raras e caras, como os melhores chás brancos, cobiçados pela doçura natural.

O kkultarae é tão especial que merece ter sua história contada. Também chamado de court cake, ou doce da corte, era antigamente restrito ao imperador e seus convivas. Para fazê-lo, o doceiro pega um pedaço de mel gelado, previamente misturado a um ingrediente misterioso, e o estica dentro de uma vasilha com polvilho doce, formando um anel. Novamente dentro da tigela, ele estica e dobra o anel mais uma vez, sempre retirando o doce do polvilho a cada torcida. Depois de oito ou dez dobras, o que começou com um anel grosso e único se transforma em uma finíssima e delicada cabeleira com até 16 mil fios de mel, todos individualmente recobertos com polvilho doce. Então, o doceiro corta uma seção de filamentos, coloca-a na palma da mão, deposita nela amendoins ou castanhas moídas e enrola o feixe de fios de mel ao redor do recheio, formando com ele uma pequena e delicadíssima trouxinha que ao ser levada à boca desmancha instantaneamente. Os doceiros que fazem o kkultarae pelas ruas costumam ser jovens, simpáticos e muito performáticos. Eles adoram entreter os turistas cantarolando as etapas da fabricação.

Reminiscências da guerra

Em minha segunda viagem ao país, visitei Panmunjeom, a 50 quilômetros de Seul, na famosa DMZ – Demilitarized Zone, paralelo 38, a Zona Desmilitarizada, na fronteira entre as Coreias do Sul e do Norte. Paradoxalmente, é a fronteira mais militarizada do planeta. No fim da Guerra da Coreia, em 1953, cada lado criou uma faixa de exclusão de dois quilômetros de largura, afastando os dois exércitos em quatro quilômetros. Como até hoje os países não assinaram um tratado de paz, mantém um armistício que suspendeu temporariamente as hostilidades entre eles. Ninguém pode entrar nesse território nem mesmo os soldados.

As Coreias mantêm um ostensivo e pesadíssimo aparato militar na região. Do lado do sul, há ainda um efetivo norte-americano de 28 mil soldados estacionado. A fronteira entre os países tem 238 quilômetros de extensão e é completamente pontuada por instalações militares, postos de polícia a cada 300 metros, grossas cercas duplas de arame, sensores, alarmes, câmeras e muitos soldados de prontidão.

Em Panmunjeom há um ponto de observação onde civis podem dar uma espiada na Coreia do Norte. Antes de chegar lá, no entanto, é preciso passar por seguidas barreiras militares. O que se vê é a curiosa Propaganda Village, a cidade cenográfica construída para que os ocidentais vejam que o norte tem cidades arrumadinhas. O prédio mais alto, de 15 andares, não tem sequer elevador. Os poucos habitantes foram transferidos para lá pelo governo para dar alguma vida ao lugar. Próximos ao posto de observação, estão três túneis que a Coreia do Norte escavou em tentativas de invadir o país vizinho. No local, um pequeno e interessante museu guarda objetos da guerra entre as Coreias.

A região de exclusão criou uma insólita área de preservação ambiental, onde ressurgem espécies não avistadas durante muitos anos, como o leopardo-de-amur, o tigre-coreano e o urso-negro-asiático. A contradição é que a sobrevivência desses animais depende da existência da área de exclusão. Se um dia os países se reaproximarem, o futuro dessas espécies estará comprometido, a menos que seja criada uma área formal de preservação.

 

 

O belíssimo templo Yakcheonsa, na ilha de Jeju, caracterizado pela paz e tranquilidade reinantes

Aposta na educação

Ao viajar hoje pela pujante Coreia do Sul, uma das mais prósperas economias do planeta, é difícil imaginar que esse país moderno, limpo, com altas taxas de desenvolvimento e um dos melhores níveis de educação do mundo era, há 50 anos, uma nação basicamente agrária, pobre, com economia de subsistência, índices de até 40% de analfabetismo e paisagens dominadas por extensas planícies alagadas e infestadas de mosquitos, onde reinavam a malária e a disenteria, que ceifaram a vida de milhões de pessoas. Mas o que fizeram os sul-coreanos para chegar à prosperidade? Apostaram na educação.

