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ENTRETENIMENTO

Um brinde ao fim do desperdício

Feita com sobras de pão que iriam para o lixo, a cerveja britânica Toast Ale acumula prêmios e admiradores não só no Reino Unido, mas também nos EUA , Islândia e África do Sul, e anuncia sua chegada ao Brasil.

 

Seja pelo cálculo errado na hora da compra, seja pelo prazo de validade vencido, em milhões de casas é possível achar pelo menos um pedaço de pão no lixo todos os dias. Isso sem falar na produção de padarias e supermercados que é jogada fora diariamente por não ter sido vendida. Por ser um produto encontrado com relativa facilidade e de custo geralmente baixo, os consumidores compram pão além da conta. Já os supermercados estocam para ter suas prateleiras sempre cheias. O resultado é uma grande quantidade desse alimento nas latas de lixo.

No Reino Unido, o pão é o alimento mais desperdiçado nas residências. Estima-se que 24 milhões de fatias sejam jogadas fora diariamente, quase 50% de todo pão que sai dos fornos britânicos.

Incomodado com esses números, o ativista e empreendedor social inglês Tristram Stuart decidiu fazer algo para mudar essa estatística de forma simples, inteligente e saborosa: usar sobras de pão para fabricar cerveja. Assim nasceu a Toast Ale. “O pão é um alimento muito simbólico, ao qual todo ser humano está conectado rotineiramente, de uma forma ou de outra. É também responsável por uma enorme quantidade de calorias que o homem consome globalmente”, justifica.

A Toast Ale não é a primeira iniciativa do gênero de Tristram. Aos 40 anos, ele é um dos mais famosos ativistas contra o desperdício de alimentos (leia mais sobre sua história a seguir). Em 2009, criou a organização socioambiental Feedback, que trabalha internacionalmente junto a governos, empresas e sociedade civil pela produção sustentável de alimentos. Nesse mesmo ano, ele realizou um evento gigantesco no Trafalgar Square, ponto turístico de Londres, em que alimentou 5 mil pessoas com pratos preparados com ingredientes – hortaliças, legumes, grãos, massas – que seriam descartados. O Feeding the 5000, como foi batizado, tem sido replicado em diversas cidades do mundo.

 

Inspiração babilônica

A ideia de produzir a Toast Ale surgiu em Bruxelas, na Bélgica. Foi lá que Tristram conheceu a cerveja Babylone, inspirada em uma bebida feita com pão fermentado há mais de 4 mil anos na antiga Babilônia. De volta ao Reino Unido, fez parcerias com cervejarias de Yorkshire e uma fábrica de pães de forma e sanduíches. As sobras e aparas de pão antes usadas para alimentar animais passaram a ser incorporadas à receita da Toast Ale. A diferença na fabricação em relação às cervejas tradicionais é a substituição de 35% do malte por pão. Depois de coletados, os pães são torrados e quebrados em pequenos pedaços. Em seguida, são adicionados aos demais ingredientes (malte de cevada, cascas de aveia, água, lúpulo e fermento). Juntos, eles dão à Toast Ale um sabor maltado, semelhante ao das cervejas amber ale e de trigo. Três variedades da marca são comercializadas atualmente: craft lager, pale ale e session IPA.

Desde seu lançamento em 2016, a Toast Ale já recebeu vários prêmios, como o International Beer Challenge (nas categorias Conceito de Inovação e Design & Embalagem), o The Food Talk Awards (Melhor Sabor) e o Drinks Business Green Awards. A cerveja de pão também ganhou um garoto-propaganda de peso no Reino Unido, o chef Jamie Oliver, que incluiu a bebida no cardápio de seus restaurantes. Como é um empreendimento social, o dinheiro arrecadado com a venda da cerveja britânica é 100% revertido para a ONG Feedback. O grande objetivo de Tristram é fazer com que o maior número possível de pessoas tenha acesso ao modelo de produção da Toast Ale, de forma que o desperdício de pão seja reduzido em várias partes do planeta. Por isso, ele é adepto do sistema open source e publicou a receita completa da cerveja no site da marca (toastale.com).

 

Crescimento internacional da cerveja Toast Ale

A expansão comercial da cerveja além das fronteiras do Reino Unido tem sido surpreendente. Nos Estados Unidos, a Toast Ale já é encontrada nas gôndolas da cadeia de supermercados Whole Foods, em Nova York, a preferida dos consumidores de produtos orgânicos e sustentáveis. A fabricação em solo nova-iorquino é resultado da parceria com a Chelsea Craft Brewing Company, instalada no Bronx. A Toast Ale também já pode ser comprada há algum tempo na Islândia e na África do Sul. E, desde o fim de 2017, também no Brasil.

