PALAVRA DO ECONOMISTA

PIB do segundo trimestre/18 avança 0,2% frente ao trimestre anterior

“…Na leitura divulgada hoje, apesar de pouco acima do esperado por nós, as principais surpresas foram o crescimento do consumo do governo pouco acima do esperado e o menor nível de importações. Entretanto nos chama a atenção o arrefecimento do ritmo de recuperação do consumo das famílias, que configurou um dos principais drivers da recuperação em meados de 2017, e a queda da formação bruta de capital fixo após quatro trimestres de alta.
Com os dados disponíveis atualmente revisamos nossa projeção de PIB para 2018 de 1,8% para um intervalo provável de 1,0% – 1,3%, sendo em parte devido à revisão da série pelo IBGE, parte devido as condições financeiras mais apertadas e a queda dos indicadores de confiança. Para 2019 esperamos crescimento por volta de 2,5%, previsão com nível de incerteza bastante significativo devido a possibilidade de mudança na orientação da política econômica…”

Análise

Relatório em PDF aqui
O PIB do segundo trimestre de 2018 variou 0,2% frente ao trimestre imediatamente anterior com ajuste sazonal, acima da nossa projeção de 0,0%, configurando a sexta variação positiva consecutiva após oito trimestres de retração. Houve revisão da série com viés baixista para vários períodos recentes onde destaca-se a revisão do crescimento do PIB do primeiro trimestre de 2018 frente ao quarto trimestre de 2017 de 0,4% para 0,1%. Em comparação com o segundo trimestre de 2017, o PIB cresceu 1,0% na leitura divulgada hoje e em quatro trimestres acumula alta de 1,4%, pouco acima da taxa de 1,3% registrada no trimestre anterior.

O desempenho do trimestre foi impactado pela greve dos caminhoneiros no final de maio, mas não só. A atividade econômica como um todo já vinha perdendo dinamismo no primeiro trimestre de 2018 especialmente no que tange o mercado de trabalho. Desta forma, a despeito da continuidade da recuperação econômica, vale ressaltar que a mesma vem ocorrendo de forma mais lenta do que o imaginado anteriormente.
Na leitura divulgada hoje as principais surpresas foram o crescimento do consumo do governo pouco acima do esperado e o menor nível de importações. Entretanto nos chama a atenção o arrefecimento do ritmo de recuperação do consumo das famílias, que configurou um dos principais drivers da recuperação em meados de 2017, e a queda da formação bruta de capital fixo após quatro trimestres de alta. Tais fenômenos podem estar relacionado ao alto nível de incerteza política que permanece na economia brasileira.
Com os dados disponíveis atualmente revisamos nossa projeção de PIB para 2018 de 1,8% para um intervalo provável de 1,0% – 1,3%, sendo em parte devido à revisão da série pelo IBGE, parte devido as condições financeiras mais apertadas e a queda dos indicadores de confiança. Para 2019 esperamos crescimento por volta de 2,5%, previsão com nível de incerteza bastante significativo devido a possibilidade de mudança na orientação da política econômica.

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