Na década de 1960, o país reformulou profundamente seu sistema de ensino, dos níveis mais básicos à pesquisa científica. “Se o aluno não aprende, o reprovado é o professor”, diz um ditado corrente. Os professores passaram a ser bem remunerados e são respeitadíssimos. Nas escolas, 100% dos alunos têm computadores individuais e são fortemente estimulados a participar das decisões administrativas das instituições. As famílias são totalmente comprometidas com o ensino e a educação dos filhos. Nos fins de semana, vão à escola para assistir a peças de teatro, filmes, palestras, fazer cursos e participar de reuniões. A Coreia do Sul é o país onde as famílias mais investem em cursos complementares e de extensão não contemplados pela excelente educação gratuita fornecida pelo governo. Resultado: tornou- se um dos maiores exportadores de pesquisadores e cientistas para o mundo.

 

SERVIÇO

QUEM LEVA
A Asia Total é especializada em viagens à Coreia do Sul e outros destinos no continente: asiatotal.com.br
A Emirates tem voos diários de São Paulo a Dubai e, de lá, conexões para Seul: emirates.com.br

VISTO
Turistas brasileiros não precisam de visto para entrar no país.

MOEDA
A moeda do país é o won sul-coreano. Para viajar, o ideal é trocar reais por dólares e, ao chegar ao destino, trocar os dólares pela moeda local. O Daycoval Câmbio é especialista em dólar em espécie e cartão pré-pago em moeda estrangeira (mono ou multimoedas).

Mais informações: daycovalcambio.com.br

 

Texto e fotos: Johnny Mazzilli

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Aventure-se na Rota das Emoções

Regido pela dinâmica da natureza, o roteiro, que passa pelo Maranhão, Piauí e Ceará, conecta paraísos tropicais com paisagens pouco exploradas e oferece uma boa dose de adrenalina.

O tom verde-esmeralda das quase cinco mil piscinas naturais que se intercalam na imensidão de dunas parece uma miragem em um deserto de horizonte infinito. Os contornos da paisagem que logo se materializam aos olhos de quem visitam o Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses formam uma daquelas cenas tão incomuns que chega a ser difícil compará-lo a outros cartões-postais do Brasil – e mesmo do mundo. O nome do parque criado em 1981 vem de uma imagem poética: há quem diga que, vistas de longe, as curvas que se formam na sucessão de dunas de areia branca lembram grandes lençóis estendidos ao vento.

A sensação de nunca ter experimentado algo parecido é compreensível. Nessa região do país, as temperaturas são mais intensas, as águas mais cristalinas e as marés seguem os caprichos da lua, avançando e recuando quilômetros a cada meia dúzia de horas. O vento forte esculpe falésias e redesenha a paisagem diariamente. Mesmo que uma pessoa visite os Lençóis Maranhenses centenas de vezes, o cenário será sempre inédito, com as areias delineadas por curiosas formas e grafismos de rara beleza.

Bem ali, em meio às montanhas de areia recriadas o tempo todo, começa um roteiro que promete panoramas singulares: praias, desertos, manguezais, reservas de água doce e salgada, pescados frescos e a chance de passar a noite em vilarejos repletos de silêncio.

 

Paraíso tropical

Batizada de Rota das Emoções, a viagem que conecta o Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses (MA), a Área de Proteção Ambiental do Delta do Parnaíba (PI) e o Parque Nacional de Jericoacoara (CE) é uma prova de que o Nordeste tem muito mais a oferecer que o simples relaxamento em praias paradisíacas. A ideia ali é ir além do óbvio: sacolejar em um off road por terrenos íngremes, caminhar por cantos inexplorados do “deserto brasileiro”, navegar contornando ilhas e igarapés e quem sabe até se render a uma aula de kitesurf embalado pelos melhores ventos da costa brasileira.

O passeio é oferecido por agências especializadas em veículos 4×4. O percurso tem cerca de 800 quilômetros, que podem ser percorridos em sete dias ou mais. Como os roteiros são personalizados, o ritmo depende do interesse e da disponibilidade de cada visitante. O mais interessante da rota, porém, é fazer pausas demoradas, conhecer atrações menos famosas, partilhar almoços simples e sem pressa com moradores locais e colecionar pores do sol em paisagens particulares. Há operadoras que oferecem experiências integradas ao tour tradicional, como uma travessia com estadia em comunidades dos Lençóis Maranhenses ou traslados de bicicleta no Piauí.

 

 

Deserto brasileiro

Uma das portas de entrada para o Parque Nacional Lençóis Maranhenses é o município de Barreirinhas, a 277 quilômetros da capital, São Luís.

