INVESTIMENTOS

Saiba como a queda da bolsa de valores impacta seus investimentos

Após acumular uma queda de 37,7% a 70.782 pontos na mínima da semana, o Ibovespa opera em alta nesta terça-feira, 17 de março, seguindo a avaliação sobre os impactos da pandemia de coronavírus na economia global. No entanto, o que pode acontecer nos próximos dias fica difícil de prever.

Pouco depois da abertura, no dia 16, o índice registrou queda de 13,9% ao 71.168 pontos e acionou o circuit breaker pela quinta vez em oito dias, desde 9 de março. O dólar comercial também opera em alta no últimos dias e fechou ontem acima de R$ 5 pela primeira vez na história na tarde de ontem.

Com tudo isso, você deve estar se perguntando: como ficam os meus investimentos? O analista de investimentos Enrico Cozzolino explica as alternativas.

O que investidores devem fazer com a bolsa em queda?

Para aqueles investidores de longo prazo, geralmente a queda da bolsa de valores significa oportunidade de compra. Evidente que as quedas recentes precificaram cenários que antes não eram a realidade, como o coronavirus e a desvalorização abrupta dos preços do petróleo.

Para Cozzolino o investidor “buy and hold” não deve se desesperar, uma vez que, situações de circuit breaker, apesar de não serem comuns, podem acontecer na renda variável. Cautela é fundamental para aqueles que têm posição em renda variável, pois o investimento nesta classe de ativo sempre é fundamental para a diversificação de investimentos daqueles que tem os perfil arrojado e aquilo que deve ser alterado é o percentual total de patrimônio alocado por classe de ativo.

“Se a desvalorização causa desconforto ou se a valorização causa euforia, provavelmente o percentual alocado em ativos arrojados pode estar acima do percentual adequado para o investidor. Por isso, vale ficar atento aos desdobramentos deste cenário, pois momentos de pânico, como os observados nos últimos dias, podem gerar as melhores oportunidades de exposição ao risco. Mas, vale ressaltar que investir é um processo de mensuração de risco e de aporte de capital ao longo do tempo”, explica Cozzolino.

Investidores curtoprazistas: como devem agir nesse momento?

No curto prazo surgem oportunidades para traders mais experientes que operam as divergência de preços. Porém, Cozzolino recomenda cautela neste momento de queda da bolsa de valores.

“Para aquelas pessoas que estavam esperando uma queda da bolsa para iniciar o processo de investimento em renda variável, este ainda não é o melhor momento, uma vez que, a alta volatilidade deve permanecer e isso pode prejudicar o processo de investimento”, alerta.

As incertezas globais e o movimento de aversão ao risco podem fazer com que ocorram novas quedas da bolsa ou altas repentinas, e essa grande oscilação pode prejudicar o psicológico da pessoa física, que em sua maioria, ainda não está acostumada a alta volatilidade.

Assim, é recomendado que aqueles que querem retorno rápido entendam os riscos de operações mais curtas, que aumentaram significativamente neste período.

Oportunidades são benéficas em meio ao cenário conturbado 

Sim, oportunidades aparecem a todo o momento em renda variável. O que ocorre é uma reprecificação de ativos, que não deve ser confundida com valor dos ativos. “Em um momento de pânico, o fluxo vendedor muitas vezes força o preço de um ativo para baixo”.

Porém, isso não significa obrigatoriamente que o valor daquela empresa esteja precificado corretamente. Esse é o principal ponto para ficar atento em renda variável”, alerta Enrico.

Dito isso, neste momento de queda da bolsa de valores, mais do que nunca é hora de diversificar!

O conhecido setor de utilities, composto por empresas do setor elétrico e de saneamento básico, tendem a absorver melhor os impactos destas incertezas, uma vez que o fluxo de recebimentos nestas empresas não é tão impactado quanto as receitas de uma exportadora de commodities, por exemplo. Além deste, em um segundo momento o setor de varejo, que é relacionado ao ciclo doméstico, pode recuperar a percepção de valor.

Na plataforma de investimentos do Daycoval existem fundos que são boas alternativas neste momento de incerteza e muita volatilidade. Os fundos de ações Forpus Ações FIC FIA e Constancia Fundamento FIA são alternativas. Já em produtos com a variação do dólar, vale optar pelo OCCAM FI Cambial e, em renda fixa em crédito privado, pelo Capitania Top CP FIC FIM, segundo a recomendação da analista da Daycoval investimentos, Geisi Panotin.

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