Dólar em queda: março vai confirmar a tendência?

Tempo de leitura: 3 minutos

O dólar começou fevereiro sob pressão, sendo negociado acima de R$5,30, mas perdeu força ao longo do mês e encerrou abaixo de R$5,15. Esse movimento de queda levanta uma questão importante para investidores: será que a tendência vai continuar em março?

Para entender as forças por trás dessa desvalorização e o que esperar para o câmbio, Otávio Oliveira, Gerente de Tesouraria do Banco Daycoval, analisa os principais direcionadores do cenário atual.

Assista à análise completa:

O dólar em fevereiro: o impacto do fluxo estrangeiro

A desvalorização da moeda americana em fevereiro não foi um evento isolado. Ela foi impulsionada, em grande parte, pela estabilização do fluxo de capital estrangeiro para o Brasil. Esse movimento veio na esteira de um janeiro histórico para a bolsa brasileira, que registrou recorde ao ultrapassar 190 mil pontos.

Mesmo com o mercado se acomodando após um janeiro tão positivo, o ingresso de recursos segue sendo um fator decisivo. A percepção de que os ativos no Brasil estão descontados, aliada ao diferencial de juros, continua favorecendo o real frente ao dólar.

Cenário internacional: incertezas no radar

Enquanto o fluxo doméstico ajuda a ancorar o câmbio, o ambiente externo segue desafiador e repleto de variáveis que podem trazer volatilidade. O roteiro de março envolve atenção especial para:

  • Geopolítica e comércio: Tarifas dos Estados Unidos e tensões envolvendo o Irã continuam gerando apreensão e influenciando o apetite global por risco.
  • Economia dos EUA: As expectativas em relação à inflação e aos juros americanos seguem como principal foco.
  • Liderança do FED: Um ponto específico de atenção é a saída de Jerome Powell da presidência do Federal Reserve em maio. Essa transição acrescenta uma camada de incerteza sobre a direção futura da política monetária americana.

Cenário Brasil: juros e eleições

No cenário doméstico, março tende a ser um divisor de águas. O mercado aguarda com grande expectativa o início do ciclo de corte de juros pelo Banco Central. Esse movimento é amplamente esperado, mas a intensidade e a velocidade dos cortes serão determinantes para o comportamento do câmbio.

No entanto, a agenda econômica divide o protagonismo com a política. Com a proximidade das eleições, os ruídos fiscais tendem a crescer. A combinação entre debates fiscais e movimentos da campanha eleitoral abre espaço significativo para volatilidade, o que pode pressionar momentaneamente a moeda, mesmo diante de um cenário estruturalmente favorável.

O que esperar do dólar em março

Considerando esses fatores, a tendência para março aponta para a continuidade da queda do dólar, com projeções indicando níveis cada vez mais próximos de R$5,00.

No entanto, essa trajetória dificilmente será linear. O investidor deve estar preparado para oscilações. Notícias macroeconômicas — tanto dos Estados Unidos, relacionadas a juros, quanto do Brasil, ligadas a questões fiscais — funcionam como gatilhos que podem provocar variações pontuais no curto prazo.

Conclusão: como posicionar sua carteira

O cenário de queda do dólar traz oportunidades, especialmente para quem busca diversificação internacional ou proteção do poder de compra. No entanto, a volatilidade prevista exige uma abordagem estratégica.

No Daycoval, unimos expertise de mercado a produtos exclusivos para ajudar você a navegar nesses movimentos com segurança. Nossa equipe está pronta para orientar suas decisões com base nos cenários mais atualizados.

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