A Toast Ale chegou ao mercado brasileiro graças a uma parceria com a Gastromotiva. Criada em 2006, em São Paulo, pelo chef David Hertz, a iniciativa social usa a gastronomia como ferramenta para promover educação, inclusão social e geração de renda. Todo o lucro obtido com a venda da cerveja no Brasil é destinado à Gastromotiva e à Feedback, além de outras instituições sociais com propostas alinhadas aos objetivos das organizações. “A parceria com meu amigo e agora parceiro de projeto David Hertz é a primeira das franquias sociais que queremos implantar em vários lugares do mundo”, anuncia Tristram.

 

Idealista e empreendedor

Tristram Stuart conta que é ativista e ambientalista desde sempre. Apesar de ter nascido em Londres, passou grande parte da infância e a adolescência com o pai em uma área rural de Sussex, um dos condados da Inglaterra. O professor de inglês Simon Stuart era, antes de tudo, um naturalista. “Meu pai conhecia todas as espécies que existem.” Inspirado pelos ideais do pai, Tristram decidiu aos 15 anos criar galinhas e porcos, mas queria fazê-lo da maneira mais sustentável possível. Começou pedindo sobras de comida na cantina da escola, em supermercados e padarias. Foi quando se deu conta da quantidade absurda de alimentos ainda perfeitos para o consumo que eram jogados fora. “Iam para o lixo simplesmente porque o formato não era o ideal para serem vendidos. Não estavam estragados nem podres”, diz. “Isso é totalmente ridículo! Como essa comida pode ser desperdiçada? É totalmente inaceitável como sociedade permitirmos isso”, afirma Tristram ao falar sobre o início de seu envolvimento com a causa que o tornou internacionalmente conhecido.

De acordo com a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), um terço dos alimentos produzidos no mundo não chega a ser consumido. Isso equivale a 1,3 bilhão de toneladas por ano. Diante desse cenário inaceitável, Tristram se tornou uma das vozes mais conhecidas na luta contra o desperdício de comida nas últimas duas décadas, com um discurso repleto de argumentos e indignação.

Na época em que frequentou a Universidade de Cambridge, onde se formou em Literatura Inglesa, Tristram juntou-se a outros estudantes para protestar contra a péssima qualidade da comida servida no campus. É também autor de dois livros, The Bloodless Revolution: A Cultural History of Vegetarianism from 1600 to Modern Times (A Revolução Sem Sangue: Uma História Cultural do Vegetarianismo de 1600 aos Tempos Modernos) e Waste: Uncovering the Global Food Scandal (Desperdício: Revelando o Escândalo Global de Alimentos). Este último teve grande repercussão ao tratar do impacto social causado pelo desperdício de alimentos e de como os países ocidentais poderiam reduzir a fome no planeta se deixassem de descartar metade da comida que produzem. Segundo suas pesquisas, os Estados Unidos, por exemplo, produzem quatro vezes mais comida que o suficiente para alimentar toda a sua população.

Na Inglaterra, Tristram foi protagonista de um documentário em que confronta grandes redes de supermercados sobre o volume absurdo de comida desperdiçado. Escondido, ele vasculhava latões de lixo das lojas e documentava em vídeo e fotos os alimentos descartados. “Acho que ganhamos a batalha de como as empresas passaram a responder a essas denúncias. Antes, eram bastante hostis. Hoje, é impossível uma companhia não admitir que há um problema com o desperdício, é um risco muito grande para sua reputação. Mas ainda há um longo caminho pela frente”, admite. “Do lado do consumidor, só em alguns países houve uma grande mudança. No Reino Unido, a redução no desperdício de alimentos chegou a 21% nos últimos anos. Apesar de ainda não ser suficiente, prova que há soluções – algumas bem saborosas – para acabar com esse escândalo global.”

Por sua luta e engajamento, Tristram foi premiado diversas vezes. Em 2011, recebeu o prêmio ambiental The Sophie Prize. O ativista britânico sabe que sempre haverá desperdício de alimentos, mas se recusa a aceitar que seja da maneira como acontece atualmente. Para isso deixar de ser realidade, ele usa todas as armas possíveis: faz barulho, palestras, campanhas, documentários e viaja o mundo ensinando agricultores a produzir de forma mais eficiente, além de fabricar a Toast Ale. Vida longa a Tristram Stuart!

 

Texto Suzana Camargo, de Londres

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ENTRETENIMENTO

Às margens do Danubio

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Budapeste soube se abrir para o turismo ocidental com o encanto de suas tradições, a beleza de sua arquitetura e o sabor de sua variada culinária.