A cidade de 55 mil habitantes oferece pousadas aconchegantes, flats e até um resort, o Porto Preguiças, com chalés espalhados por um campo de carnaúbas, culinária apurada e piscina com fundo de areia do rio Preguiças emoldurando a propriedade. A partir dali, a exploração dos Lençóis segue em clima mais rústico. O período de maior visitação da região é entre maio e agosto, época de chuva no Nordeste, quando as lagoas ficam cheias. Todos os dias, vários jipes partem de Barreirinhas levando turistas até os chamados Grandes Lençóis, onde estão as principais lagoas do parque. A Azul é uma das mais disputadas, por causa de sua cor vibrante e águas fartas. Vizinha dela, a lagoa do Peixe permite mergulhos o ano inteiro e serve de abrigo a peixinhos que logo se misturam aos visitantes, sem cerimônia alguma. Já a lagoa Bonita é a maior da região. Para chegar até ela, é preciso vencer uma duna de 30 metros de altura. Como o nome já sugere, o esforço compensa. A maior parte dos veículos que adentra o Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses chega, no máximo, até ali. Um desperdício. Quem está fazendo a Rota das Emoções, no entanto, tem a opção de explorar cenários mais reservados e silenciosos, com direito a mergulhos demorados.

Cenário mutante | Diariamente, veículos partem de Barreirinhas, uma das portas de entrada para o Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses, rumo aos Grandes Lençóis, onde estão lagoas como a Bonita (acima), que faz jus ao nome. Abaixo, as dunas entremeadas por cursos d’água que compõem a paisagem

 

Com uma área praticamente igual à da cidade de São Paulo, o parque é um imenso deserto. Além de dunas, seus 155 mil hectares abrigam mangues, restingas, lagoas, 70 quilômetros de litoral e povoados entregues ao sabor do vento. Considerado uma formação geológica rara no planeta, merece ser explorado com calma.

Com uma área praticamente igual à da cidade de São Paulo, o parque é um imenso deserto. Além de dunas, seus 155 mil hectares abrigam mangues, restingas, lagoas, 70 quilômetros de litoral e povoados entregues ao sabor do vento. Considerado uma formação geológica rara no planeta, merece ser explorado com calma.

 

Labirinto de areia

Resolvemos aceitar o convite para deixar o carro em Barreirinhas e encarar uma travessia de 54 quilômetros pelo parque a pé. O percurso foi feito em quatro dias de muito sobe e desce, passando por formações de areia dourada, lagoas azuis e outros cenários reservados apenas aos visitantes dispostos a pôr o pé na areia, literalmente. A missão exige certa disposição para vencer dunas de até 50 metros de altura em um verdadeiro labirinto. Só os nativos conseguem se localizar naquele ambiente em que o horizonte parece mudar o tempo todo. Os pacotes das agências que operam a Rota das Emoções incluem um guia especializado em navegação, capaz de conduzir os aventureiros com segurança.

Apesar do desafio de uma travessia sem trilha, aos poucos o deserto vai revelando suas recompensas. Uma delas é a oportunidade de passar a noite em áreas de restinga verdejantes, repletas de buritis e cajueiros, que abrigam vilarejos totalmente rústicos, como Atins. A vila de pescadores serve de ponto de partida para a nossa caminhada. Saindo de Barreirinhas, navegamos uma hora pelo rio Preguiças até sua foz no Atlântico, onde acessamos a pacata vila com ruas de areia. A primeira surpresa do caminho é o contraste das praias desertas e montanhas de areia branca com a abundância dos pés de açaí e outras árvores às margens dos igarapés que atraem aves migratórias.

 

O povoado recebe turistas vindos de longe, como franceses, italianos e alemães, que se hospedam na única pousada do lugar, a Rancho do Buna, ou na casa de moradores. Apesar do clima hospitaleiro, a maioria dos viajantes está ansiosa para pôr o pé na areia. Era também o nosso caso.

Logo no começo do percurso, nos deparamos com um bom motivo para a primeira pausa: o camarão da cabana da Luzia, ainda em Atins. Marinado com um tempero secreto, é servido grelhado, tenro e com uma casquinha crocante. O cardápio inclui ainda cabra, galinha caipira e peixe assado. Apesar da tentação, não abuse dos prazeres da mesa. A jornada está apenas começando. Poucos quilômetros de caminhada depois, começamos a cruzar as lagoas do parque, muitas de cores inimagináveis, múltiplos tons de verde, azul e amarelo, um cenário quase irreal.

