INVESTIMENTOS, VÍDEOS

Tarpon Investimentos aposta em olhar qualificado para garantir bons retornos

A análise do mercado acionário, às vezes, leva mais em consideração questões conjunturais e setoriais do que o fundamento: olhar para dentro das companhias. Esse é justamente o princípio que garante negócios robustos a partir de oportunidades bem analisadas. Essa é a visão da Tarpon Investimentos, que aposta em um olhar individualizado das empresas para alocação de capital. De acordo com Rafael Maisonnnave, sócio e gestor da Tarpon Investimentos, a busca por organizações bem posicionadas, que possuem modelos de proteção frente às crises, é um dos pilares da sua atuação durante participação da série Conexão Daycoval, na última quinta-feira, dia 22.

“A gente não compra uma ação, a gente compra uma empresa. Nós entendemos que a ação é parte, mas a nossa avaliação é sempre da empresa. Na Tarpon, gostamos de olhar os setores e as dinâmicas competitivas através das empresas”, explicou.

Ele lembrou que, com isso, é possível investir com clareza, sabendo como essas organizações estão preparadas para os períodos de turbulência, algo bem frequente no Brasil. A opção, em geral, é por empresas líderes de mercado. A Tarpon adota ainda uma postura de compartilhamento de suas visões sobre perspectivas do negócio com outros controladores, lembrando que os retornos de investimento vêm justamente do bom desempenho das empresas onde foi alocado capital.

“Buscamos boas empresas, com margem de segurança e com potencial de retorno melhor do que a média. Estamos competindo com o mercado e a nossa carteira tem que refletir a nossa visão”, ressalta.

Maisonnnave destacou que, apesar dessa atuação de pontuar cenários aos demais gestores, o Tarpon GT é um fundo de bolsa e que precisa de liquidez e, por isso, não participa de conselhos. Ele lembra ainda que o diferencial do fundo está justamente em não atuar com o modelo tradicional de renda variável, e que o trabalho está focado em olhar para as opções que maximizem retornos e minimizem os riscos para quem investe. 

O gestor explicou ainda como se dá o processo de seleção de investimento, que surgiu ao longo dos anos e que se baseia em alguns critérios: retorno de capital acima do seu custo, crescimento acima da média, previsibilidade e a estrutura de capital. Neste último quesito, Maisonnnave destacou que a Tarpon busca empresas com perfil mais conservador e sem alavancagem e que, atualmente, há entre 250 e 300 passíveis de investir. No entanto, lembra que é preciso encontrar a combinação entre bom preço e boa empresa.

“Buscamos empresas com retorno de capital alto. Esse é um fator fundamental. Queremos empresas que, ao longo do tempo, vão compor capital, então, acompanhamos muito essa questão de evolução do valor das companhias”, explicou. 

De acordo com ele, ao longo de 19 anos, a Tarpon já analisou muitas companhias e, hoje, isso facilita a seleção mais direcionada. Lembrando que além dos fatores acima, as exposições setoriais também estão no radar do fundo e mantêm uma carteira diversificada. Para Maisonnnave, a aposta da Tarpon Investimentos é olhar as empresas no detalhe e, para isso, a carteira tem entre 10 e 15 nomes.

Maisonnnave falou ainda sobre o posicionamento do fundo em setores como o de logística, avaliando a área com grandes oportunidades frente à carência do país, na qual a Tarpon tem participação em três companhias. Ressaltou ainda sobre o bom momento do agronegócio, sendo este o setor que mais cresce de forma consistente com proteção da volatilidade do mercado interno, logo um dos setores que integram o fundo.

O head de Investimentos do Daycoval, Mauro Rached, complementou as colocações de Maisonnave falando que o fundo da Tarpon trabalha com investimentos com maturação de médio e longo prazo, onde a valorização das ações é uma soma das percepções. 

“Não adianta apenas a Tarpon ter essa percepção, é necessário também que outros atores do mercado encapem essas escolhas”, destacou Rached, que emendou a pergunta a Maisonnave quanto à postura da Tarpon sobre quais são os sinais que consideram para saber se investem ou retiram recursos de uma empresa.

Maisonnave disse que o ideal de uma carteira é ter investimentos em estágios diferentes, pois isso, dá um equilíbrio melhor para os retornos. “Entendemos que todo o investimento tem um risco de percepção e o mercado precisa convergir para que venha a ser um bom investimento.  Buscamos combinar alguns fatores e na avaliação desses indicativos, temos conseguido ter uma atuação com bons retornos”, respondeu. 

Rafael Maisonnave, sócio e gestor da Tarpon Investimentos, participou da série Conexão Daycoval, conduzida por Marcos Lyra, gerente da Daycoval Investimentos, e Geisi Panontin, analista sênior de investimentos do Banco Daycoval, e Mauro Rached, Head de Investimento do Daycoval. A conversa está disponível no canal do Daycoval no Youtube.

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