Já nas primeiras horas de caminhada por Budapeste, é possível descobrir por que o Danúbio é o coração desta cidade. Em qualquer uma de suas margens, do lado de Buda ou Peste, é em seu entorno que a cidade cresceu e continua pulsando e vibrando. Seja no fim da tarde ou mesmo à noite, quando pontes e monumentos iluminados se tornam ainda mais deslumbrantes, os cafés, bares e restaurantes ficam lotados de pessoas que, além de apreciar os pratos da gastronomia local, querem conversar, namorar ou simplesmente admirar o vaivém das águas do rio.

Para quem não leu nada sobre a capital húngara antes de desembarcar no aeroporto, um fato pode surpreender: Budapeste foi fundada em 1873 pela união de três cidades diferentes: Buda, no topo da colina, e Óbuda, ambas na margem direita do Danúbio, e Peste, na margem esquerda.

Funicular em Buda que leva os visitantes à Colina do Castelo, de onde se tem uma bela vista da capital húngara, inclusive para a Ponte das Correntes

 

A capital húngara já foi uma terra de muitos donos. Os primeiros indícios de assentamentos romanos na região datam do ano 13 a.C. Por volta de 896 d.C., foi a vez da invasão das tribos magiares, originárias dos Montes Urais, na Rússia. Entre os anos 1000 e 1490, estiveram no poder dois reis extremamente amados e queridos pelos húngaros, reverenciados nas principais igrejas de Budapeste. O primeiro foi Estêvão, o Grande (c. 970-1038), filho de Géza, chefe tribal magiar. O outro foi Matias Corvino (c. 1443-1490), um dos mais importantes reis da Hungria.

Foi sob o reinado de Matias que o país viveu uma de suas épocas de ouro, com um legado que pode ser visto ainda hoje pelas ruas. O soberano decidiu expandir seu poder além das fronteiras da Hungria, estabelecendo a corte na ocupada Viena. Além disso, foi patrono dos mais brilhantes intelectuais europeus da época e trouxe da Itália artistas para decorar palácios, como o de Visegrád, atualmente em ruínas.

Em 1526, foram os turcos que desembarcaram nessas terras. Também deixaram por ali traços da arquitetura otomana, além de aromas e temperos da Turquia: foram eles os responsáveis por trazer para os pratos húngaros a páprica, especiaria feita com pimentão seco e moído que se tornou uma paixão nacional.

No século 17, os Habsburgos tomaram a Hungria, que se tornou parte do chamado triunvirato dos Habsburgos, formado por Budapeste, Viena e Praga. Foi quando os húngaros experimentaram um novo ciclo de prosperidade cultural e econômica. Em pé de igualdade com Áustria, França e Inglaterra, floresceram no país a ciência, a música, a arte e as melhorias na infraestrutura.

 

Atravessando o Danúbio

Hoje Budapeste é um reflexo desse passado multicultural. Mas não há dúvidas de que é o esplendor das construções seculares que atraem os olhares e encantam os turistas. Para começar, há a grandiosa Ponte das Correntes. Concluída em 1849, foi à primeira ligação entre Buda e Peste.

À esquerda, praça onde está o Akvárium Klub, um dos bares mais procurados ao cair da tarde e à noite

 

Um dos principais cartões-postais locais, a lindíssima ponte Széchenyi Lánchíd (nome oficial da Ponte das Correntes) tem duas torres principais e pode ser atravessada a pé. Em alguns fins de semana do verão, a Ponte das Correntes é fechada para a circulação de carros e vira palco de festivais e eventos. Ao longo do curso do rio, existem outras oito pontes, sendo as mais antigas e conhecidas, além da Ponte das Correntes, a suspensa Elizabeth – inaugurada em 1903 –, a charmosa Margarida, que leva à ilha com mesmo nome, e a da Liberdade, cujos mastros são adornados com os lendários falcões da mitologia húngara.

É da cidade medieval de Buda, tombada pela Unesco, que se tem a vista mais bonita de Budapeste. Para se chegar lá em cima, basta pegar o pequeno e antigo funicular, o bondinho que transporta os passageiros. Na subida lenta, já se pode ver partes de Peste e o deslumbrante prédio do Parlamento.