A ordem para o dia seguinte é cumprir o trecho de caminhada antes do almoço, pois as tardes são muito quentes. Acordar antes das cinco da manhã não parece tão ruim quando se tem a chance de observar o tom prateado das lagoas pelo efeito da luz da lua e as cores vibrantes do amanhecer. Com a missão devidamente cumprida, é hora de desacelerar após o almoço e se entregar a mergulhos e às histórias dos moradores de lugares como Baixa Grande e Queimada dos Britos, vilas de criadores de cabras seminômades. Aqui, a rusticidade das instalações é compensada pelo excesso de autenticidade. Na última parada, em Britos, um veículo está à nossa espera para a etapa seguinte da viagem.

 

No caminho das águas

O próximo ponto alto do roteiro está escondido no pequeno litoral do Piauí, a cerca de 200 quilômetros de distância de Queimada dos Britos, mais especificamente na Área de Proteção Ambiental do Delta do Parnaíba, na divisa do estado com o Maranhão.

Essa área é formada por um complexo emaranhado de canais, que ligam cinco grandes braços de rios e abraçam 77 ilhas fluviais. Trata-se do terceiro maior delta oceânico do mundo, perdendo apenas para o Nilo (Egito) e o Mekong (Vietnã). Apesar da exuberância, a região ainda é pouco explorada, ficando reservada a viajantes mais determinados, que se rendem a navegações silenciosas entre florestas impenetráveis, manguezais, ilhas e dunas que compõem um complexo ecossistema.

Ao chegar ao município de Parnaíba (PI), o carro é deixado de lado novamente. O único problema ali é decidir entre tomar um banho de rio ou mar. Para tirar a dúvida, embarcamos em uma lancha rápida até a foz do Rio Parnaíba, que se desdobra em três braços, formando um triângulo, ou delta, para desaguar em mar aberto. Os arredores são repletos de mangue vermelho, habitado por jacarés, aves raras e caranguejos.

Na Ilha das Canárias, uma das várias ao longo do rio, os caranguejos são servidos em porções fartas. No fim do dia, o espetáculo fica por conta dos guarás, pássaros de cor escarlate que sobrevoam a região pintando o céu com seu colorido intenso. A dica aqui é voltar cedo para aproveitar a noite no Hotel Casa de Santo Antônio, um belíssimo imóvel tombado, com suítes elegantemente decoradas e um jardim com piscina, banheira e sala de massagem.

Delta do Parnaíba | Acima, o pôr do sol acentua a beleza do Delta do Parnaíba, região formada por um emaranhado de canais. Abaixo, uma das elegantes suítes do Hotel Casa de Santo Antônio, em Parnaíba, que faz parte da associação Roteiros de Charme e está instalado em um imóvel colonial

 

Mais um pouco de sacolejo em meio aos terrenos acidentados do Delta do Parnaíba e chegamos a Barra Grande, a 50 quilômetros de Parnaíba. Nessa tranquila cidadezinha, além de se deixar hipnotizar pelas manobras radicais dos praticantes de stand-up paddle, a dica é fazer um passeio pelo mangue e conhecer de perto uma colônia de cavalos-marinhos. Na maré seca, é possível fazer o tour a pé.

Uma das melhores dicas de estadia ali é a pousada BGK, que oferece bangalôs suspensos por palafitas com vista para o mar. Trata-se de uma típica hospedagem praiana em meio a coqueirais, com clima caiçara e arquitetura rústica. A pousada oferece cursos de kitesurf e aulas de stand-up paddle, uma ótima forma de encerrar o dia. À noite, escolha entre o badalado bar de praia da pousada, ou o restaurante La Cozinha, indicado para quem prefere clima intimista e um cardápio mais refinado.

 

Alma hippie

Na última parte do roteiro está Jericoacoara (CE), que já se tornou um dos destinos mais cobiçados do Nordeste. Praticamente inacessível por veículos convencionais, encanta pela combinação de praias, lagoas, dunas, falésias e predominância de dias ensolarados ao longo do ano. A maior parte dos visitantes, assim como nós, chega de veículo com tração nas quatro rodas, essencial para vencer os terrenos íngremes. Saindo de Barra Grande, foram 185 quilômetros a bordo do nosso incansável 4×4.

