O dólar começou fevereiro sob pressão, sendo negociado acima de R$5,30, mas perdeu força ao longo do mês e encerrou abaixo de R$5,15. Esse movimento de queda levanta uma questão importante para investidores: será que a tendência vai continuar em março?
Para entender as forças por trás dessa desvalorização e o que esperar para o câmbio, Otávio Oliveira, Gerente de Tesouraria do Banco Daycoval, analisa os principais direcionadores do cenário atual.
Assista à análise completa:

Sumário
ToggleO dólar em fevereiro: o impacto do fluxo estrangeiro
A desvalorização da moeda americana em fevereiro não foi um evento isolado. Ela foi impulsionada, em grande parte, pela estabilização do fluxo de capital estrangeiro para o Brasil. Esse movimento veio na esteira de um janeiro histórico para a bolsa brasileira, que registrou recorde ao ultrapassar 190 mil pontos.
Mesmo com o mercado se acomodando após um janeiro tão positivo, o ingresso de recursos segue sendo um fator decisivo. A percepção de que os ativos no Brasil estão descontados, aliada ao diferencial de juros, continua favorecendo o real frente ao dólar.
Cenário internacional: incertezas no radar
Enquanto o fluxo doméstico ajuda a ancorar o câmbio, o ambiente externo segue desafiador e repleto de variáveis que podem trazer volatilidade. O roteiro de março envolve atenção especial para:
- Geopolítica e comércio: Tarifas dos Estados Unidos e tensões envolvendo o Irã continuam gerando apreensão e influenciando o apetite global por risco.
- Economia dos EUA: As expectativas em relação à inflação e aos juros americanos seguem como principal foco.
- Liderança do FED: Um ponto específico de atenção é a saída de Jerome Powell da presidência do Federal Reserve em maio. Essa transição acrescenta uma camada de incerteza sobre a direção futura da política monetária americana.
Cenário Brasil: juros e eleições
No cenário doméstico, março tende a ser um divisor de águas. O mercado aguarda com grande expectativa o início do ciclo de corte de juros pelo Banco Central. Esse movimento é amplamente esperado, mas a intensidade e a velocidade dos cortes serão determinantes para o comportamento do câmbio.
No entanto, a agenda econômica divide o protagonismo com a política. Com a proximidade das eleições, os ruídos fiscais tendem a crescer. A combinação entre debates fiscais e movimentos da campanha eleitoral abre espaço significativo para volatilidade, o que pode pressionar momentaneamente a moeda, mesmo diante de um cenário estruturalmente favorável.
O que esperar do dólar em março
Considerando esses fatores, a tendência para março aponta para a continuidade da queda do dólar, com projeções indicando níveis cada vez mais próximos de R$5,00.
No entanto, essa trajetória dificilmente será linear. O investidor deve estar preparado para oscilações. Notícias macroeconômicas — tanto dos Estados Unidos, relacionadas a juros, quanto do Brasil, ligadas a questões fiscais — funcionam como gatilhos que podem provocar variações pontuais no curto prazo.
Conclusão: como posicionar sua carteira
O cenário de queda do dólar traz oportunidades, especialmente para quem busca diversificação internacional ou proteção do poder de compra. No entanto, a volatilidade prevista exige uma abordagem estratégica.
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