O destino final do funicular é a Colina do Castelo, onde estão diversas construções que surgiram em torno do palácio erguido pelo rei Béla IV, no século 13. A dica é caminhar lentamente e respirar a história local. O Palácio Sándor, residência oficial do presidente da Hungria, atualmente János Áder, só pode ser visto do lado de fora. Para quem gosta de arte, há dois museus no complexo: a Galeria Nacional Húngara e o Museu de História de Budapeste. Na parte leste do bairro do Castelo, fica a imperdível Igreja de São Matias, com vitrais coloridos e telhado primorosamente trabalhado em tons de vermelho e verde. No interior desse santuário, foram coroados e enterrados monarcas. Quando os turcos invadiram a cidade, a igreja foi transformada em uma mesquita.

Tema de uma das valsas mais famosas do mundo (“Danúbio Azul”, de Johann Strauss II), o rio divide a cidade em Buda e Peste.

 

Muito perto dali está o Bastião dos Pescadores, um conjunto de torres com uma bela vista para o Danúbio e a margem leste do rio. Prepare o celular ou a máquina fotográfica!

Banhos termais

Sob o solo de Budapeste existem quase 130 poços de águas termais. Por esse motivo, desde sempre suas propriedades terapêuticas foram exploradas pelos moradores, tanto que a capital ganhou o apelido de “Cidade do Spa”. Algumas das termas que valem a visita são heranças dos turcos, famosos pelos banhos em seu próprio país, enquanto outras revelam a influência do período do art nouveau na Europa.

Em Peste, na margem esquerda do Danúbio,
estão edifícios emblemáticos, como o Parlamento e a Ópera. Abaixo, a elegante Avenida Andrassy, que concentra palácios neorrenascentistas, árvores vistosas e lojas de grife.

 

Entender o procedimento de entrada e uso das piscinas nem sempre é uma tarefa fácil. Mesmo em lugares turísticos, muitas vezes é difícil encontrar pessoas que falem inglês. Para nós, brasileiros, o húngaro, que faz parte do grupo das línguas fino-úgricas, como o finlandês e o estoniano , é praticamente incompreensível.

Gellért, que fica ao lado do hotel de mesmo nome, tem as mais belas piscinas da cidade. A sensação é de estar nadando nas dependências de um palácio. Mas, no meu caso, foram necessários muitos gestos e mímicas até conseguir entender onde e como entrar nos vestiários e salas de banho. E, infelizmente, não há como escapar do uso da touca um tanto démodé. A média da temperatura da água em Gellért varia entre 36º e 40º C.

Outras termas bastante procuradas são Rudas, herança dos turcos no século 16 (onde há dias especiais para homens e mulheres), e Széchenyi, que no verão fica com as piscinas externas lotadas. Além dos banhos termais, a maioria delas oferece massagens e serviços de spa.

 

Desvendando Peste

O ideal é reservar pelo menos dois dias para conhecer o lado plano de Budapeste, na margem esquerda do Danúbio. Entre as atrações principais estão o Parlamento e a Ópera. Em ambos, é possível agendar visitas guiadas.

Com uma população formada por povos de várias etnias, Budapeste já teve muitos “donos”, como os romanos, as tribos magiares, os turcos e os soviéticos.

 

Depois de 17 anos de obras, a impressionante sede do Parlamento, com seu domo vermelho, foi inaugurada por volta de 1902, para orgulho dos húngaros. Combinando os estilos arquitetônicos neoclássico, renascentista e barroco, é um dos monumentos mais fotografados da Europa.

Logo na entrada, uma imponente escadaria leva aos salões principais. A decoração dos afrescos e das colunas de mármore, vistas por toda parte, foi feita com ouro. No Parlamento, estão guardados importantes símbolos da história do país, como as joias da coroa de Santo Estêvão (sim, aquele primeiro rei da Hungria) e o cetro real, expostos no Salão do Domo. Não menos interessante é ver de perto o Salão da Assembleia, onde os parlamentares se reúnem ainda hoje para discutir os rumos da política do país.

A beleza da cidade convida os turistas a se deslumbrarem com monumentos como o Bastião dos Pescadores, espetacular conjunto de torres emoldurado pela bucólica paisagem.

 

Para se transportar ao passado e imaginar os dias de esplendor da cidade, a Ópera de Budapeste é o destino certo. É tão gloriosa quanto as celebradas óperas de Viena e Paris. Quando foi aberta ao público, em 1884, foi considerada uma das mais belas e modernas do Velho Continente. Para sentir a emoção de ouvir uma orquestra nesse templo da música, tente aliar a visita guiada a um concerto.

Ópera de Budapeste, que está à altura das mais celebradas do mundo, como de Paris e Viena.