Protegida por uma colossal formação de dunas, a antiga vila de pescadores, que há décadas faz sucesso entre viajantes aventureiros, tardou a cair no gosto dos turistas de malas de rodinha. A instalação de pousadas caprichosas, como a Vila Kalango, tratou de tornar o destino mais acolhedor. Atualmente, a região é repleta de restaurantes, casas de shows e bares descolados.

Apesar da badalação, a pesca artesanal ainda faz parte do cotidiano do lugar, que preserva a atmosfera hippie e exige um pouco de disposição para vencer o acesso difícil e as ruas de areia. Nada que não seja devidamente compensado pelas belezas das praias de águas mornas, tranquilas e cristalinas, rodeadas de dunas brancas.

Dois dias são suficientes para conhecer os atrativos principais. O script ali inclui mergulhar na Lagoa Azul, com areia fina e simpáticos guarda- sóis de buriti, caminhar até o pórtico da Pedra Furada, curiosa rocha em forma de arco, tirar uma soneca nas redes estendidas no meio da Lagoa do Paraíso e passar alguns minutos em silêncio no alto da Duna do Pôr do Sol.

Todas as atrações fazem parte do pacote principal da Rota das Emoções e podem ser acessadas em 4×4 ou buggies.

Explore Jericoacoara com calma e se arrisque em experiências inusitadas, como uma pedalada até a Praia de Tatajuba, onde uma antiga vila de pescadores foi encoberta pelas dunas nos anos 1980. Do lado da vila que desapareceu, foi construída a Nova Tatajuba, que atrai turistas em busca de uma alternativa mais tranquila.

À noite, aproveite para curtir a luz do luar ao som de jazz no restaurante Naturalmente ou provar peixes frescos no jardim do restaurante Tamarindo.

Jeri também é famosa pelos esportes de natureza e tem algumas das melhores escolas de kitesurf do país. A Praia do Preá, por exemplo, é perfeita para a prática desse esporte e uma ótima opção para se despedir da Rota das Emoções deslizando por águas cristalinas, movido pelos fortes ventos que sopram do continente africano.

 

SERVIÇO

INFORMAÇÕES
Conheça os principais atrativos da Rota das Emoções rotadasemocoes.com.br

OPERADORAS
Natur Turismo
Oferece roteiros personalizados a partir de sete dias, com opções de hospedagem mais rústicas ou de alto padrão. Pode incluir esportes de aventura, como a travessia a pé pelos Lençóis
Maranhenses e trechos de bicicleta. naturturismo.com.br

HOSPEDAGEM
E-Group
Oferece opções de hospedagem de charme e escolas de kitesurf e windsurf em vários trechos do roteiro. As opções da rede são: Porto Preguiças, em Barreirinhas (MA), pousada BGK, em Barra Grande (PI), Ilha dos Poldros, em Parnaíba (PI), e Vila Kalango, em Jericoacoara (CE). egroup.net.br | portopreguicas.com.br | bgk.com.br | ilhadospoldros.com.br | vilakalango.com.br

Atins (Lençóis Maranhenses – MA)
Rancho do Buna ranchodobuna.com

Parnaíba (Delta do Parnaíba – PI)
Hotel Casa de Santo Antônio mvchoteisdecharme.com.br

 

Texto: Camila Fróis

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ENTRETENIMENTO

O Daycoval tem a honra de patrocinar e participar do projeto Veneza, de Miguel Falabella

O Banco Daycoval tem a honra de patrocinar e participar das operações de câmbio para viagem do projeto Veneza, de Miguel Falabella – EM BREVE NOS CINEMAS!

 

Conhecer a Veneza sempre foi o maior sonho de Gringa (Carmen Maura), uma cafetina dona de um bordel no sul do Brasil. Lá, ela espera reencontrar seu único e verdadeiro amor. Rita (Dira Paes), provável herdeira de Gringa, e Tonho (Eduardo Moscovis), protetor do bordel, decidem realizar esse sonho. Juntos, eles precisarão superar todos os desafios para levar Gringa à romântica cidade italiana.

Roteiro de Miguel Falabella

Adaptação livre da obra teatral de Jorge Accame

O cinema no Brasil viveu uma grande transformação nestes últimos 20 anos. Demos um salto de qualidade técnica e artística, nitidamente notado pelo público, que passou a prestigiar o filme nacional. Temos, também, a crescente participação de produtores nacionais, gerando novos conteúdos para os diferentes canais de comunicação, registrando nossa história.