 

Outras paradas recomendadas em Peste são a Basílica de Santo Estêvão, a Grande Sinagoga e a Praça dos Heróis. Não há como deixar ainda de percorrer a Váci utca (em húngaro, utca é rua), uma das ruas mais antigas da capital, onde há lojas, bares e restaurantes. Ao final dela, está o mais famoso mercado de frutas, verduras e especiarias da cidade, o Mercado Central, local perfeito para se perder nos aromas e sabores desta terra tão rica de história, cultura e tradições.

 

Goulash, kolbász ou kürtoskalács?

Para começar a viagem gastronômica pela culinária húngara, que tem pitadas russas, romenas e até italianas, nada melhor que passear pelo Mercado Central, onde é possível descobrir o que a população come no dia a dia. As barracas oferecem uma variedade sem fim de embutidos, entre eles o kolbász, uma salsicha bastante apimentada, e tubérculos e raízes (batata, cenoura e beterraba), que são a base das principais receitas locais, ao lado de uma enorme diversidade de pimentões (vermelhos, verdes e amarelos).

Mercado Central que, além de especiarias com diferentes cores, aromas e sabores, que dão personalidade aos pratos tradicionais, tem também embutidos e o burburinho típico dos mercados.

 

Com o pimentão é feita a especiaria mais utilizada na culinária húngara: a páprica. As variedades incluem opções mais fortes, fracas, doces ou picantes. O tempero é um dos ingredientes do goulash, sopa presente em praticamente todos os cardápios.

O badalado e premiado Onyx, que, além da arquitetura, atrai pela culinária apresentada em seus pratos.

 

É recomendado saboreá-la no Pierrot, aconchegante restaurante em Buda que serve o prato com toque contemporâneo, ou ainda no premiado Onyx, reconhecido por sua releitura desse clássico da culinária húngara.

Localizado na Praça Vörösmarty, no coração de Budapeste, o restaurante ganhou o prêmio Bocuse d’Or Lyon, em 2013, por sua preparação da sopa. Sob o comando dos chefs Ádám Mészáros e Ágnes Tóth, só são utilizados ingredientes frescos e regionais da melhor qualidade em menus degustação compostos de cinco a oito pratos. Em 2016, o Onyx conquistou o primeiro lugar na final do Bocuse d’Or European. A sopa teve sua origem com a vida nômade das tribos magiares. Com ingredientes vindos da terra e de preparo simples, ele garantia o alimento e o calor para as noites frias do rigoroso inverno. No esplendoroso New York Café, há uma lista extensa de opções do prato. O suntuoso salão, ponto de encontro de intelectuais e artistas do século 19, foi restaurado depois de ser adquirido pela rede de hotéis Boscolo. A ideia foi trazer de volta a aura daquele que já foi considerado “o mais lindo café do mundo”. Na hora da sobremesa, também não faltam opções. Nas ruas, os kürtoskalács, receita da vizinha Transilvânia, são populares. Na padaria Molnár’s são feitos na hora. O aroma é inebriante. A massa em forma espiral é salpicada com açúcar, canela, chocolate ou coco e depois assada no forno. Sai dele quentinha e desmancha na boca. Já na centenária Confeitaria Gerbeaud, a tentação são trufas, bombons, macarons e tortas. Sente-se, peça um café e saboreie o ambiente e seus doces. Depois de horas de caminhada, não é preciso se preocupar com calorias a mais. Afinal, férias permitem extravagâncias.

Aproveite!

Texto: Suzana Camargo[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text css=”.vc_custom_1526587968446{background-color: #eaeaea !important;}”]

Serviço

Gastronomia: Confeitaria Gerbeaud: gerbeaud.hu | New York Café: newyorkcafe.hu | Onyx: onyxrestaurant.hu | Padaria Molnár’s: kurtoskalacs.com | Pierrot: pierrot.hu

Museus: Galeria Nacional Húngara: mng.hu/en/information | Museu de História de Budapeste: www.btm.hu/eng

Spas: Gellért: gellertbath.com | Rudas: rudasbaths.com | Széchenyi: szechenyibath.hu

Moeda: A moeda da Hungria é o florim húngaro ou forinte (Ft). Como é difícil encontrá-la no Brasil, o recomendado é levar euros e trocá-los por florins nas casas de câmbio de Budapeste. Antes de embarcar, procure o Daycoval Câmbio e adquira a moeda da comunidade europeia com as melhores condições. Seja dinheiro em espécie ou cartão pré-pago em moeda estrangeira, o Daycoval Câmbio tem a solução para você viajar tranquilo. Acesse daycovalcambio.com.br ou ligue 0300 111 2009.

Visto: Brasileiros que pretendem visitar a Hungria a turismo ou a negócios com permanência de até 90 dias a cada seis meses estão isentos de visto.

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