Parceiro, e patrocinador de filmes, o Banco Daycoval, participou de forma ativa junto às produções que realizamos: S.O.S. Mulheres ao Mar 2 e Veneza, contribuindo para o audiovisual brasileiro.

Giovanna Antonelli, Reynaldo Gianecchini, Fabíola Nascimento, Dira Paes, Miguel Falabella, dentre outros, são talentos que viveram carinhosamente a participação do Banco. O Daycoval viajou sempre conosco com seu cartão viagem em moeda estrangeira, promovendo o envio internacional de valores, viabilizando os pagamentos internacionais que foram necessários.

Um Viva ao Blog Daycoval Cinema! Um Viva ao Banco Daycoval!

Por Julio Uchôa

 

Faça como esse grande elenco e utilize o Daycoval em suas viagens internacionais.  Seja dinheiro em espécie ou cartão pré-pago em moeda estrangeira, o Daycoval tem a solução para você viajar tranquilo. Para mais informações, acesse

www.daycovalcambio.com.br ou ligue 0300 111 2009.

 

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ENTRETENIMENTO

Expedição Conexão Schurmann Patagônia

Buscar a excelência a todo minuto, seja numa avaliação de crédito, seja no atendimento ao cliente, no desenvolmento de soluções tecnológicas de ponta, em estar sempre junto com o seu cliente, oferecendo o que há de melhor independentemente de como esteja o cenário. Assim é o Banco Daycoval.

E assim também são os projetos desenvolvidos pela Família Schurmann, comandada pelo capitão Vilfredo Schurmann, em suas voltas pelo mundo, desbravando o desconhecido e fazendo o seu trabalho com muita excelência.

Por esse motivo o Banco Daycoval apoia a Conexão Patagônia, a mais nova expedição desse intrépido grupo de exploradores e que levou, para os confins do mundo, nossos produtos e serviços de câmbio turismo, como moeda estrangeira em espécie e nossos cartões pré-pagos em moeda estrangeira.

 

 

 

Conexão Schurmann: a ideia foi abrir a nossa “casa” o veleiro Kat, para pessoas que não estão acostumadas à esse tipo de aventura e à vida no mar para viverem emoções no nosso estilo. Um grupo de quatro personalidades e influenciadores digitais embarcaram para ter experiencia única, em uma das regiões mais belas e inóspitas do planeta. Durante oito dias, os novos tripulantes, Carla Salomão, Aisha Mbikila, Flavio Samelo e Gianluca Perino, aprenderam o que é a vida em um veleiro no extremo do planeta.

 

A aventura iniciou na cidade de Ushuaia, Argentina com uma escalada ao Glaciar Vicinguerra, a 800 metros de altura. Uma expedição repleta de dificuldades, com mais de 8 horas e 14 quilômetros de caminhada e escaladas em baixo de uma nevasca e temperaturas extremas. Esse foi o primeiro teste! Os próximos seis dias foram de navegação, passando por Puerto Williams e Puerto Toro (cidade mais austral do planeta) até cruzarmos o alto mar chegando no temido “Cabo Horn”, cemitério de mais de 800 barcos e 10 mil almas. Esse momento marcou os participantes da Conexão Schurmann – Patagônia, e acabou sendo umas das experiencias mais transformadoras na vida de cada um. A cada local explorado descobríamos algo novo e inusitado, como no vilarejo de Puerto Toro, com 36 habitantes, onde conhecemos a dura vida dos pescadores de Centolla (caranguejo gigante). Durante a navegação avistamos golfinhos e nos emocionamos com as baleias de 15 metros, ao lado do barco.

 

No dia a dia, o grupo vestiu a camisa de “tripulante” e participou de todas funções a bordo com as noções básicas de navegação, treinamento de segurança, e as tarefas do dia a dia: arrumaram e organizaram o deck do barco, lavaram os banheiros, limparam o interior e a cozinha. E quando estávamos navegando ajudaram nas funções de içar as duas velas, manobrar o leme, abaixar e levantar ancora, e ajudar na navegação visual pelo canal de Beagle. Aprenderam o desapego, a viver de forma simples respeitando o meio ambiente.

 

Essa experiência foi compartilhada nas redes sociais dos participantes assim como da Família Schurmann, e foi filmada por uma equipe de profissionais, o que se tornará um programa especial no National Geographic Channel.

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